Questões de método e pesquisa dos dispositivos institucionais de confinamento do presente

Manoel Mendonça Filho, Michele de Freitas Faria de Vasconcelos

Resumo


Partimos de uma análise de conjuntura que marca no Brasil, nos últimos 30 anos, processos de precarizaçao do trabalho, hegemonia do capital financeiro especulativo sobre a produçao, gestao retórica das imagens como modo de dominaçao e disseminaçao do confinamento como dispositivo de controle, resultando na desqualificaçao da vida posta a disposiçao do tecnicismo vazio de sentido. Contrastando suas experiencias com o pano de fundo da imagem 'Estado capitalista financeiro no Brasil', dois pesquisadores entrelaçam problemas de pesquisa: análise dos modos de objetivaçao das denominadas 'políticas públicas' de segurança (mais especificamente o sistema prisional) e saúde mental (serviços substitutivos de saúde mental). Problematiza-se como tais 'políticas' se articulam e compoem com o boom do confinamento dos últimos anos. Aqui apresentadas como 'etno-pesquisa-interferencia', de inspiraçao foucaultiana em conversa com as formulaçoes mais recentes da sócio-análise francesa e da Etnometodologia, articula-se um modo pesquisante pelo qual procedimentos, técnicas e instrumentos se constituem orientados pelo imperativo estratégico do método, que é ao fim e ao cabo, uma decisao político-afetiva de compromisso com a ativaçao do desejo nas pessoas como alternativa.

Palavras-chave


Pesquisa interferenciam; Método; Capitalismo financeiro; Confinamento; Políticas públicas

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2010.9023

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