ORAÇÃO CORRELATA COMPARATIVA: DO LATIM AO PORTUGUÊS

Márcio Luiz Moitinha Ribeiro, Felipe de Andrade Constancio

Resumo


A tradição gramatical latina – milenar, portanto – tem-nos oferecido a oportunidade de entender melhor a constituição estrutural e funcional das línguas vernaculares, entre elas o português. Este trabalho revisita um tópico que ainda oferece muitas discussões, na ordem do dia, em termos de articulação de orações, a saber: o estatuto das orações correlatas em evidência nos mais diversos manuais que lidam com a sintaxe do período composto. Esse estatuto é revisitado aqui de modo a direcionar esforços para o entendimento de como um tipo específico de correlatas – as comparativas – formaram-se até chegar ao que conhecemos, atualmente. Nesse breve percurso analítico, é sensato dizer que os adjetivos, em perspectiva diacrônica, tornaram-se as âncoras estruturais para que a comparação alcançasse a dimensão oracional, uma vez que a noção do grau semântico da classe dos adjetivos parece ter habilitado a formação das orações correlatas comparativas, em termos evolutivos.


Palavras-chave


comparação; correlação; sintaxe

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DOI: https://doi.org/10.12957/principia.2020.55872

Direitos autorais 2020 Márcio Luiz Moitinha Ribeiro, Felipe de Andrade Constancio

e-ISSN 2358-7326 | ISSN: 1415-6881

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