CORPOS DISSIDENTES: AS IDENTIDADES QUE “INTERTRANSITAM” NO CINEMA ARGENTINO CONTEMPORÂNEO

Renata Santos Maia

Resumo


O que faz os corpos serem alvo do interesse e do controle por parte de tantas instituições na determinação da sua sexualidade, da sua identificação de gênero e da aparência do seu sexo biológico? Com o auxílio do potencial de inserção social que o cinema possui é problematizada aqui a violência sofrida pelas pessoas que se encontram à margem da sexualidade dominante e os discursos que insistem em tratar as identidades trans e intersexuais como distúrbios e/ou anomalias, em uma perspectiva dos estudos de gênero e utilizando os filmes: XXY(2007), dirigido por Lucía Puenzo, El último verano de la Boyita (2009) da cineasta Julia Solomonoff, e Mía (2011), do diretor Javier van de Cauter

Palavras-chave


gênero; cinema argentino; corpos; sexualidades.

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DOI: https://doi.org/10.12957/transversos.2018.39332

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