Formação de carteira de investimentos baseada em value investing: um estudo entre as metodologias de Piotroski e Greenblatt

Antonio Carlos Magalhães da Silva, Robson Machado Faria, Paulo Roberto da Costa Vieira

Resumo


A pesquisa teve como objetivo verificar se a metodologia proposta por Piotroski (2000) e Greenblatt (2010) baseada em índices contábeis possui eficácia na bolsa de valores do mercado brasileiro. Para tanto, tratou-se de aplicar o procedimento de back-test da metodologia do F-Score de Piotroski e a fórmula mágica de Greenblatt nas empresas com ações negociadas na B3 e em seguida comparou estes resultados com o índice do Ibovespa e os principais fundos de ações ativos no Brasil, no período de 2007 a 2017. O resultado das carteiras foram superiores a do Ibovespa, sendo que a carteira de Piotroski obteve um retorno anual de 8,35%, e a carteira de Greenblatt obteve um retorno anual de 11,06%, contra 5,04% do Ibovespa, ao ajustar o risco (pelo índice de Sharpe), os resultados das carteiras mantiveram sendo superiores ao índice do Ibovespa, além do mais as carteiras apresentaram risco inferiores ao Ibovespa, pois a carteira de Piotroski obteve um risco de 2,87%, a de Greenblatt 6,02% contra 33,58% do Ibovespa. Ao comparar com os fundos de ações existentes no Brasil no mesmo período, o resultado se manteve. Portanto, a carteira que conquistou melhor resultado foi a de Piotroski, pois o índice de Sharpe da mesma foi 2,91, sendo superior a de Greenblatt 1,84 e o Ibovespa 0,15. Logo, estes resultados indicam ser possível alcançar retornos acima do mercado no Brasil utilizando apenas dados públicos históricos.

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DOI: https://doi.org/10.12979/rcmccuerj.v25i3.59751



ISSN da versão on-line (atual): 1984-3291
Periodicidade: Quadrimestral
Classificação CAPES: A3

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