Os Primórdios da Psicanálise e a insuficiência do descritivismo

Samira Pontes, Roberto Calazans

Resumo


A problemática perpassada neste trabalho refere-se ao questionamento, a partir da Psicanálise, da insuficiência do postulado descritivista que orienta a nosografia psiquiátrica do Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais (DSM), no que tange ao estabelecimento de um diagnóstico diferencial. Buscamos, nos textos pré-psicanalíticos de Freud, demonstrar que em seu esforço inicial de sistematização teórica e clínica, o autor já apontava a insuficiência de uma nosografia sintomática meramente descritiva, uma vez que a descrição pura dos sinais e sintomas de uma patologia não permite uma articulação inteligível, entre aquilo que se apresenta como fenômeno clínico, e os aspectos estruturais. Apresentamos também as formulações iniciais sobre a psicose, evidenciando o esforço freudiano no sentido de uma sistematização de seu diagnóstico diferencial. Se é no âmago das distinções das estruturas clínicas que se opera um diagnóstico diferencial, o descritivismo inviabiliza sua articulação ao promover a descaracterização das diferenças estruturais.

Palavras-chave


psicanálise; descritivismo; diagnóstico diferencial

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2016.24841

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