ASPECTOS GEOMORFOLÓGICOS E ANÁLISE GEOECOLÓGICA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: ESTUDO DE CASO NO PARQUE NATURAL MUNICIPAL MONTANHAS DE TERESÓPOLIS

Gabriela Garcia Santana Lopez, Otavio Miguez Rocha Leão

Resumo


Esse artigo enfoca as relações entre a sociedade e a natureza para a delimitação de uma área de conservação. Pautada na perspectiva dos Geossistemas tem como objetivo realizar uma análise geoecológica, com ênfase na geomorfologia, da área do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis e de suas relações com o processo de ocupação dos entornos. A delimitação da área do parque, localizado na região serrana do estado do Rio de Janeiro, desconsiderou o aspecto geossistêmico do ambiente, que integra sociedade e natureza em um sistema que possui elevada suscetibilidade a distúrbios em sua estabilidade. Durante um evento catastrófico em que ocorreram inúmeros deslizamentos em janeiro de 2011, no qual mais de 390 pessoas morreram apenas em Teresópolis, o sistema ambiental da área do parque foi atingido, tanto nas áreas protegidas quanto nas áreas de ocupação urbana, negligenciadas por politicas habitacionais ao longo da historia do município, e também, durante a delimitação da área do parque. O PNMMT possui a maior parte de sua área inserida no domínio montanhoso e, diante disso, torna-se mais susceptível a processos erosivos à medida que há uma atuação em conjunto com outros fatores hidrológicos e geomorfológicos. Esse artigo pretende apontar as contradições na delimitação da unidade de conservação e sua ineficiência em proteger o geosssistema montanhoso e as populações que habitam em suas proximidades.

Palavras-chave: Unidades de Conservação; Geomorfologia; Geossistemas.

 


Texto completo:

92-116


DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2018.36662



ISSN: 1980-4490

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