TEORIAS CONSPIRATÓRIAS NA ERA DIGITAL: REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DA GEOGRAFIA ESCOLAR FRENTE A DESMISTIFICAÇÃO DA TEORIA DA TERRA PLANA

Leandro Barros Oliveira

Resumo


O presente artigo consiste em uma análise sobre as possíveis contribuições da geografia escolar frente a desmistificação de teorias conspiratórias da era digital, com destaque para a teoria da terra plana. Ao longo do texto são abordados os impactos das teorias conspiratórias na sociedade atual; a influência da informática na popularização dessas teorias; as descobertas científicas que respaldam o consenso atual sobre a forma da terra; os descaminhos e as perspectivas da educação brasileira com relação a formação do senso crítico para a filtragem de informações da internet e para o entendimento concreto sobre a importância da ciência para a sociedade; e, por fim, o papel da geografia escolar frente a este desafio. Toda a concepção deste estudo se fundamenta no método materialista histórico dialético. Os principais referenciais utilizados para embasar essa análise foram: o conceito de encapsulação do ensino de Yrjo Engeström, o conceito de aprendizagem significativa de David Ausubel e a nova organização curricular introduzida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) publicada em 2018.  Concluiu-se que, apesar das dificuldades da educação brasileira no que se refere a gestão e a infraestrutura, a BNCC fornece o respaldo necessário a elaboração de soluções didáticas para a instrumentalização dos alunos para o uso racional das ferramentas virtuais de comunicação. Cabe aos diretores, coordenadores e professores se conscientizarem quanto ao problema e introduzirem os debates sobre esses temas atuais em sala de aula, de forma a promover a dialética para um efetivo aprendizado significativo e a consequente a blindagem com relação as teorias conspiratórias da internet.


Texto completo:

49-64


DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2021.48154



ISSN: 1980-4490

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