Manuel Bandeira e o acaso calculado

Pedro Marques

Resumo


Mesmo sem ordenar uma rígida teoria de poesia, Manuel Bandeira reverbera comopoucos na poesia brasileira. Desde a geração que fomentou o primeiro modernismo nos anosde 1920, passando pelos elegíacos de 1930 e 1940, por concretistas e neoconcretistas de 1950e 1960, até a produção febril da atualidade, Bandeira ecoa em artífices moderados e radicais.Esparsas por crônicas, ensaios, memórias, cartas ou poemas, suas reflexões sobre o fazer poético desenham, no entanto, a busca por uma identidade artística orgânica, em diálogo constante com concepções decisivas para a lírica do século XX. Essas cogitações de poeta eestudioso de literatura que foi partem, em geral, de uma tensão de base entre arrebatamento eraciocínio, a qual, desde o período romântico, vem pautando as ações de um número grandede poetas e pensadores da poesia. Tal impasse, entre a poesia de inspiração e a tendência aoformalismo, assunto central do presente artigo, leva em conta, em Bandeira, certos postulados teóricos e poéticos de Stéphane Mallarmé, Paul Valéry e Mário de Andrade. Alguns intérpretes relevantes da obra do bardo serão, além disso, acionados ao longo da discussão, tais como Álvaro Lins, Davi Arrigucci Jr., Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto MendonçaTelles. DOI 10.12957/soletras.2013.7313

Palavras-chave


Manuel Bandeira. Lírica moderna. Poesia brasileira.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2013.7313

Licença Creative Commons

SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

Revista do Departamento de Letras

Faculdade de Formação de Professores da UERJ

Rua Dr. Francisco Portela, 1470 - Patronato - São Gonçalo - RJ

Cep: 24435-005 - e-mail: soletrasonline@yahoo.com.br