ESCOLAS QUE SÃO ASAS: UMA ANÁLISE SARTREANA DA ESCOLA DO CAMPO

Débora Jurado Ramos, Jeani Paschoal Delgado Moura

Resumo


Partindo do existencialismo e da liberdade proferida por Sartre, procuramos entender a essência da escola do campo e quais as situações que a tornaram objeto de luta. Observamos a história da educação brasileira, entendendo as diversas essências atribuídas às escolas e a legalização da educação do campo como conquista dos trabalhadores. Acrescemos os indivíduos que atuam nestas instituições, seres classificados por Sartre como “Para si”, que gozam da liberdade de escolha. O argumento é que a escola, sendo um objeto “em si”, que, portanto, não se escolhe, não consegue construir com uma educação que busque a liberdade do ser. Guiados por situações sociais de falsa elevação de status pela profissão, os professores estão direcionando a escola do campo para fora do objetivo de sua essência. A solução encontra-se na revolta e liberdade. Revolta posta a partir da conscientização da situação dos indivíduos. Liberdade em escolher lutar, unindo alunos e professores. O ser “Para si” se livra de amarras e escolhe dar asas a uma educação libertária e revolucionária.

Palavras-chave: Escola do Campo; Liberdade; Essência; Revolta.


Texto completo:

69-80


DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2018.33880



ISSN: 1980-4490

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