Perché io son nata poeta, non santa: a voz da mulher e a poesia de Gaspara Stampa

Beatriz Rodrigues de Souza

Resumo


RESUMO: Ao longo dos anos, o amor foi representado de diferentes formas e em meios de comunicação diversos. O poeta italiano Petrarca, por exemplo, expressa seu sentimento por Laura usando a forma tida como perfeita: o soneto; além disso, seu amor é sempre puro e sua musa sempre calada. É assim, sem voz e apenas para admiração, que as mulheres aparecem na maioria das obras de arte, refletindo os ideais sociais do período em que estão. Porém, surgem autoras que subvertem essa ideia; é o caso, por exemplo, de Gaspara Stampa, poeta do Cinquecento italiano. Embora a autora siga a forma poética consagrada por Petrarca, usa sua poesia para manifestar seu sentimento e, assim, consegue ser uma voz feminina em um meio em que existem poucas oportunidades de expressão para as mulheres. Neste artigo, a figura da poeta é colocada em oposição ao modelo imposto a partir de uma citação de outra autora italiana, Sibilla Aleramo; embora as autoras sejam separadas por séculos, percebe-se que a visão de amor e do feminino que prevalece em ambos os períodos é aquela masculina. Faz-se, então, necessário o estudo dos escritos dessas e outras mulheres para que haja um espaço para suas (e nossas) vozes.

Palavras-chave: Literatura feminina. Gaspara Stampa. Papel de gênero.

 

ABSTRACT: Nel corso degli anni, l'amore è stato rappresentato in modi diversi e in vari media. Il poeta italiano Petrarca, ad esempio, esprime il suo sentimento per Laura usando la forma considerata perfetta: il sonetto; inoltre, il suo amore è sempre puro e la sua musa è sempre silenziosa. È così, senza voce e solo per ammirazione, che le donne compaiono nella maggior parte delle opere d'arte, riflettendo gli ideali sociali del periodo in cui ci sono. Tuttavia, appaiono autrici che sovvertono questa idea; è il caso, ad esempio, di Gaspara Stampa, una poeta del Cinquecento italiano. Sebbene l'autrice segua la forma poetica consacrata da Petrarca, usa la sua poesia per esprimere i suoi sentimenti e, così, riesce ad essere una voce femminile in un ambiente in cui ci sono poche opportunità di espressione per le donne. In questo articolo, l’immagine della poeta è contrapposta al modello socialmente imposto a partire da una citazione di un’altra autrice italiana, Sibilla Aleramo; anche se ci siano secoli tra le autrice, si vede che la visione dell’amore e del femminile che prevale in entrambi periodi è quella maschile. Quindi è necessario studiare quello che hanno scritto queste e altre donne perché ci sia una spazio per le sue (e nostre) voci.

Parole chiave: Letteratura femminile. Gaspara Stampa. Ruolo di genere.

 

ABSTRACT: Over the years, love has been represented in different ways and in different media. The Italian poet Petrarca, for example, expresses his feeling for Laura using the form considered perfect: sonnet; moreover, his love is always pure and his muse is always silent. That is how women are portrayed in most artwork: without voice and just for admiration, reflecting the social ideals of the period in which they are inserted. However, some female writers subvert such idea; this is the case, for example, of Gaspara Stampa, a poet from the italian Cinquecento. Although she follows the poetic form consecrated by Petrarch, she uses her poetry to express her feelings, becoming a female voice within an environment that offers but few opportunities for women to express themselves. This article aims to untie the figure of the woman who writes from the role model using a quote of Sibilla Aleramo, another Italian writer. Despite being separated by centuries, the prevailing vision of love and feminine in both of the authors period is that articulated by men. Then, studying what these and other women had written is of paramount importance to provide space to their (and our) voices.

Keywords: Female Literature. Gaspara Stampa. Gender role.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/italianouerj.2020.58065

Licença Creative Commons
A Revista Italiano UERJ está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.


Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Instituto de Letras


Rua São Francisco Xavier, 524, 11° andar, CEP 20559-900, Maracanã, Rio de Janeiro-RJ, Brasil
E-mail: revistaitalianouerj@gmail.com