A ESPACIALIDADE ABERTA E RELACIONAL DO LAR: A ARTE DE CONCILIAR MATERNIDADE, TRABALHO DOMÉSTICO E REMOTO NA PANDEMIA DA COVID-19

Anita Loureiro de Oliveira

Resumo


A reconhecida sobrecarga de trabalho acumulado pelas mulheres, especialmente as mães, e a intensificação do convívio familiar no contexto do isolamento social - proposto como ação de contenção da contaminação pelo Corona-vírus - motiva uma reflexão sobre a espacialidade e a densidade das relações domésticas. A ideia é refletir sobre esta espaço-temporalidade aberta e plural da maternidade, enfatizando as disputas de sentido que revelam o lar como espacialidade relacional e conflitiva. Cabe registrar o desafio do pensar/realizar a conciliação da maternagem e do trabalho doméstico, com as novas exigências de trabalho remoto, em meios às incertezas do presente. Trata-se de refletir a espacialidade cotidiana na visão da mulher-mãe que traz a maternagem para o debate teórico e político por acreditar que a “teoria” surge da vida e que o ‘pessoal é político’. Pensar a casa, o lar, o espaço doméstico como espacialidade relacional e aberta é relevante para nossas pesquisas corporificadas e para os estudos das Geografias Feministas, que problematizam os desafios do trabalho intelectual das mães, especialmente em condições espaço-temporais adversas, como a do confinamento no lar em razão da pandemia.


Palavras-chave


Espacialidade; Maternidade; Trabalho doméstico; geografias feministas; Covid-19; coronavírus

Texto completo:

154-166


DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2020.50448



ISSN: 1980-4490

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