from chrónos to aión - where do the times of childhood live?

janice débora de alencar batista araújo, rebeka rodrigues alves da costa, ana maria monte coelho frota

Abstract


This article reflects on childhood times based on the words chrónos, kairós and aión, which the Greeks use to conceptualize time, in dialogue with different authors, such as Kohan (2007, 2009, 2018), Pohlmann (2005), Skliar (2018), Kohan and Fernandes (2020). In the pedagogical field, we explore how Pedagogy of Childhood has focused on the importance of childhood temporality and children’s agency, with contributions from Hoyuelos (2020), Parrini (2016), Aguilera et al. (2020), Barbosa (2013), Oliveira-Formosinho e Araújo (2013), Oliveira-Formosinho (2018), Pinazza and Gobbi (2014). We reflect on what forms of organizing time are possible when we think about children and their childhoods. Would it be a continuous and chronological time, a time of opportunity for the instant (kairos) or the timeless intensity of the aiónic? Would it be possible to open spaces in school for other temporalities, given its immersion in chronological time (chronos), and its extreme emphasis on routine? We seek a relationship between forms of temporality, philosophy, and early education in order to explore alternative possibilities in the relationship between child and the school context, and conclude that, since the child’s is the aiónic time of intense experience, it is in the heightened dynamic immediacy and the multiple symbolic languages of play that it may be possible to create pedagogical structures that provide a dwelling for childhood temporality.

 


Keywords


childhood; time; early education; philosophy of education; childhood pedagogy.

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DOI: https://doi.org/10.12957/childphilo.2021.56866

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