ARTIGOS

 

Novos rumos da psicanálise como a clínica do mal-estar

 

Psychoanalysis' new paths as the clinic of discontent

 

 

Gilsa F. Tarré de Oliveira

Psicanalista
Doutora em Teoria Psicanalítica pela UFRJ
Prof. Assistente da Universidade Estácio de Sá e Coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade Estácio de Sá

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A descoberta da psicanálise abalou profundamente as fronteiras entre o normal e o patológico no campo da saúde mental. Considerada por Freud como a “ciência dos rastros” e muito diversa do furor sanandi cada vez mais presente no pragmatismo ideológico dos tempos atuais, a invenção freudiana fala do saber inconsciente como um saber sem moradia fixa, assinalando a inquietante presença do enigma em nossas vidas. É inegável que a presença na universidade permitiu um reforço no desenvolvimento da psicanálise, hoje já incorporado à própria história do movimento psicanalítico. Por um lado esse fato posiciona a psicanálise na cultura e na vida política, incluindo para além do tratamento individual, a participação dos analistas nas problemáticas ligadas à saúde mental no século XXI; por outro, coloca em relevo a especificidade do ensino e da transmissão da psicanálise que integra teoria, prática e pesquisa.

Palavras-chave: Psicanálise, Psicoterapia, Mal-estar.


ABSTRACT

The discovery of psychoanalysis profoundly altered the frontier between the normal and the pathological in the field of mental health. Considered by Freud as the "science of traces" and very different from the furor sanandi ever more present in the ideological pragmatism of today, the Freudian invention speaks of the unconscious knowledge as homeless knowledge, noting the unrelenting presence of the enigma in our lives. It is undeniable that its presence in the university strengthened the development of psychoanalysis, today already incorporated into the own history of the psychoanalytic movement. On one hand, this positions psychoanalysis in culture and in the political life, including beyond the treatment of the individual, the participation of analysts in the problems linked to mental health in the 21st century. On the other hand, it highlights the specificity of teaching and of the transmission of psychoanalysis that integrates theory, practice and research.

Keywords: Psychoanalysis, Psychotherapy, Discontent.


 

 

Novos rumos da psicanálise como a clínica do mal-estar

Disse muitas vezes que considero a significação científica da análise mais importante que sua significação médica e, na terapêutica, sua ação de massa pela explicação e exposição dos erros mais eficaz do que a cura de pessoas isoladas.

S. Freud

(Carta ao Pastor Pfister, 1928)

 

O pesquisador e sua condição de estrangeiro

Considerada por Freud como a “ciência dos rastros” (RICCI, 2005) e muito diversa do furor sanandis cada vez mais presente no pragmatismo ideológico dos tempos atuais, a invenção freudiana postula o saber inconsciente como um saber sem moradia fixa, assinalando a inquietante presença do enigma em nossas vidas.

Empenhada em dissolver a mitologia positivista, que se centra numa concepção ideal de ciência como conjunto compacto, classificatório e coerente de saberes, a descoberta da psicanálise abriu novos caminhos que abalaram profundamente as fronteiras entre o normal e o patológico no campo da saúde mental. Como uma nova forma de fazer ciência, uma “ciência da escuta”, a pesquisa freudiana voltou-se para os fatos pouco aparentes deixados de lado pelas outras ciências por serem considerados rebotalhos, insignificantes demais, do mundo dos fenômenos. Esta é a marca de uma escolha e de uma orientação precisa da especificidade assumida pela psicanálise.

Através da leitura dos primeiros relatórios clínicos reunidos nos “Estudos sobre a histeria”, (FREUD, [1893-1895], 1976-a) cujo estilo e formato escapavam aos cânones científicos da época, podemos acompanhar os esforços de Freud para tornar transmissíveis os dados de uma experiência pioneira e absolutamente inovadora. A narrativa das histórias, próximas de verdadeiros ‘romances’, já antecipam o laço que se tornará cada vez mais estreito entre a prática da clínica psicanalítica, a criação e o trabalho artístico.

Freud associa a invenção da função do psicanalista com a condição de pesquisador estrangeiro; estrangeiro tanto em relação a si mesmo – pela surpresa de constatar a possibilidade de avançar e abrir novos caminhos a partir de seu encontro com a fala de suas pacientes e com o saber inconsciente absolutamente singular ali revelado –, como também em relação à perspectiva médica e classificatória herdada da clínica clássica.

Desde o início, qualquer tentativa de fixar a invenção freudiana em um determinado âmbito do saber seja ele humanista ou científico, resulta sempre inadequada. O campo de pesquisas inaugurado pela psicanálise no alvorecer do século passado, assim como a construção e a organização do movimento psicanalítico que foi se espalhando pela Europa graças à paixão e à aposta de Freud, foram governados por uma única política, a da ética. A primeira experiência associativa entre os interessados nas pesquisas de Freud ocorreu nas reuniões da “Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras”, onde eram discutidos fragmentos clínicos, elaborações sobre a metapsicologia e reflexões sobre leituras de livros. A partir de 1908, por ocasião do Congresso de Salzburg que essa Sociedade organizou, surge, a título pleno a palavra psicanálise, dando lugar à “Sociedade Psicanalítica de Viena” que dá início à política da psicanálise. Segundo Ricci (2005):

Uma política, no sentido nobre do termo, começa quando um discurso, uma teoria, uma prática, uma experiência adquirem consistência. Quando se entrevêem novos horizontes [....] no itinerário freudiano é tempo de promover um discurso, de confrontá-lo, de jogá-lo de diferentes formas ao longo de outras interseções e outras alianças (p. 152).

 

Psicanálise e psicoterapia

A clínica psicanalítica brota de uma profunda transformação da posição frente ao saber e à emergência da verdade que não se resolve meramente na aplicação de técnicas, sejam estas inspiradas por modelos experimentais comportamentalistas, ou o seu oposto, modelos mais filosóficos e humanistas. A partir da intervenção freudiana e em função mesmo de dissidências entre seus discípulos, ambos os modelos foram se multiplicando e derivando na criação de uma gama diversificada de práticas psicoterápicas em diferentes cantos do mundo. Contudo, as promessas da ciência aliadas às demandas de soluções rápidas para o mal-estar do sujeito no mundo atual, vêm contribuindo para uma notória expansão e penetração das técnicas comportamentalistas.

Em vários momentos de seu percurso Freud utilizou a palavra psicoterapia referindo-se à psicanálise. Contudo, a iniciativa de Lacan de um retorno ao legado freudiano resultou na construção de um valioso roteiro para diferenciar a psicanálise do vasto campo das psicoterapias e até mesmo daquelas que se definem como de inspiração psicanalítica. Em seus primeiros “Seminários” e “Escritos”, notadamente no período entre 1953-1963, novos paradigmas são introduzidos de modo a promover uma redescoberta da clínica psicanalítica. Sob o título “O simbólico, o imaginário e o real” - como os três registros que estruturam a realidade humana -, Lacan inaugura a primeira reunião científica da Sociedade Francesa de Psicanálise e, pela primeira vez, aparece a famosa fórmula “retorno aos textos freudianos” (LACAN, [1953], [19--]). A realização desta proposta implica, entre outras conseqüências, a de reservar o termo psicoterapia às práticas que têm por objetivo a ‘adaptação’ do sujeito através de um trabalho considerado como de ortopedia egóica.

Em “Radiofonia” – transcrição de uma entrevista concedida por Lacan ([1970], 2003) a uma rádio –, diante da pergunta de como localizar mais precisamente e, em que pontos incidiriam a oposição entre psicoterapia e psicanálise, sua resposta é pontual: o divisor de águas baseia-se nas duas vertentes da estrutura da linguagem: o sentido e não-sentido. Ou seja, ainda que ambas utilizem a mesma ferramenta que é a palavra, enquanto a psicoterapia trabalha pela via do sentido, a psicanálise dá lugar ao não-sentido. A psicoterapia tenta conduzir ao “bom sentido”, o do senso comum, da sugestão, opera per via di porre, conforme a famosa metáfora de Leonardo da Vinci, mencionada por Freud em seu texto “Sobre a psicoterapia” ([1905], 1976-b). Com efeito, se como observava Leonardo da Vinci a pintura se faz por via di porre, a escultura se faz por via di levare, metaforizando a antítese entre a técnica sugestiva e a analítica. Nesse sentido o analista faz como o artista: retira da pedra a escultura que nela já lá estava.

O manejo transferencial, incluindo decisões que vão desde a freqüência e duração de sessões, às concepções sobre o término do tratamento e a formação do analista circunscrevem diferenças que podem ir sendo identificados entre psicanálise e psicoterapia. A esse respeito, em seu primeiro seminário, ao abordar os “Escritos Técnicos de Freud”, Lacan ([1953-1954], 1979) já havia sinalizado que a técnica só pode valer em função das questões que se colocam para aquele que a adota. Psicanálise e psicoterapia fazem uso de uma ferramenta comum que é a palavra; contudo, o analista opera com uma ignorância douta, uma forma refinada de saber que inclui o não saber e resiste tanto às perspectivas clínicas baseadas em modelos pragmáticos de cura voltados para a normalização do sujeito, quanto às perspectivas que não abrem mão do velho paradigma da compreensão.

Inúmeras são as psicoterapias e fazer um inventário das mesmas além de ser um grande desafio, escapa aos limites deste trabalho. De qualquer modo, é preciso sublinhar que a maior parte tem um tempo de vida curto, e quando sobrevivem é em função de modificações que associam umas às outras, em nome de reivindicarem uma abertura onde o ecletismo é a regra. Em linhas gerais, com algumas variações, as psicoterapias em sua maior parte, lidam com um sujeito unificado e apostam na felicidade como uma promessa cuja realização é paga ao preço da adaptação. São terapias que prometem conduzir o paciente ao bem-estar utilizando os poderes da sugestão e da identificação ligados à figura de um mestre detentor do saber – o próprio psicoterapeuta. Tal meta não deixa de ter sempre alguma relação à noção da adaptação, ou seja, à idéia de que para encontrar bem-estar é necessário se adaptar em função da realidade.

O conceito de adaptação está diretamente associado à noção de saúde mental, sendo mesmo considerado como um dos mais importantes critérios de avaliação. Conforme sublinha Miller (2004), o conceito de adaptação suplantou o de harmonia que dominou o imaginário durante séculos até surgir a noção de saúde mental como ideal a ser alcançado. Por que, indaga ainda, não havia anteriormente esta promoção da saúde mental? Lembremos que ao ser humano foi interditado viver numa perfeita união e harmonia com a natureza. Encontramos esse apontamento em “Mal-estar na civilização” onde Freud ([1930], 1976-e) aborda com rigor que a impossibilidade de um gozo total divide o sujeito e organiza a sociedade. Essa falta de harmonia é interpretada como uma das três grandes fontes de sofrimento humano, ao lado da impossibilidade de um perfeito domínio sobre a natureza e a inelutável certeza da decadência do corpo com o envelhecimento. Por seu turno, Lacan enfatiza ainda que o mundo da linguagem exila o sujeito de seu gozo, sendo o desejo aquilo que é contrário a toda homeostase e, portanto, ao bem-estar (LACAN, [1969-1970], 1992).

Temos aqui delineados aspectos importantes que tocam o âmago do problema da diferenciação entre a psicanálise e as psicoterapias. É sempre bom lembrar que os efeitos terapêuticos também fazem parte da psicanálise, ainda que não seja este o objetivo de um tratamento psicanalítico. Freud recomendava aos analistas que não deveriam ter pressa em curar, e que o terapêutico numa análise vinha como que por acréscimo ao seu objetivo maior: promover uma mudança no sujeito sem prometer a felicidade no sentido da homeostase. Nos termos de Lacan, diríamos tratar-se de uma terapia do desejo, de uma clínica que busca promover mudanças nas condições de gozo que são absolutamente singulares a cada sujeito, fora das normas prescritas e dos modismos globalizados por intermédio da perversa aliança estabelecida entre a ciência e o capitalismo na atualidade e os ideais que moldam o laço social de nossos dias.

O que de um lado for rechaçado pelo discurso da ciência como o que não caminha bem, de outro, é o que será trazido para uma análise ou para alguma psicoterapia. A distância é grande no modo como cada uma dessas técnicas vai lidar com o saber e o seu rechaço. Para além do tratamento individual, devemos ter em mente que o saber do psicanalista freudiano consiste, fundamentalmente, num saber sobre o fracasso e o sofrimento do sintoma; sobre um mal-estar fundamental do sujeito na civilização, que uma vez tendo sido isolado por Freud, justifica plenamente a participação dos analistas nas problemáticas ligadas à saúde mental no século XXI. Observamos, através da psicanálise, que o sujeito produz muito mais sentidos do que necessita para viver. Ordenar estes sentidos, sobretudo o sentido sexual, é um problema de ordem política que incide no programa da civilização (LAURENT, 2000).

 

Uma ciência do mal-estar

Não há responsabilidade que não seja experiência do impossível. Nós o dizíamos um momento atrás: quando uma responsabilidade se exerce na ordem do possível, segue uma inclinação, executa um programa. Faz da ação a conseqüência aplicada, a simples execução de um saber ou de uma práxis, transforma a moral e a política em uma tecnologia (DERRIDA, 1991)

Em “A questão da análise leiga” ([1926], 1976-d), Freud repete várias vezes que o diploma de medicina não é indispensável à formação do psicanalista, o qual deveria sim, incluir matérias estranhas aos médicos como história da civilização, mitologia, psicologia da religiões, literatura. Freud defendia veementemente que sem o confronto entre o campo de pesquisas aberto pela psicanálise e outros âmbitos da cultura e da arte, o risco seria o de uma degradação da psicanálise que a transformaria em instrumento unicamente terapêutico, em mera “técnica da psique”. Tampouco desejava e até temia que a psicanálise fosse engolida pela medicina e fosse encontrada nos tratados de psiquiatria, no capítulo terapia, como um dos procedimentos do tipo sugestão hipnótica ou auto-sugestão, nascidos da ignorância e da inércia das massas a que devem sua efêmera eficácia. A psicanálise merecia um destino melhor. Aproximadamente dez anos depois, em “Análise terminável e interminável”, Freud ([1937], 1976-f) volta a sublinhar que a relação analítica é fundada no amor da verdade e não tolera fingimentos, nem enganos. Ali também postula ser a psicanálise quase um ofício impossível cujo resultado insatisfatório é previsto com antecedência. A ética da psicanálise é o testemunho de como os psicanalistas desenvolvem e elaboram este “impossível” a que Freud se refere.

A política de Freud foi a de buscar garantir para a psicanálise um estatuto científico, mas para cumprir esse objetivo seguiu o caminho da ética, deixando claro que a experiência psicanalítica não deveria ser confundida com uma oferta de reparação de algo que não funciona. Em seu artigo “Sobre o ensino da psicanálise nas universidades” ([1919], 1976-c) – cujo título em húngaro se traduz pela pergunta: “Deve a psicanálise ser ensinada na universidade?” – que parece ter pertencido a uma série que tratava das reformas na educação médica, Freud privilegia o problema da formação do analista e secundariamente aborda a questão do reconhecimento da psicanálise por parte da universidade. Reafirma que apenas a travessia da análise pode propiciar a formação clínica e didática de um psicanalista: o psicanalista poderia, segundo ele, dispensar a universidade.

Por certo os estudos psicanalíticos em sua maior parte se realizam fora da universidade e são as instituições psicanalíticas, cada uma ao seu modo, que se encarregam dos programas de formação, sempre apoiados no tripé: análise pessoal, estudo teórico e supervisão. Entretanto, é inegável que a presença na universidade permitiu um reforço no desenvolvimento da psicanálise, hoje já incorporado à própria história do movimento psicanalítico. Por um lado, esse fato posiciona a psicanálise na cultura e na vida política, incluindo os novos desafios da ciência, as mudanças da sociedade, preocupações históricas, filosóficas e literárias; por outro, coloca em relevo a especificidade do ensino e da transmissão da psicanálise evidenciado que a psicanálise não prioriza a teoria por si só, mas integra teoria, prática e pesquisa.

Levantando questões sobre o futuro da psicanálise, Roudinesco (2000) comenta em especial a situação do Brasil e da Argentina em virtude da força particular de seus departamentos de psicologia instalados nas universidades e que ao privilegiarem o ensino da psicanálise, colocam-se hoje na “vanguarda do renascimento do freudismo”. Motivo de contentamento para nós, sem dúvida. Mas é preciso ainda acrescentar alguns comentários.

Essa presença dos analistas nas universidades testemunha que o interesse pela vocação da psicanálise como ciência do mal-estar do sujeito na cultura, ultrapassa o interesse pela clínica restrito aos consultórios e se amplia para as mais variadas manifestações do mal-estar no laço social: na política, na família, na educação, em hospitais gerais, em CAPS, nas apresentações de pacientes, em atendimentos ambulatoriais, nas empresas, enfim, na sociedade em geral.

O futuro e a responsabilidade para com essa presença nas universidades em quaisquer das posições que possam ser ocupadas – ensino, supervisão, pesquisa – guarda uma relação necessária e indissociável com o discurso do analista tal como proposto por Lacan ([1969-1970], 1992). No matema proposto, a verdade se reintegra a algo do saber sem ficar submetida a ele como uma exigência de saber toda a verdade. Ou seja, o resto – residuo do saber - é colocado em seu devido lugar sem tamponamento do real. Lacan assinala que esse real é incômodo e difícil de suportar, definindo por esta mesma via a clínica: “o real como impossível de suportar”.

Deste ponto de vista é possível dizer que de certo modo “a clínica está em todas as partes” (MILLER, 2004) e como analistas somos convocados a participar das problemáticas de nosso tempo, sustentando um lugar que possa preservar a articulação entre normas e particularidades individuais, sem deixar de visar a ética da psicanálise que se fundamenta, como visto, na concepção de que o tratamento não tem como visada o bem-estar mas parte do princípio de que não é possível deixar de considerar o real e o mal-estar na cultura.

 

Referências bibliográficas:

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LACAN, J. O simbólico, o imaginário e o real. Conferência proferida na Sociedade Francesa de Psicanálise em 8 de julho de 1953. Versão inédita da Escola Freudiana de Buenos Aires. Buenos Aires: Escola Freudiana, [19--].

________. (1953-1954) O seminário. Livro I. Os escritos técnicos de Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1979.

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ROUDINESCO, E. Por que a psicanálise? Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2000.

Endereço para correspondência
Gilsa F. Tarré de Oliveira
E-mail: gtarrre@globo.com
Recebido em: 25 de novembro de 2006.
Aceito para publicação em: 10 de dezembro de 2007
Acompanhamento do processo editorial: Deise Mancebo e Sonia Alberti



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