ANÁLISE DE FALHAS DE SEGURANÇA E FUNCIONALIDADE EM DISPOSITIVOS DE DRENAGEM RODOVIÁRIA (DAD E DRH) EM RESPOSTA À UMA VAZÃO CRÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.12957/ric.2025.95545Resumo
Sistemas de drenagem rodoviária projetados com IDFs estacionárias podem tornar-se insuficientes frente ao aumento recente das chuvas intensas. Este trabalho avaliou o desempenho de uma escada hidráulica (DAD) e de um canal de descida com bacia de ressalto (DRH) na Rodovia Presidente Dutra (RJ), utilizando dados pluviométricos da ANA (1967–2025), desagregação de chuva e IDFs recalibradas para TR=10 anos e tc=5 min. As vazões estimadas foram Q=0,768 m³/s (DAD) e Q=2,836 m³/s (DRH). Constatou-se que a DAD dissipou 85,5% da energia, mas é hidraulicamente instável (B/Yc=2,55<5) e apresentou picos de dissipação de 11.530 W/m³, com risco de cavitação. No DRH, estimou-se que o ressalto requer uma profundiade a jusante de (y₃) de 3,65 m, excedendo a altura da bacia projetada ( h_bacia) de 1,5 m. Isso gera um extravasamento (overflow) 2,15 m, implicando velocidade residual ≈12,5 m/s e alto potencial erosivo. Assim, conclui-se pela necessidade de retrofit (alargamento de calha, aeração, redimensionamento da bacia com end sill e tipologia USBR), e pela adoção rotineira de IDFs não-estacionárias em programas de manutenção de drenagem rodoviária.
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