Avaliação Participativa: saberes e não saberes da experiência na formação com educadores/as

Ana Lúcia Souza de Freitas

Resumo


O artigo reflete sobre uma experiência de inovação que sugere uma maior participação dos educandos nas práticas de avaliação da aprendizagem, tanto no processo avaliativo quanto na expressão de seus resultados finais. A experiência da Avaliação Participativa é objeto de estudo de uma pesquisa em andamento e tem como finalidade contribuir para o ensino de graduação no que diz respeito ao redimensionamento das relações entre educador e educandos, problematizando a co-responsabilidade de ambos com a criação de condições para a promoção da aprendizagem. Trata-se de um convite e um desafio para que educador e educandos possam, conjuntamente, “fazer a aula”. Todavia, há evidências de que nem todos os educandos percebem a AP como uma prática avaliativa orientada para apoiar o desenvolvimento de suas aprendizagens. Esta constatação sugere caminhos à continuidade da pesquisa. Como podem ser tão discrepantes as percepções dos educandos sobre uma mesma proposta? Compreender como e por que algumas aprendizagens se tornam mais duradouras do que outras e por que as mesmas práticas se tornam mais significativas para uns sujeitos e não para outros é um objetivo que emerge da análise da experiência em questão. Proporcionar a outros educandos a experiência da alegria de aprender e de ensinar evidenciada, ainda que em menor proporção, por meio da experiência da Avaliação Participativa é, pois, a perspectiva utópica que orienta a continuidade desta investigação.
Palavras-chave: Avaliação Participativa; Ensino Superior; Formação com educadores/as; Alegria

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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