Levantamento sorológico da artrite encefalite caprina no município de Imperatriz, MA

Jorge Clemerson Sousa Costa, Guilherme Monteiro de Carvalho Lima, Fernanda Nathiara Ferreira Chaves, Maria Fátima da Silva Teixeira, Sandra Borges da Silva, Rosivaldo Quirino Bezerra Júnior

Resumo


A caprinocultura no Estado do Maranhão é uma atividade em desenvolvimento enfrentando entraves como falhas de manejo sanitário e nutricional. No manejo sanitário, a prevenção e controle da Artrite Encefalite Caprina (CAE) é crucial para o desenvolvimento do rebanho, sendo uma doença de notificação mensal obrigatória de qualquer caso confirmado. A ocorrência da CAE nos rebanhos ocasiona perdas produtivas por ser uma enfermidade de caráter crônico e progressivo, cujo vírus ocasiona várias síndromes clínicas, como: artrite progressiva crônica, mastite, pneumonia intersticial em animais adultos; e uma síndrome paralítica aguda em animais jovens, caracterizando a forma nervosa. Este trabalho objetivou realizar um levantamento da CAE no município de Imperatriz, MA. Foram coletadas amostras de sangue de 87 animais oriundos de propriedades rurais e animais de feira de exposição agropecuária no município de Imperatriz; e áreas rurais próximas. A prevalência do Vírus da Artrite Encefalite Caprina (CAEV) foi determinada pelo teste de Imunodifusão em Ágar Gel. Apenas 1,15% dos animais foi soropositivo para o CAEV no teste IDGA, apresentando baixa ocorrência do vírus. Os animais agrupados segundo o padrão racial demostraram frequência de 12,64%, 9,19%, 2,29%, 1,14% e 1,14% para as raças Boer, Saanen, Anglo Nubiano, Pardo Alpina e Moxotó, respectivamente. O animal positivo é mestiço, correspondendo a 1,56% (1/64).

Palavras-chave


Imunodifusão; Lentivírus Caprino; CAE; Maranhão.

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2019.46553

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