A globalização e o direito cosmopolita

Alexandre Sales Cabral Arlota

Resumo


DOI http://dx.doi.org/10.12957/cosmopolitan.2014.10023

Este artigo visa a traçar um panorama geral do fenômeno da globalização, e delinear como característica marcante a difusão de elementos de estraneidade, a permear as relações interpessoais. No esteio da internacionalização, estabelecem-se relações atípicas, situações da vida privada a que afetam elementos estrangeiros, desestruturando-se a normalidade decorrente de vínculo exclusivo com um único Estado.

Associada à pluralidade, a cognoscibilidade se apresenta como traço definidor da contemporaneidade, sendo que a incorporação de distintas áreas no modelo pós-fordista de produção depende da revelação dos atrativos daquele território, de modo que se evidencie o que ele pode oferecer à ordem global.

A globalização, por sua vez, ao mesmo tempo em que permite a integração de novos territórios à ordem internacional, afasta outros tantos, aprofundando assimetrias já existentes, em uma dialética centrípeta e centrífuga.

Por sua vez, a ação das transnacionais, desfidelizadas e desenraizadas, leva com alguma reincidência a lógicas fragmentadas, o que facilita a desestabilização dos laços de solidariedade que ligam os povos e os territórios.

A emergência de um direito efetivamente cosmopolita funda-se no reconhecimento de que muitos dos desafios contemporâneos não podem ser satisfatoriamente enfrentados de forma desconcertada e, simultaneamente, procura retomar o fundamento ético que se esvai das relações interestatais e interpessoais.

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DOI: https://doi.org/10.12957/cosmopolitan.2014.10023

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