Formas flexionais regulares de número em português brasileiro: acesso e representação lexical

Jefferson Alves da Rocha, José Ferrari-Neto

Resumo


Este trabalho investiga o processamento de vocábulos flexionados em número em Português Brasileiro (PB), sugerindo um modelo de representação para eles. Observou-se como as formas flexionadas em número são armazenadas e recuperadas do léxico mental. Estudos recentes têm apontado que a frequência da base influi no processamento de formas flexionadas em gênero e em número (DOMINGUEZ; CUETOS; SEGUI, 1999). No tocante à flexão de gênero em PB, um efeito de frequência dominante foi registrado (CORRÊA; ALMEIDA; PORTO, 2004). A fim de prover evidências sobre se a frequência dominante afeta as formas flexionadas em número, elaborou-se um experimento, o qual consistiu de um teste de leitura de palavras composto por vocábulos com flexão regular de número. Procurou-se observar se a forma singular era acessada por inteiro, tendo em vista efeitos de frequência dominante, ou se a forma no plural era acessada por decomposição, tendo em vista efeitos de frequência não dominante, salvo os casos de alta frequência de formas no plural, nos quais estas formas também seriam acessadas por inteiro, em um modelo de dupla rota. Os resultados atestaram que as palavras com frequência dominante são processadas de forma mais rápida que as formas com frequência não dominante.

http://dx.doi.org/10.12957/soletras.2017.29699


Palavras-chave


Flexão de Número; Léxico Mental; Português Brasileiro

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2017.29699

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