A influência da representatividade dos ativos intangíveis sobre o retorno das ações quando do anúncio de revisão do rating soberano do Brasil para grau especulativo

José Luis Modena, Marcela Caroline Sibim, Jorge Eduardo Scarpin, Claudio Marcelo Edwards Barros

Resumo


Esse artigo analisa a relação entre os ativos intangíveis e o retorno anormal observado no mercado financeiro brasileiro frente ao downgradedo rating soberano para nível especulativo dado pela agência Standard & Poor’s em 2015. Para tanto, foi utilizado como amostra as ações de empresas pertencentes ao Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Os eventos foram testados a fim de verificar se as informações divulgadas pela agência de rating eram capazes de gerar retornos anormais. Foram testadas as características das empresas elencadas na amostra, sendo adotada como variável independente a intangibilidade e como variáveis de controle grau de participação do capital próprio no financiamento das atividades, a cobertura de capital e o endividamento. Os resultados observados após aplicação de regressão cross section indicam que aos níveis de 10%, 5% e 1% de significância todas as variáveis elencadas mostraram-se capazes de explicar os retornos anormais acumulados. Mais especificamente, observou-se que a representatividade dos intangíveis apresenta efeito negativo sobre os retornos anormais acumulados. Além disso, ressalta-se que os resultados cooperam para os analistas de mercado financeiro, que diante das informações relacionadas a determinadas características empresariais, poderão direcionar opiniões.

Palavras-chave


Rating Soberano. Retornos Anormais. Ativos Intangíveis.

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DOI: https://doi.org/10.12979/rcmccuerj.v24i1.50687



ISSN da versão on-line (atual): 1984-3291
Periodicidade: Quadrimestral
Classificação CAPES: A3

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