Ajuste a valor justo dos ativos biológicos e a volatilidade dos resultados de empresa brasileiras

Cristiano Machado Costa, Fábio Moraes da Costa, Clóvis Antônio Kronbauer, Ederson Luiz Serraglio

Resumo


O pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 29 modificou a forma de contabilização dos ativos biológicos pelas empresas brasileiras. Dentre as mudanças está a avaliação periódica e a necessidade de mensuração a valor justo. A adoção da avaliação a valor justo pode aumentar a volatilidade dos resultados das empresas, uma vez que as variações anuais são contabilizadas como ajustes que passam pelas contas de resultado das empresas. Este artigo investiga os efeitos da mensuração a valor justo dos ativos biológicos sobre a volatilidade do resultado anual das empresas brasileiras entre 2010 e 2014. Para a pesquisa, foram selecionadas 41 empresas que possuíam ativos biológicos no período. Foram coletados dados de 25 empresas de capital aberto listadas na BM&FBovespa e 16 empresas de capital fechado que estavam entre as 500 Maiores e Melhores do Brasil, segundo a Revista Exame. Por meio de testes de diferenças de médias, observou-se que a simples adoção da mensuração a valor justo, versus custo-histórico, não afeta a volatilidade do resultado das empresas. Entretanto, uma análise, por meio do método de mínimos quadrados ordinários, indica que a volatilidade dos preços de culturas que tem seus ativos mensurados por meio de preços de commodities ou em mercados ativos, consideradas Nível 1, afeta diretamente a volatilidade dos resultados das empresas. Já a volatilidade de preços de culturas que não são mensuradas dessa forma (Nível 3), como Florestas, não apresentam esse efeito, bem como a de culturas que possuem ciclo de vida inferior a um ano, como no caso das Aves.

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DOI: https://doi.org/10.12979/rcmccuerj.v23i3.50698



ISSN da versão on-line (atual): 1984-3291
Periodicidade: Quadrimestral
Classificação CAPES: A3

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