ESTUDO HIDROSSEDIMENTOLÓGICO E DA QUALIDADE DA ÁGUA NA FASE DE CONSTRUÇÃO DA PCH SACRE 2

André de Souza Faria, Gustavo Aveiro Lins, Roberto Ricardo Rachid Saab Barbosa Cunha, Manoel Gonçalves Rodrigues, Josimar Ribeiro de Almeida

Resumo


Qualquer ação na bacia de um rio, a qual altere suas características de fluxo, profundidade de canal e quantidade de material sólido em suspensão, entre outros parâmetros, tem uma correlação simples com a alteração de sua morfologia e conseqüente influencia na biodiversidade do sistema. Os estudos do inventário hidrelétrico de parte do rio Sacre (MT), apresentados pela Brasil Central Engenharia, foram aprovados pela Aneel. Ao longo do trecho avaliado, foram identificados cinco aproveitamentos, com uma potência global de 133,8 MW. A aprovação, no entanto, não assegura à empresa a obtenção ou autorização para o aproveitamento hidráulico. Um dos maiores problemas dos projetos hidrelétricos, assim como de outras fontes de energia, é a obtenção das licenças ambientais. Ao contrário das termoelétricas, que são construídas em grandes centros urbanos, as hidrelétricas são instaladas em áreas afastadas, mas, em alguns casos, de preservação ambiental o que inviabiliza a construção da usina. Caso do projeto de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, que não consegue sair do papel por pressões de ambientalistas nacionais e estrangeiros, que temem prejuízos à natureza. A construção da PCH Sacre 2 (autorizada pela Resolução n° 189 de 04.05.2004 da  ANEEL) que visa o aproveitamento do desnível do terreno não utilizando de reservatório propõe oferecer menores alterações que possam prejudicar o curso d’água. Para avaliação de tal fato torna-se necessário o monitoramento Hidrossedimentológico e da qualidade da água do Rio Sacre no entorno de tal empreendimento. Tal monitoramento é integrante de um Plano de Controle Ambiental exigido pelo órgão ambiental periodicamente para que haja um controle das alterações causadas ao meio.

 

DOI: http://dx.doi.org/10.12957/ric.2014.11688


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