Contar nossos mortos

Autores

  • Gabriel Lacerda de Resende Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.12957/mnemosine.2022.71180

Palavras-chave:

Luto, Memória, Política

Resumo

Este artigo pretende discutir e enfrentar um traço particular da necropolítica brasileira: as políticas de desaparecimento. A partir de imagens da pandemia de Covid-19, defende-se que o desprezo do Estado brasileiro e seus representantes pelos mortos é uma marca constitutiva do que somos, numa transversal que vai da colônia à democracia. Convoca-se Clarice Lispector, Walter Benjamin e Judith Butler como aliados em uma política narrativa que sustente o luto público e coletivo no embate contra a barbárie e o esquecimento de nossos mortos.

 

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Publicado

2022-11-10

Como Citar

Resende, G. L. de. (2022). Contar nossos mortos. Mnemosine, 18(2). https://doi.org/10.12957/mnemosine.2022.71180

Edição

Seção

Parte especial – Dossiê: ABRIR O PRESENTE: INVENTAR MUNDOS, NARRAR A VIDA, ENFRENTAR O FASCISMO