Homenagem

 

Nossos agradecimentos Meg

 

 

Deise Mancebo

Professora Titular do Instituto de Psicologia da UERJ

Endereço para correspondência

 

 

Margarete de Paiva Simões Ferreira, psicóloga formada pela UERJ, mestre em Saúde Pública pela ENSP/FIOCRUZ, faleceu no dia 3 de dezembro de 2006, vitimada por um câncer contra o qual lutou por 10 anos.

Na realidade, a luta e a construção coletiva marcou sua vida, desde a juventude! Ainda na universidade, fundou e integrou o Centro Acadêmico do Instituto de Psicologia da UERJ, em tempos muito difíceis. Envolveu-se, assim, na luta contra a ditadura militar e participou ativamente da criação do Partido dos Trabalhadores, no Rio de Janeiro, onde militou, mas aliando-se sempre aos que valorizavam a discussão democrática, a organização “pela base” e a radicalidade das lutas contra a dominação em suas diversas facetas.

Na Psicologia, participou das discussões e das lutas em prol da Reforma Psiquiátrica, valendo destaque para o trabalho desenvolvido em Jurujuba, entre 1986 e 1992, onde experiências inovadoras foram exercitadas, sempre marcadas por uma postura profissional que aliava dedicação, crítica ao modelo hospitalar de atendimento e defesa dos princípios da cidadania para a loucura.

Atuou ainda no Conselho Federal de Psicologia e na desgastante, mas necessária, intervenção no Conselho Regional de Psicologia da 5ª Região, gestões nas quais o compromisso social da Psicologia e a defesa intransigente da ética na profissão fizeram-se presente.

Nos últimos anos, notabilizou-se pela participação em programas de prevenção à AIDS. Esta faceta de sua vida teve início na Secretaria Estadual de Saúde, em 1992, e teve continuidade no Instituto de Pesquisa Clínica (IPEC) da FIOCRUZ, onde trabalhou nos últimos tempos em pesquisa de abordagem inédita que envolvia casais sorodiscordantes. Neste campo, era conhecida e querida por diversos grupos, em especial, pela postura crítica que a movia, pelo movimento que desenvolvia à sua volta, mas também pela postura acolhedora e carinhosa que a caracterizavam. Especificamente por essa frente de trabalho, Meg (como era conhecida) foi homenageada em 1º de dezembro de 2006, no Dia Mundial de Luta contra a AIDS, no ato organizado pelas entidades envolvidas nas campanhas de combate à epidemia, na Cinelândia.

Meg era alegre, gostava de festas, confraternizações e da vida! Morreu cedo, aos 48 anos, em sua casa, na Tijuca, ao lado do marido, nosso colega e professor da UERJ Ademir Pacelli Ferreira, e de seus filhos Daniel e Janaína.

Deixou-nos um rastro de existência exemplar e uma saudade intensa, muito intensa!

 

 

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