Dengue e saúde pública na cidade do Rio de Janeiro, Brasil

Bruna Sarpa Miceli, Andresa Borges de Araújo Fonseca

Resumo


Este presente artigo trata a questão do saneamento básico na cidade do Rio de Janeiro relacionando-o com a incidência de casos de dengue. Para isso, buscou-se trazer o conceito de saneamento básico segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e também abordar historicamente a evolução desta concepção desde os primórdios do século XIX, com a ausência desse serviço, até o início do século XXI com o surgimento de leis de incentivo e de relatos do cenário atual principalmente com a infra-estrutura da cidade durante o ano de 2016, quando ocorreram os Jogos Olímpicos, assim como pretende-se abordar informações referentes  doença citada. O objetivo deste trabalho foi comparar os dados fornecidos pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro em relação ao saneamento básico (coleta de esgoto, com dados dos anos 2000 até 2014 e resíduos sólidos como o lixo público, referentes aos anos 2010 e 2014) com o número de casos de dengue (de 2010, 2014 e 2016) a fim de verificar o quanto a falta destes recursos interfere na qualidade de vida da população e no número de casos dessa enfermidade. Observando dados comuns de 2010 e 2014, notou-se que as questões de saneamento básico não condizem com os índices de casos de dengue nestes mesmos períodos. Conclui-se que não se pode relacionar tais dificuldades como causas únicas para a veiculação de doenças, principalmente da dengue e que há outros fatores que podem influenciar o aparecimento desta doença nas Regiões Administrativas (R.As).

Palavras-chave


Saneamento básico; Dengue; Infraestrutura; Saúde pública; Rio de Janeiro

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2017.31428

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