Terapia nutricional no paciente crítico

Cristina F. Diestel, Mônica G. Rodrigues, Fernanda M. Pinto, Rachel M. Rocha, Patrícia S. Sá

Resumo


positivo na evolução do paciente grave. Entretanto, seu sucesso depende, dentre outros fatores, da adequada seleção da via de acesso, da definição das necessidades calóricas e proteicas, da técnica de infusão da dieta e monitoramento da TN. A TN deve ser instituída, preferencialmente por acesso enteral, nas primeiras 24-48 horas de internação, especialmente em pacientes desnutridos e/ou com catabolismo intenso, e quando não houver previsão de ingestão oral adequada em 3 a 5 dias. Na nutrição enteral, não há vantagem da posição de sonda pós-pilórica em relação à gástrica para a oferta de nutrientes ao paciente grave. Contudo, pacientes com risco de broncoaspiração ou intolerância gástrica devem ser avaliados individualmente. No que se refere à fórmula enteral, as dietas com proteína intacta (poliméricas) são apropriadas para a maioria dos pacientes. O uso de dietas oligoméricas está indicado em pacientes com diarreia persistente, após a exclusão de causas que exijam tratamento específico (medicações hiperosmolares, Clostridium difficile). Para prescrição da quantidade calórica e proteica, recomenda-se consultar os guidelines internacionais. Quanto às recomendações de fibras, sugere-se que o uso de fibra solúvel em pacientes com diarreia em uso de dieta enteral pode trazer benefícios, porém a fibra insolúvel deve ser evitada em todos os pacientes críticos. Esgotadas as tentativas de utilização do tubo digestório, sem a obtenção da meta nutricional desejada, ou estando esta contraindicada, a via parenteral deve ser utilizada. Esta revisão tem por objetivo apresentar e difundir a TN no paciente crítico, de forma prática e adequada.

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DOI: https://doi.org/10.12957/rhupe.2013.7533