"Não Existe Permanência": Consideraçoes a partir de Evidências Literárias

Autores

  • João Vitor Pestana Bentes Lopes

Palavras-chave:

Epopeia, Logos, Mito

Resumo

A palavra, quando logos, é eterna criadora, e as criaturas são fruto da palavra. Santo Agostinho, ao referir-se ao Criador, nos diz: “Que criatura existe que não exija a vossa existência? Portanto, é necessário concluir que falastes, e os seres foram criados. Vós criastes pela palavra!” (ANÔNIMO, 2001, p.106). A palavra, nesse sentido, é a do “poema da criação”, termo utilizado no livro Confissões, e nos é de extremo interesse: estamos desde já interessados na palavra, seu ser nos habita, assim como a habitamos. A Epopeia de Gilgamesh um dia foi cantada, não pela voz do Criador, mas de um criador, que o fez no logos e com o logos, entretanto nos chegou através dos suportes; seu caráter originário de mito permanece distante da experiência.

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Publicado

2012-07-01

Como Citar

PESTANA BENTES LOPES, João Vitor. "Não Existe Permanência": Consideraçoes a partir de Evidências Literárias . NEARCO - Revista Eletrônica de Antiguidade e Medievo, Rio de Janeiro, v. 5, n. 2, 2012. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/nearco/article/view/97289. Acesso em: 10 mar. 2026.