Avaliação da capacidade funcional dos pacientes em uso de ventilação mecânica internados em uma Unidade de Terapia Intensiva

Fernanda R. R. Silva, Tassiane B. Souza, Marcelle S. Dias, Ana Paula P. Silva, Kelly C. Oliveira, Marcela M. L. Oliveira, Victor E. Zamora, Eduardo L. Toste, Giovanna M. C. Carvalho, Mônica R. Cruz

Resumo


Introdução: Limitações físicas e psicológicas decorrentes do repouso prolongado no leito são complicações comumente encontradas no paciente crítico e impactam diretamente na capacidade funcional. Objetivos: Avaliar a evolução da capacidade funcional, da força muscular periférica e respiratória de pacientes ventilados mecanicamente internados no CTI Geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE). Metodologia: No período de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017 observamos os pacientes admitidos no CTI. Pacientes que não evoluíram para ventilação mecânica (VM) foram excluídos. Os pacientes foram avaliados em quatro momentos: admissão no CTI geral (A1), primeiro dia de VM (A2), desmame da VM (A3) e alta do CTI (A4). Avaliamos a força muscular respiratória periférica, respiratória e a capacidade funcional através da escala PERME. Avaliamos a funcionalidade pré-internação hospitalar através do Índice de Katz no momento da admissão. Resultados: Foram incluídos 26 pacientes e 9 completaram as quatro avaliações. A mediana de idade foi de 63 (58 – 70) anos, SAPS III de 64 (44,75 – 68,50) e índice de Katz de 1 (0 - 1). Os valores do MRC, PImax e PEmax aumentaramprogressivamente. Os valores na escala Perme aumentaram de 2 (1,5-7,25) em A1 para 10 (6,75–22) em A4. Conclusão: A capacidade funcional, força muscular periférica e respiratória dos pacientes ventilados mecanicamente melhorou ao longo da internação no CTI Geral do HUPE. A escala Perme não foi aplicada em todos os momentos estipulados.

Descritores: Fisioterapia; Unidade de terapia intensiva; Cuidados críticos; Polineuropatias; Limitação da mobilidade; Força muscular.


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DOI: https://doi.org/10.12957/rhupe.2017.33299