ARTIGOS

 

Estilos de pensar e criar em estudantes de Psicologia: diferenças regionais?

 

Styles of thinking and creating in Psychology students: regional differences?

 

 

Tatiana de Cássia Nakano

Docente do curso de pós-graduação stricto sensu da Pontifícia Universidade Católica - PUC, Campinas, SP, Brasil

Endereo para correspondncia

 

 


RESUMO

Com o objetivo de identificar os estilos preferenciais de pensar e criar em estudantes universitários, verificando a influência da variável estado de moradia, o presente estudo foi desenvolvido junto a 186 estudantes, sendo 75 provenientes do estado da Paraiba, 50 do Paraná e 61 de São Paulo. Neste sentido a escala Estilos de Pensar e Criar foi utilizada visto que permite enquadrar os examinandos em cinco estilos diferentes (relacional-divergente, emocional-intituitivo, lógico-objetivo, inconformista-transformador e cauteloso-reflexivo). Os resultados demonstraram que, de uma forma geral, estudantes das regiões sul e nordeste apresentaram um perfil similar quanto aos estilos predominantes, com os estudantes da região sudeste se diferenciando dos demais. A análise da variância indicou que a variável cidade de moradia exerce influência significativa no estilo dos estudantes, concluindo-se que as diferenças encontradas podem estar refletindo padrões culturais diversos presentes na população brasileira.

Palavras-chave: Criatividade, Estilos criativos, Estudantes.


ABSTRACT

Considering the importance that to identify the preferential thinking and creating styles in university students, verifying the influence of the local of habitation variable, the present research was developed with the sample composed by 186 brazilian students, 75 that lived in a Paraiba state, 50 in a Parana state and 61 by the Sao Paulo state. The instrument used was “Style of Thinking and Creating” because it permitted the classification in five different styles. The results had demonstrated that the students of the south and northeast cities they present a similar profile of styles, being the students of the Southeastern city had been different results. The analysis of variance indicated that the city of habitation showed significant influence in the style of the students. The data allow concluded that the differences can be reflecting cultural standards diverse in the Brazilian population.

Keywords: Creativity, Creating styles, Students.


 

 

Estilos cognitivos referem-se a formas preferenciais que a pessoa adquire, organiza e usa a informação, de forma que estes poderiam ser compreendidos como certos padrões (modos preferidos e típicos da pessoa perceber, pensar e resolver problemas), diferenciais e individuais, de reação diante da estimulação recebida e do processamento cognitivo da informação (ANASTASI; URBINA, 2000).

Assim os estilos psicológicos são definidos como um conjunto de modalidades de funcionamento psicológico que proporcionam unidade e coerência ao comportamento do sujeito, constituindo-se em uma das facetas da personalidade, de forma a apontarem diferenças mais qualitativas do que quantitativas entre as pessoas (LÓPEZ; CASULLO, 2000). Neste sentido, os estilos “relacionam-se com a estrutura do pensamento, antes que com seu conteúdo ou sua eficiência; e referem-se às qualidades ou modos do conhecimento e não a algo assim como uma quantidade de capacidade ou aptidão” (COLL; PALACIOS; MARCHESI, 1996, p. 155).

O estudo dos estilos cognitivos surgiu a partir do interesse de pesquisadores sobre como as pessoas percebem e organizam informações do mundo à sua volta visto que os indivíduos diferem na forma como abordam uma tarefa. Estas variações não podem ser consideradas reflexos dos níveis de inteligência ou padrões de capacidades especiais, ao contrário, elas têm a ver com “modos característicos de perceber, lembrar, pensar, resolver problemas e tomar decisões que refletem regularidades de processamento de informações que se desenvolvem em torno de tendências de personalidade subjacentes” (MESSICK, 1984, p. 122). Uma vez que os mesmos se situam na intersecção das habilidades e da personalidade, de acordo com Anastasi e Urbina (2000), esses estilos podem influenciar e modular o comportamento nas esferas afetiva e intelectual. Assim, as perguntas sobre sua natureza e características, tais como a extensão em que são fixos ou flexiveis, adquirem considerável importância, justificando a relevância de estudos nessa temática. De acordo com Tullett (1997), existe uma longa tradição na pesquisa sobre estilo cognitivo, o que deu origem a um grande número de diferentes teorias.

A construção do termo estilos cognitivos foi inicialmente proposta por Allport em 1937, referindo-se a uma maneira habitual ou típica do indivíduo perceber, recordar, pensar ou resolver um problema. Desde então, em especial nas últimas décadas, houve um aumento considerável de pesquisas nesta área, tendo sido investigado de forma ampla, especialmente pelos psicólogos (LIU; GINTHER, 1999).  Entretanto, Desmedt e Valcke (2002) apontam um dos problemas da área ao afirmarem que diversos teóricos têm trabalhado com diferentes modelos e instrumentos de medida para tentar descobrir ou medir o estilo cognitivo, como se afirmassem a existência de um único estilo possível, de forma que, assim como inúmeros outros construtos psicológicos, sua definição ainda é alvo de polêmica e discordância. Entretanto, apesar das divergências, a maior parte das teorias concordam ao apontar como fator comum a influência das experiências de aprendizagem na determinação dos estilos. Neste sentido, Casullo (2000) afirma que os estilos de personalidade são fundamentalmente os resultados de experiências de aprendizagem que se desenvolvem em contextos familiares e escolares. A opinião de Bariani (1998) concorda com esta percepção visto que, para a autora, os estilos seriam estruturas relativamente estáveis e que podem sofrer influência das experiências escolares. Estas constatações embasam a importância do presente estudo, de verificar os estilos criativos no contexto educacional, de forma a investigar a influência que o ambiente exerce nos modos preferenciais de pensar e criar.

Considerando a atualidade da temática dos estilos, vários tipos de estilos vêm sendo investigados pelos pesquisadores, tais como estilos de ensinar (SOUZA; SANTOS, 1999; PINELO ÁVILA, 2008), estilos de afrontamento (URZÚA MORALES; JARNE ESPACIA, 2008), estilos cognitivos (CHEN; MACREDIE, 2002; BITRAN; ZUNIGA; LAFUENTE; VIVIANI; MENA, 2004; MAGALHÃES; MARTINUZZI; TEIXEIRA, 2004; PITTA; SANTOS; ESCHER, 2000; SANTOS; SISTO; MARTINS, 2003), estilos interpessoais (MAGALHÃES, 2006), estilos de pensamento (RICHMOND; KRANK; CUMMINGS, 2006; VASCONCELOS; TRÓCCOLI, 2004), estilo parental (WEBER; SELIG; BERNARDI; SALVADOR, 2006; WEBER; BRANDENBURG; VIEZZER, 2003; HUTZ; BARDAGIR, 2006; BOECKEL; CASTELLÁ-SARRIERA, 2005; OLIVEIRA, E. A.; MARIN, A. H.; PIRES, F. B.; FRIZZO, G. B.; RAVANELLO, T.; ROSSATO, C., 2002), estilos de aprendizagem (CAGILTAY; BICHELMEYER, 2000; DE PAULA; HLAWATY, 2003; FELDER; SPURLIN, 2005; DEMBO; HOWARD, 2007; MAGOULAS; PAPANIKOLAOU; GRIGORIADOU, 2003; KLEIN; MCCALL; AUSTIN; PITERMAN, 2007; BUEY; SUÁREZ, 2001; BARRIO; GUTIÉRREZ, 2000; GARCIA, 2000; CERQUEIRA, 2006), estilo de comportamento (CORSINI; SOUZA FILHO, 2004), estilos de pensar e criar (SIQUEIRA; WECHSLER, 2004; REIS, 2001; HOMSI, 2006; MUNDIN; WECHSLER, 2007), estilos motivacionais (GUIMARÃES; BZUNECK, 2003) e estilos de personalidade (KRZEMIEN, 2007; PABÓN; GÓMEZ; VÉLEZ, 2007), entre outros.

Como parte dessa categoria maior denominada estilos cognitivos, a presente pesquisa enfocará os estilos de pensar e criar, que, de acordo com Sternberg e Grigorenko (1997), se constituem em uma ponte entre a cognição e a personalidade, sendo tradicionalmente explicados e classificados de forma mais aprofundada pelas abordagens relacionadas ao pensamento criativo. Como forma de explicar esse conceito, Wechsler (1999) desenvolveu um modelo que busca explicar a autorrealização criativa, considerando os estilos de criar. Segundo ela, os estilos de criar estariam localizados na intersecção de dois grandes conjuntos: as habilidades cognitivas e as características da personalidade, ambos localizados dentro de um conjunto ainda maior, que seria o ambiente. Desta forma, para se atingir a realização criativa, esses três conjuntos formados por aspectos sociais, afetivos e cognitivos, deveriam se interrelacionar de forma harmônica.

Assim sendo, a tentativa de identificar tendências de comportamento e sentimento nas pessoas criativas pode, de acordo com Wechsler (2006), nos dar importantes informações sobre a criatividade. Do mesmo modo, a avaliação dos estilos de pensar e criar dos indivíduos nos permite conhecer mais sobre o seu potencial de criar e inovar em diferentes campos de atuação, possibilitando oferecer-lhes maiores oportunidades para o desenvolvimento e expressão da sua criatividade (WECHSLER, 2008).

A conceituação do termo "estilos de pensar e criar" se refere a maneiras preferenciais de pensar e agir em determinadas situações, caracterizando certas tendências no comportamento e sentimento da pessoa criativa, trazendo ainda uma possibilidade de se estudar a interação entre processo e a pessoa criativa, de forma a evitar a investigação isolada destes aspectos, e facilitando a compreensão do modo de agir da pessoa criativa dentro de um determinado ambiente (WECHSLER, 1998b). Este conceito vem aparecendo na literatura com mais freqüência somente na última década, sendo reconhecida a sua importância para a compreensão do funcionamento do indivíduo criativo, uma vez que evidencia a existência de várias maneiras de se expressar a criatividade (WECHSLER, 1999). De acordo com Lubart (2007), os estilos cognitivos influenciam os traços de personalidade, quantidade e natureza das produções criativas, sendo o estudo da ligação entre estilos cognitivos e criatividade ainda muito recente, se comparado ao exame da inteligência e personalidade das pessoas criativas.

Com o objetivo de se delinear as características que seriam comuns aos indivíduos criativos, as biografias de pessoas altamente criativas foram durante muito tempo alvo das investigações de pesquisadores, com a finalidade de que, uma vez identificadas, estas características fossem responsáveis pela diferenciação dos indivíduos criativos perante os demais (SIQUEIRA, 2001). Desta forma, a procura por determinados estilos nas pessoas criativas tornou-se foco de interesse científico, de forma que propiciou o surgimento de algumas teorias, tais como a de Kirton (1989), baseada na teoria de adaptação-inovação, segundo a qual “qualquer indivíduo pode ser localizado em um continuum que varia de habilidades para fazer as coisas de uma forma melhor até habilidade para fazer as coisas de forma diferente” (ALENCAR; FLEITH, 2010, p. 330). Seu modelo destaca dois estilos criativos principais: o inovador e o adaptador, de forma a identificar o estilo de criatividade mais característico do indivíduo. Dentro deste modelo, os dois estilos se situariam em pólos opostos. Enquanto o estilo adaptador tem uma preferência por trabalhar em situações bem definidas, propondo idéias para mudar paradigmas e estruturas já existentes, os inovadores trabalham mais confortavelmente quando precisam modificar visões e métodos, oferecendo soluções para os problemas que raramente são aceitas imediatamente visto que provocam uma desestruturação das formas já estabelecidas (TULLETT, 1997). O instrumento foi chamado de Kirton Adaption-Innovation Inventory (KIRTON, 1976).

Outra proposta para investigação dos estilos criativos, mais direcionada para os aspectos cognitivos, foi realizada por Sternberg e Grigorenko (1997), baseando-se em um enfoque teórico da auto-regulamentação da mente, e formulando assim três tipos básicos de estilos: legislativo, executivo e judicial. Nas pessoas criativas, de acordo com essa teoria, os três estilos podem aparecer em momentos distintos do processo criativo: o legislativo predominaria durante o processo de geração de idéias, o judicial no momento de avaliação e julgamento dessas idéias e o executivo durante o processo de implementação da idéia. Um terceiro instrumento, desenvolvido por Kumar e Holman (KUMAR, 2007), chamado Creativity Styles Questionnaire (CSQ) tem por objetivo medir estilos de crenças e abordagens que as pessoas usam na criatividade do dia a dia, compreendendo sete estilos: crença em processos inconscientes, uso de tecnologias, uso de outras pessoas, orientação final para o produto, superstição, controle e comportamento auto-regulativo e uso de cinco sentidos. Por fim, o Myers-Briggs Type Indicator (MBTI) baseado na teoria de personalidade de Jung permite a classificação em duas atitudes (extroversão-introversão), duas funções de percepção (sensação-intuição) e quatro funções de julgamento (pensamento-sentimento, julgamento-percepção) (MCCAULLEY, 2000). Devido ao fato das quatro escalas possuírem duas dimensões cada, o instrumento permite 16 combinações, cada uma representando um único e distinto perfil de personalidade (PITTENGER, 2005).

Importância deve ser dada à constatação de que, apesar do reconhecimento da existência de vários estilos, deve-se atentar para o fato de que não existem estilos “certos” e estilos “errados”, e sim estilos individuais que diferem de uma pessoa para outra. Nenhum é melhor, eles apenas demonstram a forma como a pessoa utiliza a sua criatividade, permitindo compreender o funcionamento dos indivíduos visto que os estilos não representam um conjunto de capacidades e sim um conjunto de preferências (STERNBERG, 1997).

Ao se abordar a temática sobre estilos criativos, uma questão tem sido bastante enfocada por pesquisadores: a estabilidade desses estilos. Neste sentido, para Kirton (1987) estilos criativos seriam uma série de preferências cognitivas consistentes e estáveis que se manifestam em qualquer situação que envolva criatividade, solução de problemas e tomada de decisão. Opinião diferente é apresentada por Sternberg e Grigorenko (1997), segundo os quais os estilos não seriam estáveis, visto que as pessoas possuiriam uma quantidade flexível de estilos, variando de acordo com a situação. Desta forma, os estilos não seriam fixos, mudando como forma de adaptar os estilos às situações que podem surgir, podendo ainda predominar um estilo num estágio da vida e outro diferente em outra fase. Acrescentam também que os estilos, por estarem fortemente relacionados à interação do indivíduo com o ambiente, poderiam ser desenvolvidos. Concordando com essa opinião, Wechsler (2008) afirma que os estilos de pensar e criar recebem grande influência do ambiente educacional e cultural, podendo assim serem modificados no decorrer da vida de uma pessoa. Soma-se a isso o fato de que os estilos podem ser flexibilizados ou adaptados a diferentes circunstâncias. Independente das discordâncias, o importante seria, segundo Fasko (2001), considerar que os estilos cognitivos podem explicar, em grande parte, o processo de reestruturação que é envolvido durante um processo de solução de problemas, de forma que quando houver um equilíbrio entre a estratégia a ser utilizada e o respeito às condições impostas por aquela tarefa, certamente ocorrerá uma boa resolução do problema, independente do estilo predominante.

Devido à importância da avaliação dos estilos de pensar e criar, uma vez que permite conhecer o potencial criativo dos indivíduos, oferecendo informações sobre as formas preferenciais de pensar e agir que seriam facilitadoras à expressão da criatividade, alguns instrumentos para sua medição foram criados. Entretanto estes não foram acompanhados pelos cuidados essenciais, tais como estudos que apontassem evidências de validade e precisão dos mesmos para uso na população brasileira (TREFFINGER; SELBY, 1993), de forma que, embora teorias tenham sido desenvolvidas sobre o tema, tais como a de Sternberg (1997), MacKinnon (1978) e Briggs-Myers e Myers (1977) e tenham trazido importantes contribuições para uma maior compreensão dos estilos preferenciais de pensar e criar, ainda são bastante limitados os estudos realizados na cultura brasileira, não nos permitindo, afirmar seguramente sobre a prevalência destes estilos entre os indivíduos criativos brasileiros, gerando uma necessidade de pesquisas neste sentido. Siqueira e Wechsler (2004, p. 64) também apontam essa lacuna ao afirmarem que no Brasil os estudos sobre estilos de pensar e criar ainda são raros, o único encontrado foi desenvolvido por Wechsler (1998, 1999)”.

Buscando responder à importância da investigação dos estilos, estudos internacionais que buscaram investigar os tipos pessoais, estilos e preferências foram desenvolvidos por grupos de pesquisadores e resultaram em instrumentos confiáveis, tais como o Inventário de Estilos de Aprender (DUNN; DUNN; PRICE, 1984), o Inventário Kirton de Adaptação – Motivação (KIRTON, 1987) e o Myers-Briggs Type Indicator (BRIGGS-MEYERS; BRIGGS, 1977). Entretanto, nenhum destes encontra-se adaptado e validado para uso no Brasil. Assim, partindo-se da percepção da ausência de propostas de instrumentos para avaliação das características da personalidade criativa, Wechsler (1998a) construiu e padronizou uma escala para avaliar os estilos de criar, denominada “Estilos de Pensar e Criar”, cujo processo de construção encontra-se detalhado em Wechsler (1999). A escala, composta por 100 itens relacionados a vinte e cinco dimensões básicas (cognitivas, afetivas e sociais) que descreveriam uma pessoa criativa, foi construída com base na literatura sobre a pessoa e o processo criativo, visando o oferecimento de respostas às perguntas: Quais seriam as características de personalidade do brasileiro criativo? Existiriam traços comuns entre as pessoas criativas, independente da sua cultura?

Diante do exposto o presente estudo teve por objetivo identificar os estilos preferenciais de criar de estudantes universitários, verificando a existência ou não de estilos semelhantes entre estudantes de diferentes estados brasileiros, de forma a identificar a influência desta variável no estilo de criar destes estudantes. Por este motivo a escala “Estilos de Pensar e Criar” foi escolhida como instrumento para esta pesquisa uma vez que é o único instrumento validado no Brasil para avaliação dos estilos de pensar e criar.

 

Método

Participantes

Foram sujeitos desta pesquisa 186 estudantes de graduação do curso de Psicologia, sendo 140 do sexo feminino e 46 do sexo masculino (predominância de gênero típica neste curso). Destes, 50 eram provenientes de uma cidade pertencente à região sul do Brasil, 75 de uma cidade da região nordeste e 61 de cidade da região sudeste.

A amostra foi selecionada por conveniência, tendo sido selecionada uma faculdade/universidade em cada Estado avaliado, que possuía o curso de Psicologia. Importante salientar que as três instituições eram de ensino particular.

 

Instrumento

Foi utilizada a Escala de “Estilos de Criar e Pensar” de Wechsler (2006),  composta por 100 itens, com frases positivas e negativas que devem ser respondidas dentro de uma escala Likert de 6 pontos indo de “discordo totalmente” a “concordo totalmente”. Alguns exemplos de itens que compõem a escala: “Gosto de trabalhar seguindo instruções”, “Sou uma pessoa aberta a novas idéias”, “Tomo decisões de maneira intuitiva”.

A escala encontra-se validada para uso no Brasil (com sujeitos a partir dos 15 anos) e aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia.

Os itens são analisados de acordo com o crivo de correção de Wechsler, de forma que a escolha do sujeito em cada frase é pontuada de 1 a 6. Os itens são somados de acordo com os cinco estilos a serem analisados: Cauteloso Reflexivo (CR, composto por 32 itens, sendo a faixa possível de pontuação entre 32 e 192), Inconformista Transformador (IT, com 32 itens, com faixa possível de pontuação entre 32 e 192), Lógico Objetivo (LO, com 11 itens, com faixa de pontuação entre 11 e 66), Emocional Intuitivo (EI, com 7 itens, com faixa de pontuação entre 7 e 42) e Relacional Divergente (RD com 7 itens, com pontuação entre 7 e 42). Os três primeiros estilos são apontados como estilos principais e os outros dois como estilos secundários.

 

Procedimento

Após autorização das instituições para realização da pesquisa, os alunos foram convidados a participarem e assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Aqueles que concordaram em participar responderam à escala de forma coletiva em sala de aula, sem tempo determinado, o que ocorreu numa média de 40 minutos.

A correção dos instrumentos seguiu o modelo apresentado no manual, tendo sido considerados os resultados brutos nas análises realizadas.

 

Resultados e Discussão

Com a pontuação de cada participante calculada para cada um dos cinco estilos, realizou-se o cálculo das médias e desvio padrão por Estado de moradia.

 

 

A partir desta Tabela podemos observar que os estudantes da região sul e nordeste apresentam, de uma forma geral, médias mais próximas entre si em todos os estilos quando comparados às medias dos estudantes da região sudeste, que apresentaram médias mais baixas em quatro estilos (IT, LO, EI, RD). A exceção ocorre no estilo CR no qual obtêm média mais alta.

Com a finalidade de confirmar se a variável Estado de moradia exercia influência significativa nos estilos de pensar e criar desses estudantes a Análise Univariada da Variância foi calculada.

 

 

Os resultados indicaram que a variável Estado de moradia exerceu influência significativa em todos os estilos de criar destes estudantes. Assim, podemos afirmar que as diferenças regionais parecem afetar o estilo de pensar e criar dos estudantes.

Estudantes da região sudeste ao apresentarem média bem mais alta que os estudantes das outras regiões no estilo Cauteloso-Reflexivo podem ser caracterizados como mais prudentes, reflexivos, contrários a mudanças, críticos e solitários, características de pessoas que se encaixam nesse estilo.

Em relação ao segundo estilo, Inconformista-Transformador, estudantes da região nordeste apresentaram médias mais altas, próximas às obtidas pelos da região sul e bastante diferente dos estudantes do sudeste (média abaixo das outras duas regiões). Isso demonstra que eles apresentam características como serem questionadores, sonhadores, confiantes, sociáveis, otimistas.

A mesma situação se repete em relação ao terceiro estilo, Lógico-Objetivo, no qual estudantes do sul e nordeste apresentam médias mais altas que os da região sudeste. Assim, podem ser caracterizados como pessoas que apresentam pensamento lógico, racional, persistência, reflexão e controle sobre suas emoções e sentimentos.

O estilo Emocional-Intuitivo se caracteriza pelo predomínio das emoções e intuições em suas ações, com alta presença de fantasia e imaginação. Apresenta ainda facilidade de se relacionar com as demais pessoas. Novamente há uma pontuação mais alta nos estudantes da região nordeste (média praticamente igual à dos estudantes da região sul), estando mais baixa nos estudantes da região sudeste.

Por fim o estilo Relacional-Divergente, característico de pessoas flexíveis que buscam obter vários pontos de vista antes de tomar decisões, de forma que apresentam facilidade para liderar grupos, dirigindo suas ações para objetivos em longo prazo, repete a mesma situação dos estilos anteriores (maior média nos estudantes da região nordeste, próxima à média da região sul) e mais baixa na região sudeste.

Se analisarmos os resultados obtidos poderemos ver que os mesmos concordam com a descrição típica que o senso comum faz das características que descreveriam pessoas provenientes de cada região do país. Por exemplo, as características que descrevem uma pessoa que possui predominantemente o estilo cauteloso-reflexivo, elas se encaixam na descrição “típica” que o senso-comum faz das pessoas provenientes do Estado de São Paulo: desconfiadas, prudentes e solitárias, tendo sido esses estudantes que obtiveram maiores índices nesse estilo. Novamente se formos analisar a descrição que o senso-comum faz das pessoas provenientes da região nordeste poderemos ver que muitas das características se encaixam no perfil inconformista-transformador (sociáveis, otimistas, sonhadores), exatamente o contrario dos paulistas que são sempre descritos como fechados e desconfiados e com o estilo emocional-intuitivo (facilidade de se relacionar com as demais pessoas, alta presença de fantasia e imaginação), uma vez que paulistas são descritos como “pé no chão”.

Ao se buscar na literatura científica pesquisas com o objetivo de investigar a influência do ambiente (cidade de moradia) sobre os estilos de pensar e criar, pode-se notar a inexistência de estudos, carência constatada de uma forma geral pela própria autora do instrumento utilizado ao afirmar que “estudos futuros deverão ainda ser feitos para examinar melhor a influência do sexo e área profissional em determinados tipos de estilos de pensar e criar” (WECHSLER, 2008, p. 215). O que se encontrou publicado sobre a temática são estudos realizados durante o processo de construção do instrumento (WECHSLER, 1999, 2006), estudos que buscaram relacionar os estilos de pensar e criar ao desempenho acadêmico (SIQUEIRA; WECHSLER, 2004), à liderança (MUNDIM; WECHSLER, 2007), aos tipos psicológicos (HOMSI, 2006), às diferenças entre estudantes de diferentes cursos universitários (NAKANO; SANTOS; MARTINS; ZAVARIZE; WECHSLER, no prelo), além de ter sido utilizada em processos de validação de outros instrumentos de criatividade: escala de adjetivos descritores da criatividade (REIS, 2001) e escala de motivação para aprendizagem escolar (SIQUEIRA, 2005), tendo, a maior parte deles, investigado a influência do sexo e escolaridade sobre os estilos, sem que outras variáveis tenham sido enfocadas.

O único estudo encontrado que abordou diretamente esta questão foi o de Wechsler e Solano (2008), que buscou comparar uma amostra composta por 390 brasileiros e 203 argentinos, com idades entre 18 e 60 anos. Os efeitos do país foram significativos em quatro estilos (cauteloso-reflexivo, inconformista-transformador, lógico-objetivo e relacional-divergente), de forma que os autores concluíram que os estilos de pensar e criar se mostraram sensíveis à cultura, de forma que essa variável deve ser considerada quando se desenvolve, adapta ou utiliza escalas que visam avaliar os estilos de pensar e criar para identificar a criatividade individual.

Desta forma reforça-se a importância da realização de estudos transculturais com o objetivo de apontar a influência da cultura / ambiente sob os estilos dos estudantes, visto que, em um país do tamanho do Brasil e com a diversidade cultural que possui, diferenças internas possivelmente serão notadas. Neste sentido, outros estudos buscando investigar a influência do ambiente na criatividade de uma forma geral (e não de forma específica nos estilos de pensar e criar) são apresentados. Torrance (2000), por exemplo, ao realizar uma pesquisa na qual buscou comparar a curva de desenvolvimento da criatividade em diversas culturas, verificou que as curvas obtidas não eram similares. Para exemplificar, na ilha de Samoa, o crescimento da expressão criativa se fazia continuamente da 1ª à 6ª série, ao passo que na Austrália e na Alemanha, foi observado um crescimento do pensamento criativo até a 2ª série, uma queda na 3ª série, seguida por um novo aumento na 4ª e 5ª séries, demonstrando haver diferenças na criatividade de acordo com o local estudado. Profissionais brasileiros, cubanos e portugueses também apresentaram diferenças em relação às barreiras mais freqüentemente apontadas à expressão da sua criatividade na pesquisa de Alencar e Martinez (1998). Enquanto a amostra cubana apontou as barreiras sociais como as mais freqüentes, os participantes brasileiros e portugueses apontaram as barreiras de caráter eminentemente pessoal. Segundo as autoras, os dados podem estar indicando que muitos fatores afetam a criatividade, sendo que alguns dizem respeito ao ambiente e à dimensão histórica e cultural da sociedade, refletindo as diferenças de contexto.

Reforçando a percepção acerca das diferenças regionais, Alencar e Rodrigues (1978) apontam para o fato de que a localidade da escola parece ser variável importante na determinação das características consideradas mais desejáveis quanto daquelas consideradas indesejáveis pelos professores, a partir de estudo com 230 professores do Ensino Fundamental. Professores de diferentes escolas diferiram principalmente em relação às características indesejadas nos alunos, demonstrando que os comportamentos estimulados se diferenciam em cada local, o que faz com que as diferenças regionais apareçam.

Os resultados encontrados nos levam ao estabelecimento da  hipótese de que estas diferenças encontradas podem estar refletindo padrões culturais diversos presentes na população brasileira. Entretanto torna-se importante salientar que outros fatores, tais como a adoção de diferentes métodos pedagógicos, estilos de ensinar e características de personalidade provenientes de experiências de vida anteriores ao ingresso no curso superior podem ter exercido influência na determinação dos estilos de pensar e criar dos estudantes avaliados, de forma que as causas das diferenças encontradas não podem ser atribuídas simplesmente a diferenças culturais, reforçando a necessidade de maiores estudos.

Por este motivo, a constatação de diferenças devidas ao Estado de moradia reforça a importância de envolver amostras provenientes de diferentes regiões durante o processo de normatização dos instrumentos, segundo recomendações do Conselho Federal de Psicologia (2001) e da International Testing Comission (2001), objetivando considerar a variedade cultural da população.

 

Considerações Finais

O conceito de estilo de criar vem aparecendo na literatura com mais freqüência somente na última década. Hoje se sabe que seu estudo é importante devido à possibilidade de permitir um melhor aproveitamento dos potenciais e conhecimento das necessidades individuais. Tal dado é confirmado por Sternberg e Lubart, que identificaram seis recursos como facilitadores da criatividade em crianças e adultos: (1) inteligência, (2) conhecimento, (3) estilo cognitivo, (4) personalidade, (5) motivação e (6) contexto ambiental (FASKO, 2001). Isto nos mostra o grande peso que os estilos possuem sobre a expressão da criatividade, confirmando a importância da sua identificação.

O que se pode afirmar é que existem, sem dúvidas, algumas características que podem identificar ou serem descritoras das pessoas criativas, demonstrando a importância de que estas sejam identificadas e desenvolvidas, principalmente nas escolas dentro dos programas educacionais. Estimular pensamentos e sentimentos relacionados a atitudes como melhora da auto-estima, otimismo, segurança e dinamismo seriam a forma adequada de desenvolver talentos individuais, tornando o ambiente escolar encorajador a novas idéias e local de desenvolvimento pessoal (WECHSLER, 1999).  Segundo Cerqueira e Santos (2001) o estudante provavelmente irá aperfeiçoar-se mais em algumas habilidades do que em outras e tenderá a confiar mais em alguns passos do processo de aprendizagem que em outros, resultando assim no desenvolvimento de um estilo de aprendizagem particular ou pessoal, sendo importante então que tenha esse estilo respeitado. Assim, segundo Wechsler (2001) pesquisas comprovaram a relevância do reconhecimento dos estilos de pensamento de alunos criativos como forma essencial no estímulo do seu potencial durante os anos escolares.

De acordo com Woolfolk (2000), embora o professor não seja necessariamente capaz de determinar todas as variações nos estilos cognitivos de seus alunos, deveria estar ciente de que eles abordam problemas de diferentes maneiras. Alguns podem necessitar de ajuda para aprender a reconhecer aspectos importantes e ignorar detalhes irrelevantes. Eles podem parecer perdidos em situações menos estruturadas e necessitar de instruções claras, passo a passo. Outros alunos podem ser ótimos em organizar, mas menos sensíveis aos sentimentos dos outros e não tão efetivos em situações sociais.

Cabe chamar a atenção para as limitações inerentes à pesquisa relatada. Estudos com maior amplitude de amostra, inclusive englobando maior número de sujeitos, cursos avaliados e locais de amostra, poderão nos fornecer dados mais precisos acerca da influência ou não das variáveis analisadas nos estilos de criar dos estudantes universitários brasileiros.

 

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Endereo para correspondncia
Tatiana de Cássia Nakano
Departamento de Pós-Graduação em Psicologia da PUC-Campinas, Avenida John Boyd Dunlop, s/n, Jardim Ipaussurama, CEP 13060-904, Campinas-SP, Brasil
Endereço eletrônico: tatiananakano@puc-campinas.edu.br

Recebido em: 11/07/2009
Aceito para publicação em: 21/05/2010
Acompanhamento do processo editorial: Deise Mancebo



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