EDITORIAL

 

Alexandra Cleopatre Tsallis**; Amana Mattos**; Ana Maria Jacó Vilela*; Deise Maria Fernandes Mendes**; Laura Cristina de Toledo Quadros**; Vinicius Anciães Darriba**

Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Endereço para correspondência

 

 

Esta edição de nossa revista, relativa ao terceiro quadrimestre de 2018, foi construída sob o impacto da avalanche que, na política, modificou abruptamente o terreno sobre o qual passamos a nos mover, tanto no que se refere ao contexto universitário quanto no âmbito da psicologia enquanto ciência e profissão. A boa notícia é que vimos conseguindo, na Estudos e Pesquisas em Psicologia, desde a reabertura para a submissão de artigos, suplantar os efeitos inevitáveis que teve sobre a revista, em seu ápice, a crise de nosso estado e de nossa universidade. Fechamos, assim, o ano de 2018 confiantes quanto à sustentação e ao aprimoramento do trabalho realizado pela equipe editorial e pelos colaboradores da revista. Seguimos fortes em 2019.

Na seção Psicologia Social, temas e vivências relevantes são analisados em quatro artigos segundo perspectivas teóricas e metodológicas diversas. O primeiro deles propõe verificar como tem se dado o uso de psicofármacos em crianças, como resposta a queixas comportamentais associadas a questões escolares. O segundo volta-se para as concepções espontâneas de estudantes de psicologia relativas ao aspecto da maturidade psicológica na escolha da profissão. O terceiro propõe apreender as representações sociais elaboradas por pessoas cegas quanto ao tema da inclusão social. E o último desses artigos enfoca vivências relacionadas ao processo de desligamento laboral na perspectiva de casais aposentados.

A seção Psicologia do Desenvolvimento também prima pela diversidade de temas. Apoiados em instrumentos próprios a suas investigações, os dois primeiros artigos enfocam, respectivamente, os efeitos da psicoterapia de grupo no processo de adaptação em estudantes no primeiro ano da universidade e as metas de socialização de pais e mães, relacionadas no estudo a diferentes formas de arranjo familiar. O artigo que fecha a seção refere-se ao desenvolvimento de novo instrumento para avaliação de estratégias de resolução de conflito conjugal em relacionamento amoroso.

Chegando à seção Psicologia Clínica e Psicanálise, o artigo de abertura debruça-se sobre uma experiência clínica em âmbito de estágio no Serviço de Psicologia Aplicada de uma universidade pública do Rio de Janeiro, buscando mapear as redes de cuidado que suportaram esse atendimento. Em seguida, um segundo artigo que também se volta para uma experiência clínica, a do atendimento a crianças nas Unidades Básicas de Saúde de um município mineiro, apoiando-se na apreensão dos psicólogos sobre a mesma. O terceiro artigo realiza um estudo inicial sobre o projeto Seminários Livres: Qlínica, com quê?, construído pelo psicólogo e professor Marcus Vinícius de Oliveira Silva e promovido pelo Laboratório de Estudos Vinculares e Saúde Mental - IPS/UFBA. Os artigos que completam a sessão orientam-se pela psicanálise para tratar de três diferentes questões. O primeiro deles interroga, no contexto de passagem da modernidade à contemporaneidade, o estatuto do fantasma hoje. O segundo pretende contribuir para o estudo da especificidade da escuta psicanalítica na prática clínica, através de aportes relativos ao conceito de foraclusão em Lacan. E o terceiro questiona a implicação do objeto a na noção lacaniana de efeito de segregação.

A seção Clio-Psyché conta com três artigos que, no campo da história da psicologia, oportunamente perpassam a temática do feminino. Inicialmente, é enfocada a participação feminina nos Archivos de Pedagogía y Ciencias Afines (1906-1914), posteriormente Archivos de Ciencias de la Educación (1914-1920), meio de divulgação dos trabalhos realizados na Seção Pedagógica da Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade da Plata. Em seguida, outro estudo toma por objeto a concepção de mulher veiculada pela literatura, pela imprensa operária e pela imprensa científica no Brasil no início do século XX. Fechando a seção e o volume, encontramos uma abordagem da história de Eva Borkowska de Mikusinski que privilegia o encontro com H. J. Eysenck e o percurso que, desde aí, tornou-a uma referência na Argentina, para onde emigrou após a Segunda Guerra Mundial.

Boa leitura a todos!

 

 

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Notas

* Professora Associada do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
** Professor/a Adjunto/a do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

 

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