A gestão da água no Brasil e o novo marco legal do saneamento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/irei.2025.94068

Palavras-chave:

desigualdades sociais, ecologia política, saneamento básico

Resumo

O objetivo do artigo é traçar um breve itinerário da gestão das águas brasileiras, focando em algumas leis, a exemplo do Código de Águas, do Plano Nacional de Saneamento e da Lei Nacional de Saneamento Básico. Há uma ênfase na análise sobre a Lei Federal no 14.026, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento e pelo modo como ela preconiza a privatização das empresas públicas de saneamento básico. Para tal intento, realizamos a revisão de literatura e a análise da legislação brasileira sobre a temática e avaliamos os dados sobre o abastecimento de água disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, os quais foram sistematizados e tratados no Excel. Um dos resultados encontrados é que, ao elencarmos os vários modelos de prestadores de serviço de abastecimento de água no Brasil, percebemos uma modificação no cenário da gestão da água. Concluímos que a gestão dos serviços de abastecimento de água no Brasil está inserida no mercado, de modo que o Estado perde, cada vez mais, o seu controle. Ademais, chamamos a atenção para o direito humano à água para os mais de 30 milhões de brasileiros e brasileiras não conectados à rede de distribuição de água, e os demais que, mesmo quando conectados, não recebem a água em quantidade e qualidade suficientes.

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Biografia do Autor

Roberto de Sousa Miranda, Universidade Federal do Agreste de Pernambuco

Professor da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco.

Flávio José Rocha da Silva, Universidade Federal de Campina Grande

Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP.

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Publicado

2026-07-09

Como Citar

MIRANDA, Roberto de Sousa; SILVA, Flávio José Rocha da. A gestão da água no Brasil e o novo marco legal do saneamento. Interseções: Revista de Estudos Interdisciplinares, Rio de Janeiro, v. 27, n. 2, 2026. DOI: 10.12957/irei.2025.94068. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/intersecoes/article/view/94068. Acesso em: 17 jul. 2026.