A gente se acostuma a tudo: os limites da ficção contemporânea

Débora CHAVES, Fernanda Aquino Sylvestre

Resumo


São muitas as abordagens direcionadas à compreensão do contemporâneo; a própria ficção contemporânea tem sido cada vez mais pesquisada e analisada no campo da literatura e por isso, tem ganhado novas formas e perspectivas dentro do universo investigativo. Através de lugares, experiências, memórias e narrativas, essa ficção vem aumentando seu leque de opção de leitura e de análise, construindo possibilidades bastante significativas, sobretudo no que diz respeito à literatura e ao jogo representacional que a envolve. Nos últimos anos tem surgido textos e produções literárias que questionam, denunciam, reconhecem ou simplesmente, analisam o lugar dessa ficção na contemporaneidade. A partir de três crônicas publicadas no livro A gente se acostuma a tudo, de João Ubaldo Ribeiro, esse artigo propõe um passeio pela narrativa ficcional, a partir de elementos que são reconhecidos em experiências cotidianas que formulam uma troca entre o autor, o narrador e o leitor. Com isso, o objetivo deste artigo é analisar o papel dessa ficção inserida na contemporaneidade, ressaltando traços que se materializam na memória, na representação e nas identidades, usando como base teórica autores como Agamben (2009), Benjamin (1994) e Ricouer (2007).


Palavras-chave


Ficção contemporânea; Memória; Representação.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2018.33987

Licença Creative Commons

SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

Revista do Departamento de Letras

Faculdade de Formação de Professores da UERJ

Rua Dr. Francisco Portela, 1470 - Patronato - São Gonçalo - RJ

Cep: 24435-005 - e-mail: soletrasonline@yahoo.com.br