ANÁLISE TEMPORAL DO PADRÃO DO CULTIVO DE MILHO EM GOIÁS ATRAVÉS DE GEOTECNOLOGIAS NO PERÍODO DE 1990 A 2011.

Diego Vicente Sperle da Silva, Carla Bernadete Madureira Cruz, Phillipe Valente Cardoso

Resumo


A inserção de novas técnicas no campo possibilitou o cultivo de algumas espécies de vegetais em climas e biomas onde naturalmente não havia possibilidade de cultivo. Isto, associado à melhora na infraestrutura de transporte na região Centro-Oeste do Brasil, sobretudo a partir dos anos 1970, possibilitaram a expansão da agricultura sobre área de cerrado, bioma tradicionalmente seco. É neste contexto, que o estado de Goiás a cada ano perde áreas nativas de cerrado para a agricultura. Existem diversas espécies cultivadas neste estado de forma intensiva, entre elas o milho, que ao longo da série temporal de vinte e um anos, que compreende os anos de 1990 até 2011, apresenta crescimento constante do rendimento, relação entre quantidade produzida e área plantada, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Através destes mesmos dados, somados aos dados de área plantada de milho, foram calculadas as trajetórias dos centros de massa (Hermuche, 2013) e confeccionados mapas de aceleração e velocidade do rendimento da produção de milho ao longo da série temporal, todas estas operações foram realizadas em ambiente SIG (Sistema de Informação Geográfica). Através destes dados, chegou-se a conclusão que ao longo dos anos houveram mudanças graduais do padrão de cultivo de milho no estado, onde inicialmente, em 1990, ao municípios da região sudoeste de Goiás apresenta os maiores rendimentos, e em 2011 a região sudeste passa a apresentar os maiores valores de rendimento. O rendimento é uma variável indicativa, já que o aumento dele, pode indicar um maior investimento em técnicas no local, o que não se relaciona diretamente com a área plantada, o que muitas vezes indica a formação de complexos agroindustriais. Além deste fator, pode-se destacar uma possível mudança na forma da cultivo de milho, que tradicionalmente em algumas localidades produtoras de soja, é plantado na forma de safrinha, ou seja, intercalado com a soja, por safra normal, de maior rendimento. Com isso busca-se traçar um diagnóstico inicial sobre este cultivo no estado de Goiás.

Texto completo:

154-162


DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2016.19402



ISSN: 1980-4490

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