SOLTANDO O VERBO: RATOS E URUBUS, DIRETAMENTE O POVO ESCOLHIA O PRESIDENTE!

Carlos Eduardo Santos Maia

Resumo


DOI: http://dx.doi.org/10.12957/tecap.2010.12029

O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro é uma festa que exemplifica aquilo que Marcel Mauss denominou “fato social total”, já que aí se exprimem de modo entrelaçado as instituições econômicas, jurídicas, religiosas, morais, políticas, além de fenômenos estéticos e morfológicos. Em sua dimensão simbólica, o desfile se serve de uma infinidade de linguagens que estabelecem a comunicação entre os atores sociais implicados, posto que, como exara Ernst Cassirer, a linguagem é fenômeno fundante do homem como ser simbólico e social. Nota-se no desfile o recurso a linguagens não verbais, como a sonoridade instrumental, a dança, os gestos, a indumentária e os elementos alegóricos, bem como a linguagens verbais expressas nas sinopses dos enredos e nos sambas a partir daí compostos. Neste trabalho, exploramos o modo como o desfile de escola de samba – enquanto fato social total e, por isso, instaurador de ampla rede que mobiliza simultaneamente diversas instâncias institucionais – acompanhou o movimento de redemocratização brasileira, nos anos 80, manifestando em seus sambas de enredo os anseios da sociedade.


Palavras-chave


SAMBAS DE ENREDO, CARNAVAL, ESCOLA DE SAMBA, POLÍTICA BRASILEIRA, REDEMOCRATIZAÇÃO.

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DOI: https://doi.org/10.12957/tecap.2010.12029

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