Fitotoxicidade de efluente da indústria cervejeira em sementes de Lactuca sativa L.

Lucas Oliveira Viana, Kelly Geronazzo Martins, Kely Viviane de Souza, Erivelton Cesar Stroparo

Resumo


Os efluentes gerados na indústria cervejeira apresentam elevada carga orgânica, fazendo-se necessário um alto grau de tratamento da água no processo, antes de retorná-la à natureza. O adequado tratamento evita ou reduz danos ao ambiente e consequentemente ao homem. Nesse contexto o objetivo do presente estudo foi avaliar a fitotoxicidade do efluente oriundo da indústria cervejeira mediante avaliação do desenvolvimento da radícula, da porcentagem de germinação e do índice de germinação de sementes de Lactuca sativa L. (alface) bem como a correlação dessas variáveis com a Cor e a DQO do efluente bruto e tratado. Para tanto foram avaliadas 540 sementes de alface divididas em 4 concentrações, um controle positivo e outro negativo, cada uma das quais representadas por 3 placas de Petri (repetições) com 15 sementes cada. As sementes foram incubadas em estufa DBO na ausência de luz, a temperatura constante de 22°C ± 2°C, por 120 horas. Ao final do período de exposição os resultados demostraram que não há diferença estatística entre a CE50, o crescimento da radícula e o índice de germinação do efluente bruto e tratado, sendo que o índice de alongamento da raiz demostrou inibição significativa segundo o método tanto para o efluente tratado como para o bruto. Uma vez que a porcentagem de germinação e o crescimento da radícula apontaram correlação significativa com a cor e a DQO, é possível concluir a ineficiência do tratamento por processo oxidativo avançado no efluente estudado.

 


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DOI: https://doi.org/10.12957/ric.2017.30072

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