PRODUÇÃO TERRITORIAL PORTUÁRIA NA AMAZÔNIA: AJUSTES, ORDENAMENTOS E PRÁTICAS ESPACIAIS FACE A PRODUÇÃO DO COMPLEXO PORTUÁRIO DE SANTANA, AMAPÁ, BRASIL

Jondison Cardoso Rodrigues, Jocianny Carla da Silva Sardinha, Magdiel Eliton Ayres do Couto, Jodson Cardoso de Almeida, Ricardo Angelo Pereira Lima

Resumo


A década de 2000 foi marcada por um acelerado processo de financeirização da economia mundial como também por uma forte conexão, integração e cooperação de regiões, países, instituições multilaterais, multinacionais e fundos, que vierem compor: i) um jogo de inclusão de espaços; ii) uma “modernização e seletividade espacial” (especialização produtiva e especulativa); iii) uma divisão internacional e territorial do trabalho; e, iv) a tecnificação do território. Esse cenário reverbera-se na região Amazônica no desembarque ou em planejamentos de uma série de projetos de infraestrutura, ligados ao setor do agronegócio; no caso, para a construção de corredor logístico de escoamento e fluidez de commodities agrícolas. Dentre desse corredor (no caso específico, o Arco Norte) está o estado do Amapá, particularmente, o munícipio de Santana, como fonte de atenção e projetos (concretos e alguns já em operação) e de centro de concentração do excedente e da acumulação capitalista, por meio de investimentos públicos e privados, principalmente no setor de infraestrutura portuária. Levando em consideração tais fatos o artigo tem por objetivo analisar a produção territorial portuária na Amazônia (política territorial), por meio dos ajustes, ordenamentos e práticas espaciais, na configuração espacial do Complexo Portuário de Santana, no estado do Amapá.


Texto completo:

85-113


DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2020.49034



ISSN: 1980-4490

 Resultado de imagem para logotipo biblioteca nacional     Portal de Periódicos da CAPES