Reescrita de decisões judiciais como método de debate jurídico feminista:

explorando divergências conceituais sobre autonomia em um caso de adoção irregular

Autores

Palavras-chave:

Teoria feminista do direito, Reescrita feminista de decisões judiciais, Adoção irregular, Métodos jurídicos feministas

Resumo

 https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/93543 

Neste artigo, defende-se que reescritas feministas de decisões judiciais podem constituir um método genuinamente feminista de crítica das próprias teorias feministas sobre o direito. Faz-se isso por meio da reescrita feminista de uma decisão judicial já anteriormente reescrita por outra autora feminista. Trata-se do acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Habeas Corpus nº 503125/SP, sobre quem deveria ficar uma criança de seis meses enquanto eram discutidas judicialmente sua guarda e paternidade em uma situação de fortes indícios de adoção irregular. Por meio do contraste entre duas reescritas feministas da mesma decisão, explora-se o conceito de autonomia pressuposto por diferentes teorias feministas, faz-se uma crítica do feminismo de dominação e explicitam-se as consequências jurídicas das várias posições teóricas feministas em situações de conflito concretas. Com isso, procura-se qualificar o debate jurídico feminista, incluindo sua dimensão prática, ao mesmo tempo em que se contribui para o aumento do repertório de possibilidades interpretativas do direito. 

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Biografia do Autor

Aline Herscovici, Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito SP)

Mestra (2024) em Direito e Desenvolvimento pela FGV Direito SP, com apoio da Bolsa Mario Henrique Simonsen de Ensino e Pesquisa (FGV) e da Bolsa-taxa PROSUP (CAPES). Graduada (2019) pela mesma instituição, com apoio da Bolsa Mérito Sr. Luiz Simões Lopes e da Bolsa de Estudos da Presidência (FGV), bem como do CNPq pelo Programa de Iniciação Científica da FGV Direito SP.  Analista plena na Coordenadoria do Mestrado e Doutorado Profissional em Direito da FGV Direito SP

Flavia Portella Püschel, Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas

Rua Monte Alegre, 781 ap. 21

05014-000 Perdizes

São Paulo - SP

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Publicado

2026-05-28

Como Citar

Herscovici, A., & Portella Püschel, F. (2026). Reescrita de decisões judiciais como método de debate jurídico feminista:: explorando divergências conceituais sobre autonomia em um caso de adoção irregular. Revista Direito E Práxis, 17(2). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/93543

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