Vasculhando a obra de Ursula K. Le Guin: panorama propositivo de novas leituras
DOI:
https://doi.org/10.12957/matraga.2026.92509Palavras-chave:
Ursula K. Le Guin, Crítica literária brasileira, Futuro AncestralResumo
Este artigo propõe uma revisão crítica da recepção brasileira da obra de Ursula K. Le Guin, destacando a predominância de abordagens materialistas e utópicas em sua análise, influenciadas por teóricos como Fredric Jameson e Darko Suvin. Ao longo destas páginas, argumento que essa perspectiva limitada ignora a complexidade e os desdobramentos da literatura de Le Guin, que se desdobra em estruturas cada vez mais sofisticadas ao longo de sua carreira. Além disso, aponto a escassez de estudos brasileiros sobre a vasta produção literária de Le Guin, com um grupo restrito de seus romances e contos sendo explorados academicamente, enquanto outras obras relevantes para a sua carreira, como sua poesia e a série de Terramar, permanecem majoritariamente negligenciadas pela crítica nacional. Proponho, portanto, uma leitura mais abrangente, considerando outras influências presentes em sua obra — por exemplo, a filosofia taoísta, as cosmovisões indígenas e o anarquismo pacifista, todos assuntos que enriquecem suas narrativas para além do viés utópico. Dessa forma, sugiro que a obra de Le Guin seja lida como uma rede dinâmica, em constante transformação, convidando a uma crítica mais plural e menos fragmentada de seus textos.
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