DA PALAVRA DO OUTRO À PALAVRA PRÓPRIA: CONVITE À AUTORIA DE PROFESSORAS

Maria Francisca Mendes

Resumo


Afirmar o caráter político da educação é compreendê-la em estreita relação com a sociedade na medida em que é a expressão de suas crenças, valores e esperanças sociais. Escrever e socializar saberes produzidos na prática cotidiana significa legitimar professoras, suas práticas e autorias. Para isso, é fundamental estabelecer uma postura dialógica na qual a palavra da professora seja retirada do anonimato e tenha reconhecidos não só sua palavra, mas os sentidos que imprime ao campo pedagógico. A documentação narrativa, sublinhada por Suarez (2013), constitui o saber produzido acerca das experiências cotidianas que só as professoras que habitam esse mundo educativo podem dizer/escrever.


Palavras-chave


Escritas de professoras; Documentação narrativa; Professora pesquisadora; Cotidiano educativo.

Texto completo:

PDF

Referências


BAKHTIN, Mikhail. Para uma filosofia do ato responsável. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.

_______. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

_______. Questões de literatura e de estética. São Paulo: Hucitec, 1998.

_______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1981.

BALTSCHEIT, Martin. A história do leão que não sabia escrever. São Paulo: Editora VMF Martins Fontes, 2010.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

ESTEBAN, Maria Teresa; ZACCUR, Edwiges. A pesquisa como eixo de formação docente. In: ESTEBAN, Maria Teresa e ZACCUR, Edwiges (Orgs.). Professora-pesquisadora: uma práxis em construção. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

FREIRE, Paulo; GUIMARÃES, Sérgio. Dialogando com a própria história. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

FREIRE, Paulo. À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d’Água, 2001a.

_______. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001b.

_______. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.

_______. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e terra, 1999.

_______. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

GERALDI, João Wanderley. Prefácio. In: MOURA, Edite Marques. Leitura em Bakhtin e Paulo Freire – Palavras e mundos. São Carlos: Pedro e João Editores, 2012.

LARROSA, Jorge. Dar a leer... quizá – notas para uma dialógica de la transmisión. In: YUNES, Eliana e OSWALD, Maria Luiza (Orgs.). A experiência da leitura. São Paulo: Edições Loyola, 2003.

PÉREZ, Carmen Lúcia Vidal. Vozes, palavras, textos: as narrativas autobiográficas na formação de professoras-alfabetizadoras. Tese de Doutoramento. Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação, 2002.

PONZIO, Augusto. Procurando uma palavra outra. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.

SOLIGO, Rosaura & PRADO, Guilherme do Val Toledo. Leitura e escrita: dois capítulos desta história de ser educador. In: PRADO, Guilherme do Val Toledo & SOLIGO, Rosaura. Porque escrever é fazer história. São Paulo, Graf. FE, 2005.

SUAREZ, Daniel. Investigação Educativa e Redes de Formação Docente: questões de pesquisa. Palestra proferida na UNIRIO, abril de 2013.

_______. Docentes, narrativa e investigación educativa. La documentación narrativa de las prácticas docentes y la indagación pedagógica del mundo y las experiencias escolares. In: SVERDLICK, Ingrid ... [et.al.]. La investigación educativa: una herramienta de conocimiento y de acción. Buenos Aires: Centro de Publicaciones Educativas y Material Didáctico, 2007.




DOI: https://doi.org/10.12957/riae.2016.24883

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


e-ISSN: 2359-6856

 


Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

 

 

Indexada em:


 

 

Realização: