TECENDO CAMINHOS E AFIRMANDO SENTIDOS ENTRE CIDADANIA, ESPAÇO E GEOGRAFIA ESCOLAR

Amélia Cristina Alves Bezerra

Resumo


“Formar para a cidadania” tornou-se um termo recorrente nos vários campos discursivos, inclusive no âmbito da educação, e, embora, reconheçamos e reafirmamos sua importância como um horizonte da luta por igualdade social e reconhecimento, seu uso demasiado e sem acompanhamento de reflexões históricas e políticas tem contribuído para certo esvaziamento do conceito. Esse diagnóstico nos coloca diante da necessidade de pensar sobre os elementos históricos que conformaram os referenciais de cidadania no Brasil, e o que revelam as experiências históricas e o papel dos saberes escolares, especialmente as contribuições da geografia escolar, nesse processo de construção. Essas inquietações norteiam este artigo, que objetiva trilhar um caminho reflexivo entre espaço, cidadania e geografia escolar, pois, embora ainda que a dimensão espacial seja fundamental para pensar a sociedade, ela tem sido negligenciada na construção das noções de cidadania presentes na escola. Tal reflexão encontra-se dividida em três momentos: no primeiro, introduzimos a discussão sobre o papel do tempo e do espaço na compreensão das relações sociais; em seguida, aproximamo-nos das dimensões históricas e teóricas que conformaram a ideia de cidadania no Brasil e sua relação com o espaço; por último, tecemos um caminho entre cidadania, espaço e geografia escolar.

Texto completo:

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DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2016.23532



ISSN: 1980-4490

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