De mãos limpas com as tecnologias digitais

Monica Erika Pardin Steinert, Edna Lopes Hardoim, Maria P. P. R. Castro Pinto

Resumo


As tecnologias digitais são difundidas entre os jovens, personificadas principalmente por telefones celulares e modernos smartphones, como ferramentas praticamente onipresentes no seu cotidiano. A despeito da reiterada cultura de resistência (já muito discutida, mas não superada) a esses dispositivos por parte de muitos docentes, seu uso recreativo também persiste. Diante de tal demanda, este artigo, que consiste em um relato de experiência, tem o objetivo de demonstrar a execução de uma proposta de ensino-aprendizagem baseada em Biologia e Química, que buscou perceber possibilidades e limitações ao uso de tecnologias digitais móveis – m-learning - e computadores via metodologia híbrida sustentada de ensino. Essa proposta, que ocorreu em escola pública de ensino médio em Cuiabá, MT, teve como foco temático a prevenção a doenças infectocontagiosas potencialmente transmissíveis pelo manuseio de dispositivos digitais. Um protótipo de aplicativo de celular e um blog foram utilizados no processo, para surtir como ferramentas midiáticas digitais, buscando um potencial enquadramento na teoria de aprendizagem de George Siemens, o Conectivismo. As informações nesses objetos constariam como nós em uma rede de informações, receptiva ao feedback dos discentes, enquanto participantes ativos dessa mesma rede. Na experiência, obstáculos diversos ficaram evidentes para a implementação de práticas de semelhante natureza e propósito na escola pública, particularmente, de âmbito formativo, logístico e recursivo. Algo que admoesta aos interessados nessas ações, cautela em seu planejamento e execução.  Entretanto, alternativas plausíveis também podem ser consideradas, evidenciando que o ensino-aprendizagem baseado em metodologias digitais e redes, não é impossível para este setor tão combatido e sofrido da educação básica, uma vez que é preconizado por organismos internacionais como a UNESCO.


Palavras-chave


Saúde; Higiene; Ensino híbrido; Conectivismo; Celulares

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2016.25055

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