Diabetes na gestação

Raquel C. Abi-Abib, Carolina A. Cabizuca, João Regis I. Carneiro, Fernanda O. Braga, Roberta A. Cobas, Marília B. Gomes, Guilherme R. de Jesus, Fátima R. D. Miranda

Resumo


Devido ao aumento da idade materna e à epidemia de obesidade, a prevalência de gestantes com diabetes tipo 2 ou que desenvolvem diabetes mellitus gestacional (DMG) tem sido cada vez maior. A associação do diabetes com aumento do risco de complicações materno-fetais é conhecida há muitos anos, mas foi apenas em 2008 que a forte e contínua relação entre níveis glicêmicos acima do normal e risco de complicações fetais foi confirmada por meio de um grande ensaio clínico prospectivo. Atualmente, a investigação quanto à presença de diabetes na gestação é recomendada para todas as gestantes, pela realização de glicemia de jejum na primeira consulta do pré-natal e de TOTG (Teste Oral de Tolerância à Glicose) entre a 24ª e a 28ª semanas. O tratamento realizado por equipe multidisciplinar e com objetivo de manter o controle glicêmico o mais próximo possível do normal possibilita a redução das taxas de morbimortalidade materno-fetais. O objetivo desta revisão é discorrer sobreepidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico, complicações, acompanhamento e tratamento de gestantes portadoras de diabetes tipo 1 ou 2 e das portadoras de DMG, ressaltando-se as semelhanças e peculiaridades de cada caso, com base nos principais estudos e consensos mais recentes.

Descritores: Diabetes mellitus; Diabetes gestacional; Gestação.

 

Revista HUPE, Rio de Janeiro, 2014;13(3):40-47

doi: 10.12957/rhupe.2014.12136


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DOI: https://doi.org/10.12957/rhupe.2014.12136