Governança corporativa: uma análise das empresas da nova economia

Juliana Molina Queiroz, Edson Vinicius Pontes Bastos, Jazmin Figari De La Cueva, David Mendes

Resumo


Objetiva-se verificar se maiores níveis de intangibilidade se relacionam com um nível mais alto de Governança Corporativa. Para tal, as empresas foram selecionadas por meio da análise de quartis e aquelas com maior intangibilidade (empresas no terceiro quartil, pertencentes à Nova Economia) foram comparadas àquelas com menor intangibilidade (empresas no primeiro quartil, pertencentes à Velha Economia), criou-se dummies de segregação de empresas. Foram analisadas também variáveis econômico-financeiras que, sustentadas pela teoria, poder-se-iam relacionar com os níveis de Governança. Foram analisados dois modelos logit com controle por empresa, com controle de ano e outro sem, sendo a variável dependente uma dummy com valor 1 para empresas classificadas no Novo Mercado ou no Bovespa Nível 2 e 0 caso contrário. As variáveis independentes foram a variável dummy para empresas da Nova Economia e as demais variáveis econômico-financeiras. Os resultados apontam que há relação positiva entre os níveis mais elevados de intangibilidade nas empresas pertencentes à Nova Economia e os níveis mais elevados de Governança. Adicionalmente foi investigado se o Tamanho, Endividamento e o Market-to-Book também possuíam relação com níveis mais elevados de Governança. A variável Tamanho possui uma relação positiva. Já o Endividamento, uma relação negativa, corroborando, assim. com a teoria. O índice Market-to-Book não apresentou significância estatística.

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DOI: https://doi.org/10.12979/rcmccuerj.v24i2.51848



ISSN da versão on-line (atual): 1984-3291
Periodicidade: Quadrimestral
Classificação CAPES: A3

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