QUANTIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE TAIAMÃ: SUBSÍDIOS À CONSERVAÇÃO NO PANTANAL
DOI:
https://doi.org/10.12957/ric.2026.96205Resumo
A Estação Ecológica de Taiamã, sítio Ramsar e área central da Reserva da Biosfera do Pantanal, presta
serviços ecossistêmicos essenciais à região do médio-baixo rio Paraguai. Contudo, seu valor permanece invisível
nos orçamentos públicos, contribuindo para o subfinanciamento crônico das unidades de conservação no Brasil.
Esta Nota Técnica tem por objetivo quantificar biofisicamente os serviços ecossistêmicos prestados pela ESEC
Taiamã e propor instrumentos de política pública que reconheçam esse valor. Utilizou-se a análise de emergia
para converter todos os fluxos de energia, matéria e informação em joules solares equivalentes (seJ). Os
resultados revelaram que serviços reguladores e de suporte representam 99,99% do valor total, com destaque
para manutenção da biodiversidade (6,00 × 10²⁴ seJ/ano), sequestro de carbono (1,49 × 10²⁴ seJ/ano) e regulação
climática via transpiração (1,25 × 10²³ seJ/ano). Serviços culturais (turismo e produção científica) equivalem a
menos de 0,01%. Com base nesses achados, propõe-se: (1) inclusão prioritária da ESEC Taiamã no Mecanismo
Florestas Tropicais para Sempre (TFFF); (2) revisão do ICMS Ecológico de Mato Grosso com ponderação por
emergia; (3) estruturação de um Pagamento por Serviços Ecossistêmicos (PES) “de jusante para jusante”
envolvendo municípios como Cáceres, Corumbá e Miranda. A flora nativa (41 espécies) demonstra alta resiliência
pós-fogo (>70% de sobrevivência em espécies-chav), reforçando seu papel na estabilidade ecológica. Recomenda
se destinar ≥20% dos recursos a comunidades tradicionais, conforme exigência do TFFF. Esta abordagem
transforma áreas protegidas de “custo orçamentário” em ativos estratégicos de infraestrutura natural, alinhados
aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 13, 15).
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