A passos macios e cautelosos, as mãos enluvadas: a primeira recepção de Bom-Crioulo (1895), de Adolfo Caminha

Maraísa Faria

Resumo


O romance Bom Crioulo, de Adolfo Caminha (1867-1897), publicado em 1895, desafia os leitores da época ao colocar em cena o amor de Amaro, marinheiro negro, pelo grumete Aleixo. A complexidade da inserção no campo literário de um personagem negro, ex-escravo e gay (ciente do anacronismo) revela as várias facetas do discurso literário ao tratar de um romance emblemático como Bom Crioulo. A polêmica em torno da primeira recepção do romance mostra que a rejeição ao romance não foi absoluta. Para além da visão negativa de teor condenatório, encontram-se posicionamentos de defesa ao livro. Nesse sentido, procuramos observar os posicionamentos de cada agente (editor, autor e críticos literários) presente na primeira recepção do romance a fim de lançar luz sobre novas vozes e novas formas de compreender o aparecimento de uma das primeiras narrativas homoeróticas na história da literatura brasileira.


Palavras-chave


Bom Crioulo, naturalismo, homoerotismo.

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2015.19166

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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