Prisão domiciliar com monitoração eletrônica de mulheres no Brasil à luz da geografia jurídica crítica

Autores

Palavras-chave:

Prisão Domiciliar de mulheres, Monitoramento eletrônico, Geografia Jurídica Crítica

Resumo

https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/93630

A investigação busca compreender como a geografia jurídica crítica pode ser mobilizada para analisar a prisão domiciliar de mulheres com monitoramento eletrônico no Brasil. O estudo apresenta a disciplina; reflete sobre a relação entre público e privado no aprisionamento doméstico de mulheres e examina as dinâmicas espaciais criadas pelo monitoramento eletrônico. Conceitos como "carceralidade" (Bloch, 2024), "práticas jurídicas" (Konzen, 2021), encroachment (Blomley, 2005) e "espaços jurisdicionais" (Konzen, 2021) foram úteis para a análise. Concluiu-se que 1) existe um continuum carcerário que se estende para além dos muros da prisão, afetando a vida de mulheres em prisão domiciliar, especialmente no que se refere ao acesso a direitos, 2) a falta de uniformidade nas regras da prisão domiciliar evidencia diferentes "práticas jurídicas" entre os juízes; 3) há uma invasão do espaço público no privado (encroachment) e 4) as decisões judiciais que determinam o perímetro do monitoramento eletrônico estabelecem um novo “espaço jurisdicional” para o cumprimento da pena.

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Biografia do Autor

Jessica Mota, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

É doutoranda em Direito no Programa de Pós-graduação em Direito (PPGDir) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na condição de bolsista CAPES. Foi pesquisadora visitante na Università di Bologna na Itália pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE/CAPES) de setembro de 2025 a fevereiro de 2026. Mestra em direito pelo PPGDir/UFRGS (2022) e especialista em Direitos Humanos pela PUCRS/DAAD (2025). Participa como pesquisadora do Observatório das Consequências Jurídicas de Enchentes e Inundações (OCJE), projeto financiado pela FAPERGS. Em 2024, foi premiada pelo CEERT pela produção de um artigo sobre a atuação antirracista em Juízo.

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Publicado

2026-05-28

Como Citar

Mota, J. (2026). Prisão domiciliar com monitoração eletrônica de mulheres no Brasil à luz da geografia jurídica crítica . Revista Direito E Práxis, 17(2). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/93630

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Artigos inéditos

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