O rio abandonou o território, como vou chegar à escola?
Pedagogia e resiliência em uma escola do campo na Amazônia ribeirinha
DOI:
https://doi.org/10.12957/tamoios.2026.87758Resumo
O estudo em questão abordou a resiliência pedagógica de professores e alunos ribeirinhos da Amazônia, em uma escola do campo localizada no rio Tarumã-Açu, no Estado do Amazonas. O objetivo da pesquisa foi analisar os efeitos da vazante e os impactos para a rotina escolar. A pesquisa seguiu uma abordagem quali-quantitativa, combinando revisão bibliográfica e coleta de dados empíricos. Os exemplos de produções bibliográficas consultadas incluem as pesquisas de Glória (2012), Costa (2021), Almeida, Marques, Batalha et al. (2019) e Alencar e Costa (2021). Os dados coletados por meio de questionários e entrevistas baseadas no registro oral de professores e estudantes mostram que, durante o período da estiagem e seca, quando o nível da bacia do rio Negro atingiu uma cota extremamente baixa, essa redução da cota fluviométrica, comprometeu o acesso ao ambiente escolar de forma que surgiram graves dificuldades de locomoção, revelando a vulnerabilidade da educação em regiões que dependem das condições fluviais para a continuidade das atividades educacionais. Entre os principais problemas destacam-se: baixa frequência escolar, estresse e cansaço devido as longas caminhadas terrestres, acidentes durante o trajeto, desidratação e exaustão térmica em decorrência do calor extremo e da exposição prolongada ao sol e impacto na realização de avaliações externas.
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