Razões religiosas na esfera pública: uma análise da atuação pentecostal no Congresso Nacional

Inês Ferreira Dias Tavares

Resumo


Na pluralidade do mundo moderno, diversos autores debatem acerca de como legitimar políticas coercitivas em uma democracia, já que a referência a uma visão de mundo não atende a todos os grupos sociais. Diante disso, autores como John Rawls propõem que na esfera pública adentrem apenas razões que todos possam razoavelmente aceitar, o que exclui razões religiosas. Outros autores, porém, criticam os pressupostos dessa limitação, além de apontar os benefícios que as razões religiosas podem trazer à esfera pública. Dentro desse debate se insere perfeitamente a atuação do movimento religioso pentecostal na política brasileira: o Congresso Nacional possui hoje uma expressiva bancada evangélica, que faz uso tanto de argumentos laicos quanto religiosos. O presente artigo, portanto, busca reproduzir e criticar esse debate, tanto do ponto de vista teórico quanto do ponto de vista empírico, dividindo-se em três partes: apresentação da teoria exclusivista de John Rawls; críticas a essa teoria; análise do movimento político pentecostal no Brasil.


Palavras-chave


Liberdade religiosa; democracia; liberalismo; razões públicas

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DOI: https://doi.org/10.12957/publicum.2015.19148

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