Estudos e Pesquisas em Psicologia
2026, Vol. 26. e84049, doi:10.12957/epp.2026.84049
ISSN 1808-4281 (online version)
PSICOLOGIA SOCIAL
Envelhecimento e Educação: Percepções de Mulheres Relacionadas ao Movimento Feminista
Aging and Education: Perceptions of Women Linked to the Feminist Movement
Envejecimiento y Educación: Percepciones de Mujeres Relacionadas con el Movimiento Feminista
Kamila Braga Vieira a
, Vanessa de Oliveira Alves a
, Sandra Regina Mota Ortiz a
, Rodrigo Jorge Salles a
, Priscila Larcher Longo a
a Universidade São Judas, São Paulo, SP, Brasil
Endereço para correspondência
RESUMO
O movimento feminista promoveu transformações significativas, permitindo maior participação das mulheres na sociedade. No entanto, questões como o envelhecimento ainda são pouco exploradas nesse contexto. Este estudo investiga como mulheres ligadas ao movimento feminista percebem o envelhecimento e como essa percepção se relaciona com a educação. Utilizando o Questionário de Autopercepção do Envelhecimento (QAPE), foram entrevistadas 225 mulheres entre 18 e 75 anos, sendo 81,78% simpatizantes e 18,22% participantes ativas do feminismo. Os resultados revelam uma percepção majoritariamente positiva do envelhecimento, com altos escores nos domínios de consequências positivas e controle positivo. A maioria das participantes discordou de afirmações desfavoráveis sobre o envelhecimento, indicando uma visão otimista dessa fase da vida. A representação subjetiva do envelhecimento foi predominantemente cronológica e positiva, sugerindo que as participantes encaram o envelhecer como um processo natural. Esses resultados destacam a importância de incluir o envelhecimento como pauta central no feminismo, ampliando a discussão sobre os desafios enfrentados pelas mulheres idosas, especialmente no âmbito educacional. O estudo contribui para a promoção de representações mais positivas da velhice e para a construção de políticas educacionais inclusivas que atendam às necessidades das mulheres em diferentes fases da vida.
Palavras-chave: educação, percepção, envelhecimento, mulheres, feminismo.
ABSTRACT
The feminist movement has driven significant transformations, enabling greater participation of women in society. However, issues such as aging remain underexplored in this context. This study investigates how women linked to the feminist movement perceive aging and how this perception relates to education. Using the Self-Perception of Aging Questionnaire (QAPE), 225 women aged 18 to 75 were interviewed, with 81.78% being sympathizers and 18.22% active participants in feminism. The results reveal a predominantly positive perception of aging, with high scores in the domains of positive consequences and positive control. Most participants disagreed with unfavorable statements about aging, indicating an optimistic view of this stage of life. The subjective representation of aging was predominantly chronological and positive, suggesting that participants view aging as a natural process. These results highlight the importance of including aging as a central topic in feminism, expanding the discussion on the challenges faced by older women, especially in education. The study contributes to promoting more positive representations of old age and to building inclusive educational policies that meet the needs of women at different stages of life.
Keywords: education, perception, aging, women, feminism.
RESUMEN
El movimiento feminista ha impulsado transformaciones significativas, permitiendo una mayor participación de las mujeres en la sociedad. Sin embargo, temas como el envejecimiento aún son poco explorados en este contexto. Este estudio investiga cómo las mujeres vinculadas al movimiento feminista perciben el envejecimiento, y cómo esta percepción se relaciona con la educación. Mediante el Cuestionario de Autopercepción del Envejecimiento (QAPE), se entrevistó a 225 mujeres entre 18 y 75 años, siendo el 81,78% simpatizantes y el 18,22% participantes activas del feminismo. Los resultados revelan una percepción mayoritariamente positiva del envejecimiento, con puntuaciones altas en los dominios de consecuencias positivas y control positivo. La mayoría de las participantes discrepó de afirmaciones desfavorables sobre el envejecimiento, indicando una visión optimista de esta etapa de la vida. La representación subjetiva del envejecimiento fue predominantemente cronológica y positiva, sugiriendo que las participantes ven el envejecer como un proceso natural. Estos resultados destacan la importancia de incluir el envejecimiento como una agenda central en el feminismo, ampliando la discusión sobre los desafíos enfrentados por las mujeres mayores, especialmente en el ámbito educativo. El estudio contribuye a promover representaciones más positivas de la vejez y a la construcción de políticas educativas inclusivas que atiendan las necesidades de las mujeres en diferentes etapas de la vida.
Palabras clave: educación, percepción, envejecimiento, mujeres, feminismo.
O envelhecimento é um processo natural e multifacetado, marcado por transformações biológicas, psicológicas e sociais. No contexto brasileiro, ele é frequentemente associado a estereótipos negativos, como a ideia de obsolescência e dependência, reforçados por uma cultura que valoriza a juventude (Silva et al., 2024). No entanto, o envelhecimento também pode ser uma fase de crescimento, aprendizado e realização, especialmente quando são garantidas condições sociais e políticas que promovam a qualidade de vida (Oliveira & Wanderbroocke, 2022). Para as mulheres, o envelhecimento é ainda mais complexo, pois elas enfrentam uma dupla discriminação: por idade e por gênero. Isso se reflete em desafios específicos, como a invisibilidade social e a falta de representação em espaços de poder (Ximenes, 2024).
O movimento feminista, desde suas primeiras ondas, tem lutado pela igualdade de direitos e pela desconstrução de estereótipos de gênero. A primeira onda, no século XIX e início do XX, focou no direito ao voto e à educação; a segunda, nas décadas de 1960 e 1970, ampliou a luta para questões como sexualidade e trabalho; e a terceira, a partir dos anos 1990, trouxe a interseccionalidade, discutindo raça, classe e outras dimensões da opressão. Na atualidade, a quarta onda do feminismo, impulsionada pelas redes digitais, tem ampliado essa luta, abordando temas como interseccionalidade e representatividade (Perez & Ricoldi, 2023). No entanto, como aponta Ximenes (2024), o envelhecimento feminino tem sido um tema pouco explorado nessa fase do movimento. A falta de representação das mulheres idosas nas discussões feministas reflete uma lacuna significativa, especialmente considerando os desafios únicos enfrentados por essa população, como a dupla discriminação por idade e gênero. Essa negligência pode ser atribuída ao foco da quarta onda em temas como interseccionalidade e representatividade de grupos historicamente marginalizados, sem ainda incorporar plenamente as demandas das mulheres idosas.
Além dos desafios relacionados ao envelhecimento e ao gênero, a educação também desempenha um papel crucial na promoção da qualidade de vida das mulheres idosas. Até o início do século XX, a educação era socialmente desencorajada para as mulheres, que enfrentavam barreiras culturais significativas. Apesar disso, mulheres como Madame Curie desafiaram essas normas e contribuíram notavelmente para o avanço científico, embora tenham enfrentado resistência, como evidenciado pela recusa da Academia de Ciências da França em admiti-la. Hoje, embora haja avanços, dados recentes mostram que mulheres ainda são sub-representadas em áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), especialmente mulheres negras e de baixa renda (Ketzer et al., 2024).
No Brasil, segundo dados recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2024), as mulheres são maioria entre os ingressantes e matriculados em cursos de graduação, representando 60,5% nas instituições privadas sem fins lucrativos, 58,5% nas privadas com fins lucrativos, 56,7% nas municipais, 52,7% nas federais e 52,6% nas estaduais. No entanto, quando analisamos a variável cor/raça, observa-se que a população branca ainda predomina entre os ingressantes (42,3%), seguida por pardos (27,8%), pretos (6,9%), amarelos (1,2%) e indígenas (0,4%). Além disso, um percentual significativo de alunos optou por não declarar sua cor/raça (21,5% entre ingressantes e 16,5% entre matriculados), o que pode refletir a persistência de barreiras culturais e sociais. Essa realidade evidencia as interseções de gênero, raça e classe, heranças do sistema colonial que ainda permeiam a ciência nacional. Mulheres negras e de baixa renda enfrentam obstáculos significativos, como falta de políticas afirmativas e preconceito estrutural, em comparação com mulheres brancas de estratos sociais privilegiados. No entanto, iniciativas como cotas raciais e programas de incentivo à pesquisa têm buscado reduzir essas disparidades (Mendes & Karruz, 2024). Além disso, os dados do Censo 2023 (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2024) mostram que a educação a distância atrai alunos com idade mais avançada (média de 31 anos), destacando a importância de políticas educacionais inclusivas para todas as faixas etárias.
Antigamente, a educação era predominantemente voltada para os mais jovens, baseada na crença de que o desenvolvimento humano atingiria seu ápice na fase adulta e declinaria na velhice. No entanto, estudos recentes, como o de Oliveira et al. (2024), demonstram que o desenvolvimento humano é um processo contínuo, e o envelhecimento pode ser uma fase marcada tanto por mudanças quanto por avanços significativos. No Brasil, iniciativas como as Universidades Abertas à Terceira Idade têm promovido a inclusão educacional de pessoas idosas, reforçando a importância do aprendizado ao longo da vida (Oliveira & Wanderbroocke, 2022). Essa perspectiva desafia a visão tradicional de que a velhice é um período de declínio, destacando a importância de políticas e práticas que promovam o envelhecimento ativo e saudável (Oliveira et al., 2024).
No Brasil, as primeiras iniciativas de educação para pessoas idosas surgiram na década de 1970, com a criação das Escolas Abertas para a Terceira Idade pelo Serviço Social do Comércio em São Paulo. Em 1982, a Universidade Federal de Santa Catarina tornou-se pioneira ao aderir ao movimento de Universidade Aberta à Terceira Idade, estabelecendo um precedente importante no ensino superior brasileiro (Ferreira & Azevedo, 2024). Atualmente, programas como o 'UnATI' (Universidade Aberta à Terceira Idade) têm se expandido, mas ainda enfrentam desafios como falta de recursos e baixa adesão em regiões menos desenvolvidas (Inouye et al., 2018).
A legislação brasileira reconhece a educação como um fator determinante para a saúde, conforme estabelecido pela Lei Orgânica nº 8.080 de 1990 (Brasil, 1990) e pelo Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741 de 2003). Essas leis garantem o acesso à educação para pessoas idosas, com destaque para a adaptação de currículos e materiais didáticos (Brasil, 1990; 2003). No entanto, estudos recentes, como o de Baill et al. (2023), apontam que a implementação dessas políticas ainda enfrenta desafios, como a falta de infraestrutura e a necessidade de capacitação de profissionais para atender às especificidades da educação para pessoas idosas.
De acordo com Reis et al. (2018), a maioria dos brasileiros com pouca ou nenhuma escolarização são pessoas idosas, negros, afrodescendentes, indígenas e residentes em áreas rurais. Essa realidade reflete desigualdades históricas e estruturais que persistem no país. Apesar disso, iniciativas como o Programa Viver têm buscado reduzir essas disparidades, embora ainda enfrentem desafios como a falta de recursos (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, 2025).
No contexto brasileiro, o envelhecimento é marcado por contrastes significativos. Enquanto os dados demográficos apontam para o aumento da população idosa e uma maior expectativa de vida, persiste um cenário de preconceito e marginalização, alimentado por estereótipos que associam a pessoa idosa à obsolescência e ao aumento dos gastos públicos (Teixeira, 2021). Essa dualidade reflete uma cultura da juventude eterna, na qual as pessoas aspiram viver mais, mas temem o processo natural de envelhecimento. No entanto, iniciativas como campanhas de conscientização e programas educacionais têm buscado desconstruir esses estereótipos e promover uma visão mais positiva da velhice.
Um ponto relevante para a discussão é a percepção do envelhecimento no contexto atual, em que, muitas vezes, outros atores falam em nome das pessoas idosas, reforçando estereótipos negativos sobre a velhice. Essa abordagem impede a construção de uma identidade positiva para as pessoas idosas, destacando a necessidade urgente de ouvir esse público e compreender suas experiências. Estudos recentes, como os de Carvalho (2022), mostram que a participação ativa das pessoas idosas na construção de políticas e representações sobre o envelhecimento é fundamental para desafiar estereótipos e promover uma visão mais positiva dessa fase da vida.
Além dos desafios relacionados ao envelhecimento e ao gênero, a educação desempenha um papel crucial na promoção da qualidade de vida das mulheres idosas. Programas educacionais voltados para a terceira idade, como as Universidades Abertas à Terceira Idade (UnATI), têm buscado promover a inclusão e o desenvolvimento pessoal, desafiando estereótipos negativos e fortalecendo a autonomia das mulheres idosas (Oliveira & Wanderbroocke, 2022). No entanto, a falta de políticas específicas e a persistência de barreiras culturais e sociais ainda limitam o acesso dessas mulheres à educação, especialmente em regiões menos desenvolvidas (Inouye et al., 2018). Nesse contexto, compreender como a percepção do envelhecimento influencia a relação das mulheres com a educação é fundamental para a construção de políticas públicas mais inclusivas e eficazes.
Diante do exposto, este estudo busca investigar como mulheres participantes ou simpatizantes do movimento feminista percebem o envelhecimento e como essa percepção afeta sua relação com a educação. A compreensão dessa temática é fundamental para desafiar estereótipos negativos sobre a velhice e promover representações mais positivas dessa fase da vida, especialmente no contexto do feminismo, no qual o envelhecimento ainda é um tema pouco explorado. Além disso, ao analisar a relação entre envelhecimento e educação, este estudo contribui para a discussão sobre políticas e práticas educacionais inclusivas que atendam às necessidades das mulheres idosas. Para isso, foi utilizado o Questionário de Autopercepção do Envelhecimento (QAPE), aplicado a 225 mulheres entre 18 e 75 anos. Nesse sentido, a pergunta norteadora que guia esta pesquisa é: Como mulheres ligadas ao movimento feminista percebem o envelhecimento e como essa percepção influencia sua relação com a educação?
Método
Tipo de Estudo
Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, que investigou a percepção do envelhecimento entre mulheres participantes ou simpatizantes do movimento feminista, com foco na relação com a educação.
Participantes
Participaram do estudo 225 mulheres, entre 18 e 75 anos, vinculadas ou simpatizantes do movimento feminista em diferentes estados do Brasil. A média de idade foi de 33,7 anos (DP = 12,3), evidenciando ampla variação etária. Os critérios de inclusão foram: acesso à internet; vínculo ou simpatia com o movimento feminista; idade igual ou superior a 18 anos; e identificação com o gênero feminino. Foram excluídas respostas parciais ou incompletas.
Instrumentos
Após aprovação do parecer sob o nº 257.4.667 no comitê de ética e pesquisa da Universidade São Judas Tadeu sob CAAE: 43403021.6.0000.0089, foi iniciada a coleta de dados entre os meses de maio e agosto de 2021. Para a coleta, utilizou-se um questionário de caracterização dos participantes, seguido do Questionário de Autopercepção do Envelhecimento (QAPE), traduzido e adaptado para o português do Brasil por Rocha (2014).
O QAPE é um instrumento multidimensional composto por 32 questões, divididas em sete domínios que avaliam diferentes dimensões da autopercepção do envelhecimento. Esses domínios incluem:
1. Cronológico: Avalia a consciência do indivíduo sobre seu envelhecimento ao longo do tempo (questões 1, 2, 3, 4 e 5).
2. Consequências Positivas: Avalia crenças sobre os impactos positivos do envelhecimento, como ganho de sabedoria (questões 6, 7 e 8).
3. Consequências Negativas: Avalia crenças sobre os impactos negativos do envelhecimento, como dificuldades físicas e emocionais (questões 16, 17, 18, 19 e 20).
4. Controle Positivo: Avalia a percepção de controle sobre aspectos positivos do envelhecimento, como a qualidade da vida social (questões 10, 11, 12, 14 e 15).
5. Controle Negativo: Avalia a percepção de falta de controle sobre aspectos negativos do envelhecimento, como a mobilidade (questões 21, 22, 23 e 24).
6. Representações Emocionais: Avalia respostas emocionais ao envelhecimento, como raiva, medo e tristeza (questões 9, 13, 25, 26 e 29).
7. Cíclico: Avalia a percepção do envelhecimento como um processo oscilante, com fases de maior ou menor sensação de envelhecimento (questões 27, 28, 30, 31 e 32).
O QAPE apresenta boas propriedades psicométricas, com índices de confiabilidade (alfa de Cronbach) que variam entre 0,70 e 0,90 para os diferentes domínios, indicando consistência interna adequada. Além disso, estudos de validação no contexto brasileiro confirmaram sua validade de constructo e aplicabilidade para avaliar a percepção do envelhecimento (Rocha, 2014).
Procedimentos para Coleta dos Dados
Mulheres pertencentes ou simpatizantes de movimentos feministas foram convidadas a participar da pesquisa por meio de redes sociais (Instagram, Facebook e WhatsApp), em grupos explicitamente feministas. Os autores realizaram buscas diárias por grupos e enviaram convites, respeitando os limites da plataforma e a necessidade de divulgação espontânea pelas participantes. O convite, enviado via Google Forms, continha a explicação dos objetivos do estudo; ao consentirem eletronicamente, as participantes eram direcionadas aos questionários.
Análise de Dados
As análises quantitativas foram realizadas no software R, utilizando os pacotes "rstatix", "dplyr" e "ggplot2". O nível de significância adotado foi de 5% (⍺ = 0,05). O grupo foi dividido em 4 faixas etárias: 18-29, 30-45, 46-60 e 61-75 anos. As variáveis coletadas e os escores dos sete domínios foram analisados de forma descritiva, calculando-se as frequências absolutas (n) e relativas (%) para variáveis categóricas, e a média, desvio-padrão, mediana, quartis 1 e 3, e os valores mínimo e máximo para variáveis numéricas.
O teste de Friedman para amostras dependentes foi utilizado para comparar os escores dos sete domínios, devido à não-normalidade dos dados verificada pelo teste de Shapiro-Wilk, seguido pelo post-hoc de Dunn-Bonferroni. Também foi calculado o W de Kendall para avaliar o tamanho de efeito, classificado como pequeno (W ≥ 0,1), médio (W ≥ 0,3) ou grande (W ≥ 0,5), conforme critérios convencionais de interpretação do tamanho de efeito. Os escores dos domínios cíclico, consequências negativas, consequências positivas, controle negativo, controle positivo, cronológica e representações emocionais foram calculados com base nas instruções de Rocha (2014), obtendo-se a média dos escores das questões correspondentes.
Resultados
Participaram da pesquisa 225 mulheres, sendo 81,78% (n = 184) simpatizantes e 18,22% (n = 41) participantes ativas do movimento feminista. A maioria possui ensino superior (47,56%, n = 107), seguida de ensino médio (22,67%, n = 51) e pós-graduação (19,56%, n = 44), com 2,22% (n = 5) com doutorado. As idades variaram de 18 a 74 anos, com média de 33,7 anos. A Tabela 1 apresenta a distribuição da escolaridade por faixa etária, evidenciando que a maioria das participantes com ensino superior e pós-graduação está nas faixas etárias de 18 a 45 anos, enquanto as participantes com mais de 60 anos têm uma distribuição mais variada, incluindo ensino médio e superior.
Tabela 1
Perfil Sociodemográfico das Participantes da Pesquisa. N = 225.
PARTICIPA DE ALGUM MOVIMENTO FEMINISTA? |
ESCOLARIDADE |
||
Variável |
N (%) |
Variável |
N (%) |
Não, mas sou simpatizante |
184 (81,78) |
Ensino fundamental |
4 (1,78) |
Sim |
41 (18,22) |
Ensino médio |
51 (22,67) |
Variável |
N (%) |
Ensino superior |
107 (47,56) |
Média (Desvio-padrão) |
33,7 (11,5) |
Pós-graduaçã |
44 (19,56) |
Mediana (Quartil 1 - Quartil 3) |
31 (25 - 40) |
Mestrado |
9 (4,00) |
Mínimo - Máximo |
18 - 74 |
Doutorado |
5 (2,22) |
ESTADO CIVIL |
|||
Variável |
N (%) |
||
União estável |
9 (4,00) |
||
Casada |
68 (30,22) |
||
Divorciada |
22 (9,78) |
||
Solteira |
124 (55,11) |
||
Viúva |
2 (0,89) |
||
Fonte: Dados da pesquisa (2024).
A Tabela 2 mostra os escores de cada domínio do Questionário QAPE. Os escores mais altos foram observados nos domínios de consequências positivas e controle positivo, com medianas de 4,33 e 4,00, respectivamente. Já os domínios de consequências negativas, controle negativo e representações emocionais apresentaram os escores mais baixos.
Tabela 2
Escores dos Sete Domínios do Questionário de Auto Percepção do Envelhecimento (QAPE). N = 225.
Domínio |
Média (DP) |
Mediana (Q1 - Q3) |
Mín - Máx |
Cíclica |
2,94 (0,90) |
3,00 (2,20 - 3,60) |
1,00 - 5,00 |
Consequências negativas |
2,36 (0,71) |
2,40 (1,80 - 2,80) |
1,00 - 4,40 |
Consequências positivas |
4,37 (0,65) |
4,33 (4,00 - 5,00) |
1,00 - 5,00 |
Controle negativo |
2,60 (0,73) |
2,50 (2,00 - 3,00) |
1,00 - 5,00 |
Controle positivo |
3,94 (0,69) |
4,00 (3,60 - 4,40) |
1,40 - 5,00 |
Cronológica |
3,34 (0,71) |
3,40 (2,80 - 3,80) |
1,40 - 5,00 |
Representações emocionais |
2,42 (0,89) |
2,40 (1,80 - 3,00) |
1,00 - 4,80 |
Fonte: Dados da pesquisa (2024).
Na Figura 1 observamos as médias e medianas das 225 respostas das questões de 1 (Q1) a 32 (Q32) do Questionário de Auto Percepção do Envelhecimento (QAPE). Os pontos azuis indicam a mediana das respostas àquela questão. Os marcadores "x" indicam a média das respostas. As linhas em cinza se estendem do menor ao maior valor dado como resposta. A escala Likert utilizada no Questionário QAPE varia de 1 a 5, em que 1 corresponde a 'discordo totalmente' e 5 a 'concordo plenamente'. Essa escala foi aplicada para avaliar as percepções das participantes sobre o envelhecimento em diferentes domínios.
Figura 1
Descritivo das respostas às questões de 1 (Q1) a 32 (Q32) do Questionário de Autopercepção do Envelhecimento (QAPE).

Fonte: Dados da pesquisa (2024).
O teste de Friedman indicou diferenças significativas entre os escores dos diferentes domínios para as faixas etárias: de 18 a 29 anos (X2(6) = 284,511; p < 0,001; W = 0,479; N = 99), de 30 a 45 anos (X2(6) = 295,644; p < 0,001; W = 0,536; N = 92), de 46 a 60 anos (X2(6) = 77,018; p < 0,001; W = 0,513; N = 25) e de 61 a 75 anos (X2(6) = 29,293; p < 0,001; W = 0,542; N = 9). Os escores por domínio, bem como as diferenças detectadas pelo post-hoc Dunn-Bonferroni, estão representados na Figura 2. Para tais figuras, as letras distintas indicam domínios cujos escores diferem estatisticamente entre si (p < 0,05).
A Figura 2 apresenta o Boxplot dos escores dos sete domínios para as participantes. Entre 18 e 29 anos, não houve diferenças estatísticas nos domínios de consequências negativas, controle negativo, representações emocionais, cíclico e cronológico. Para 30 a 45 anos, os domínios de consequências negativas, controle negativo e representações emocionais foram semelhantes, com maior concentração de respostas positivas nos domínios de consequências positivas e controle positivo. Entre 46 a 60 anos, observou-se similaridade nos domínios de consequências positivas, controle positivo, cíclico, consequências negativas, controle negativo, cronológico e representações emocionais. Para 61 a 75 anos, os domínios de consequências positivas, controle positivo e cronologia foram semelhantes, enquanto os demais não apresentaram diferenças estatísticas.
Figura 2
Boxplot dos escores dos sete domínios do Questionário QAPE


Fonte: Dados da pesquisa (2024).
As 225 participantes apresentaram uma visão positiva do envelhecimento, com o domínio de consequências positivas obtendo o maior escore (4,33), seguido pelo controle positivo (4,00). Em todos os grupos etários, os domínios de consequências positivas e controle positivo se destacaram, com maior homogeneidade nas faixas etárias de 46 a 60 anos e 61 a 75 anos. Notavelmente, o grupo de 61 a 75 anos, embora pequeno (n=9), apresentou apenas respostas positivas em relação ao envelhecimento. Uma limitação deste estudo é que a amostra não representa todas as mulheres feministas ou simpatizantes do feminismo no Brasil, especialmente pela baixa participação de mulheres idosas (apenas 9 participantes com mais de 60 anos). Além disso, a coleta de dados online pode ter excluído mulheres com menor acesso à internet ou familiaridade com ferramentas digitais.
Discussão
O Envelhecimento e o Ser Mulher
O envelhecimento é influenciado por fatores individuais e contextuais, incluindo aspectos sociais, econômicos e culturais. Como destaca Rocha (2022), as mulheres enfrentam desafios específicos, como maior insatisfação com a imagem corporal, pressões sociais sobre a aparência e maior exposição à pobreza, o que contribui para a sua invisibilidade. No entanto, as respostas à questão 29 do QAPE ("Fico brava quando penso em envelhecer") indicam que a maioria das participantes não vê o envelhecimento como uma fonte de raiva ou frustração, sugerindo uma visão neutra ou positiva da velhice, corroborada pelos altos escores nos domínios de consequências positivas e controle positivo do QAPE.
Embora muitas abordagens sobre o envelhecimento feminino foquem na dimensão biológica (Silva et al., 2021), é crucial considerar os aspectos psicológicos e sociais. Estudos como o de Albuquerque et al. (2018) mostram que fatores como autoestima, redes de apoio e condições socioeconômicas impactam a satisfação com o envelhecimento. Mulheres com vida social ativa e apoio tendem a relatar maior bem-estar, independentemente das mudanças biológicas.
A dimensão social do envelhecimento feminino, frequentemente negligenciada, é particularmente relevante em contextos de vulnerabilidade econômica. Mulheres idosas enfrentam desafios como aposentadorias insuficientes, falta de reconhecimento do trabalho doméstico e dependência financeira (Wollmann et al., 2021). Isso pode afetar sua qualidade de vida e autopercepção.
As respostas à questão 13 do QAPE ("Fico deprimida quando penso como o envelhecimento pode afetar minha vida social") mostram que a maioria das participantes não vê o envelhecimento como causa de depressão, sugerindo uma percepção positiva ou neutra do impacto do envelhecimento nas relações sociais. A ausência de sentimentos de tristeza pode estar relacionada a redes de apoio e a um contexto social favorável.
Além disso, Fischer e Olivares (2018) apontam que as mulheres idosas estão mais expostas à pobreza, devido a rendimentos mais baixos e a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Morilla e Manso (2021) destacam a maior vulnerabilidade econômica dessas mulheres, que muitas vezes são responsáveis pelo sustento da família, aumentando sua dependência financeira e limitando sua autonomia. Benito e Silva (2021) também observam que a dependência financeira pode reduzir a qualidade de vida e aumentar a vulnerabilidade das mulheres idosas, especialmente sem acesso a redes de apoio ou políticas públicas adequadas.
A vulnerabilidade das mulheres idosas é, portanto, não apenas econômica, mas também social e emocional. A falta de reconhecimento e valorização social das mulheres idosas contribui para sua marginalização e invisibilidade, o que reflete os resultados do QAPE, que indicam uma visão predominantemente positiva do envelhecimento. No entanto, essa percepção pode mudar à medida que as participantes enfrentam os desafios da velhice, como a dependência financeira e a falta de apoio social.
As respostas à questão 23 do QAPE ("Não tenho controle sobre a perda de vitalidade") sugerem que a maioria das participantes acredita ter controle sobre sua vitalidade, o que pode refletir a idade média do grupo (33,7 anos). No entanto, essa percepção pode mudar com o avanço da idade e os desafios associados ao envelhecimento. As respostas à questão 27 ("Minha experiência com o envelhecimento é cíclica: às vezes piora, às vezes melhora") indicam uma variação nas representações do envelhecimento, com algumas participantes vendo-o como um processo cíclico e outras de forma mais linear, influenciadas por experiências pessoais, contextos sociais e faixa etária.
Esses resultados refletem como as representações sociais do envelhecimento, frequentemente associadas ao declínio, influenciam a forma como as mulheres vivenciam essa fase. A ausência de discussões sobre o envelhecimento no movimento feminista pode contribuir para a falta de apoio às mulheres idosas. Como destacam Wollmann et al. (2021), é fundamental que o feminismo incorpore o envelhecimento como uma pauta central, promovendo representações mais positivas e inclusivas dessa fase da vida.
A Percepção do Envelhecer
O envelhecimento é um processo dinâmico que envolve mudanças biológicas, psicológicas, sociais e emocionais, e a percepção individual sobre esse processo é um preditor importante da capacidade funcional e longevidade na velhice, influenciando bem-estar psicológico e aspectos psíquicos, como satisfação, qualidade de vida, solidão e depressão (Filadelfo & Cândido, 2016). Segundo Faria et al. (2024), as percepções do envelhecimento variam: algumas pessoas idosas encaram a velhice como uma fase rica em possibilidades, enquanto outras mantêm uma visão tradicional e limitada sobre o processo. Essas concepções são moldadas por valores sociais e experiências individuais ao longo da vida.
Com uma média de idade de 33,7 anos, a maioria das participantes ainda não experimentou as dificuldades do envelhecimento, o que explica a ausência de impacto do domínio cronológico do Questionário QAPE em sua percepção de envelhecimento. No entanto, o domínio de consequências positivas obteve os escores mais altos, sugerindo uma visão apreciativa da velhice, que é frequentemente associada a estereótipos negativos. Filadelfo e Cândido (2016) destacam que adultos-jovens percebem aspectos positivos no envelhecimento, como o amadurecimento e o aprendizado contínuo, indicando que o envelhecimento é visto como uma fase de desenvolvimento e sabedoria pessoal.
O domínio de consequências positivas do QAPE reflete as conotações culturais mais positivas do envelhecimento, como evidenciado pela questão 6 ("À medida que envelheço, vou ganhando sabedoria"), que obteve ampla concordância (113 participantes concordaram e 84 concordaram plenamente). Este "rótulo" cultural da sabedoria é um exemplo de como internalizamos padrões culturais que associam a velhice à sabedoria, uma ideia bem conhecida na gerontologia.
Na questão 7 do QAPE ("À medida que envelheço, continuo crescendo como pessoa"), 135 participantes concordaram plenamente, refletindo a ideia de que a velhice, assim como outras fases da vida, envolve desafios e conquistas. A percepção subjetiva é essencial para definir o percurso em qualquer fase, e a construção psicológica da velhice depende de perspectivas além da biologia, influenciadas significativamente pelo contexto social.
A Relação do Envelhecer com as Questões Educacionais
O envelhecimento é uma questão central nas sociedades capitalistas, abordada como um fenômeno demográfico, mas também econômico, social, político, cultural e ético, que desafia os direitos humanos. Embora avance em medicina e saúde pública, ele também é visto como um desafio ao crescimento econômico, criando um paradoxo no sistema capitalista, onde os interesses lucrativos colidem com as necessidades humanas (Mendonça et al., 2021).
Reis et al. (2018) destacam que persistem crenças e estereótipos negativos sobre o envelhecimento, com a visão de que é um processo degenerativo. No Questionário QAPE, a questão 16 ("Envelhecer limita as coisas que posso fazer") obteve respostas positivas de 80 participantes. Em contrapartida, na questão 14 ("À medida que envelheço, há muito que posso fazer para manter minha independência"), 130 participantes concordaram e 58 concordaram plenamente, evidenciando uma percepção de independência, que pode ser influenciada pela idade e questões de saúde, como o declínio cognitivo.
A educação desempenha um papel fundamental no desenvolvimento humano, sendo essencial para promover identidade cultural e melhorar as condições de vida. No envelhecimento, saúde, positividade e uma atitude otimista são cruciais para um envelhecimento saudável, e a educação ao longo da vida é vital para promover bem-estar na terceira idade. A gerontologia educacional, ou gerontogogia, estuda a educação de idosos e é impulsionada pelo crescimento da população idosa (Barbosa et al., 2020).
No QAPE, a questão 19 ("À medida que envelheço, posso participar de cada vez menos atividades") teve 45 respostas de discordância plena e 108 de discordância, e a questão 20 ("À medida que envelheço, já não lido tão bem com os problemas que surgem") obteve 76 discordâncias plenas e 109 discordâncias. Essas respostas sugerem uma visão positiva sobre a capacidade de manter atividades e lidar com problemas, embora o envelhecimento também traga desafios que podem ser abordados por intervenções educativas e de apoio social.
A intervenção educativa desempenha um papel crucial na promoção da resiliência, facilitando a adaptação às mudanças da vida e o desenvolvimento de habilidades interpessoais. A pedagogia crítica freireana, ao enfatizar o empoderamento por meio da ação social e reflexão, é essencial para o movimento feminista, que busca a emancipação das mulheres e a transformação das estruturas sociais (Oliveira et al., 2024). A educação ao longo da vida, um processo contínuo que vai além da formação convencional, reconhece a evolução constante dos indivíduos em uma sociedade em transformação, reforçando a importância de políticas educacionais inclusivas que promovam a autonomia e a igualdade em todas as fases da vida (Teodoro, 2016).
Considerações Finais
Este estudo mostrou que, na juventude, o envelhecimento é visto como distante, com foco nos aspectos positivos da vida atual. Embora alguns associem a perda de mobilidade ao envelhecimento negativo, uma atitude positiva pode promover uma percepção mais otimista dessa fase. A internet facilitou a inclusão das mulheres no movimento feminista, mas marginalizou as idosas, tanto no acesso quanto na temática, tornando essencial a representação do envelhecimento no feminismo jovem. O acesso à escolarização tem sido crucial para superar barreiras, refletindo conquistas do movimento, como o direito ao estudo, e destacando a continuidade dessa luta. Apesar das questões de gênero ainda representarem uma batalha constante, as feministas nos inspiram a fortalecer nossa identidade e promover transformações sociais mais inclusivas.
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Endereço para correspondência
Kamila Braga Vieira - bragavieira.kamila@gmail.com
Recebido em: 02/05/2024
Aceito em: 15/05/2025
Editora convidada: Silvia Renata Magalhães Lordello Borba Santos
Conflito de interesse
Os autores declaram que não há conflitos de interesse.
Disponibilidade dos Dados
Os dados de pesquisa estão disponíveis abertamente no Repositório Universitário Ânima - RUNA, em: https://repositorio.animaeducacao.com.br/items/7cbac9f8-6b09-49d0-acbd-075219fde587
Nota sobre autoria
Kamila Braga Vieira - conceituação; curadoria de dados; análise formal; aquisição de financiamento; investigação; metodologia; administração do projeto; recursos; programas de computador; validação; visualização; escrita - rascunho original; escrita - revisão e edição.
Vanessa de Oliveira Alves - conceituação; curadoria de dados; análise formal; aquisição de financiamento; investigação; metodologia; administração do projeto; recursos; programas de computador; validação; visualização; escrita - rascunho original; escrita - revisão e edição.
Sandra Regina Mota Ortiz - conceituação; curadoria de dados; análise formal; aquisição de financiamento; investigação; metodologia; administração do projeto; recursos; programas de computador; validação; revisão; visualização; escrita - rascunho original; escrita - revisão e edição.
Rodrigo Jorge Salles - conceituação; curadoria de dados; análise formal; aquisição de financiamento; investigação; metodologia; administração do projeto; recursos; programas de computador; validação; revisão; visualização; escrita - rascunho original; escrita - revisão e edição.
Priscila Larcher Longo - conceituação; curadoria de dados; análise formal; aquisição de financiamento; investigação; metodologia; administração do projeto; recursos; programas de computador; validação; revisão; visualização; escrita - rascunho original; escrita - revisão e edição.
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