POLÊM!CA Revista Eletrônica

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KAXINAWÁ PESQUISAS SONORAS (¹)

MAURO SÁ REGO COSTA é Professor Adjunto da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense / UERJ; Procientista; Coordenador do Laboratório de Rádio UERJ/Baixada e do Estúdio de Som e Música da FEBF/UERJ. Coordenador do Kaxinawá Pesquisas Sonoras - maurosarego@gmail.com

ALEXANDRE SPERANDÉO FENERICH - Compositor, professor Adjunto I - IAD – UFJF; Co-coordenador do Kaxinawá  Pesquisas Sonoras e membro do Grupo de Pesquisas em Música e Artes Sonoras (GRUMAS) da UFJF; fenerich@gmail.com

ADRIANA GOMES RIBEIRO - Doutoranda em Educação na PUC-Rio de Janeiro, Membro do Kaxinawá Pesquisas Sonoras e do GRUPEM (Grupo de Pesquisa Educação e Mídia, da PUC-Rio); gomesribeiroadriana9@gmail.com

PEDRO DE ALBUQUERQUE ARAUJO - Mestre em Educação, Cultura e Comunicação pela FEBF/UERJ. Membro do Kaxinawá Pesquisas Sonoras; albu76@gmail.com


Resumo: A criação de um grupo interdisciplinar e inter-institucional de pesquisas sonoras, integrando pesquisadores da UERJ, PUC-Rio e da UFJF, visa não só a produção teórica no campo das pesquisas sonoras, como a produção de peças sonoras e radiofônicas em gêneros pouco difundidos no rádio brasileiro como o radiodrama, a poesia sonora, além das composições a partir de paisagens sonoras.  A produção do grupo pretende a difusão em rádios educativas e outros canais como eventos artísticos que recentemente passaram a incluir o rádio entre seus suportes. O grupo também trabalha em associação com a educação formal e não-formal, relacionadas ao currículo e a projetos da Faculdade de Educação em que está sediado.
Palavras-chaves: Grupo de Pesquisa Inter-institucional; Pesquisas Sonoras; Novas Linguagens de Rádio; Educação Sonora e Musical.

KAXINAWA AND SOUND RESEARCH

Abstract: Creation of an interdiscplinary and inter-institutional group of Sound Research, including researchers from UERJ, PUC-Rio and UFJF, and aiming not only the theoretical research in the area but also the production of sound and radio pieces in some genera less listened in Brazilian radio, such as radiodrama, sound poetry and compositions with soundscapes. The group´s production is aimed for broadcasting in Educational Radio stations or diffusion in artistic events which recently included Radio as an artistic medium. The group also works in association with formal and non-formal education, relating with the curriculae and projects of the School of Education where it is located.
Key-words: Inter-institutional research group; sound research; sound poetry; radiodrama; Educational University radio stations; Sound and Music Education

O grupo Kaxinawá Pesquisas Sonoras estabelece-se como grupo de pesquisa acadêmica interinstitucional no CNPq na sequência de uma história que começa com a criação da Rádio Comunitária Kaxinawá e sua hospedagem pela FEBF -  Faculdade de Educação da Baixada Fluminense -, da UERJ, em Vila São Luís, Duque de  Caxias (COSTA, 2011). Fazem parte do grupo, no momento, Mauro Costa, seu coordenador, três mestres formados  no Programa de Pós-graduação da FEBF, Adriana Ribeiro, Pedro Albuquerque e Carlos Alexandre Moraes; o técnico de estúdio Marcelo Lopes - antigo colaborador da Rádio -; e  Alexandre Fenerich,  compositor e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.

  Fenerich fazia um programa na Rádio Kaxinawá - Paisagens Sonoras - na época de seu Mestrado na Escola de Música da UFRJ; foi o compositor do primeiro radiodrama que produzimos com um grupo misto associado ao radioforumbr (2) e agora volta a trabalhar conosco, criando um elo com a Universidade Federal de Juiz de Fora para onde acaba de ser contratado por concurso - e lá se associando a um grupo já organizado de pesquisas sonoras.  Dos demais participantes, Pedro Albuquerque e Carlos Alexandre são músicos (tendo atuado também na Rádio Kaxinawá)  e Adriana, além de musicista é produtora  independente de rádio.

Assim como nossa experiência com a Rádio Kaxinawá,  o Kaxinawá Pesquisas Sonoras é um atravessamento entre modos não-institucionais, não-formais  de agenciamento e o mundo acadêmico – na Universidade isso tem o nome de Extensão. Nosso projeto inclui, evidentemente, a Pesquisa, a produção acadêmica escrita, produção de teoria, da qual a área se ressente.  Mas associa esta à produção sonora, radiofônica e musical, em que participam pessoas e grupos não-acadêmicos: alguns dos exemplos que enumeramos e descrevemos no corpo deste trabalho dão os traços do que estamos falando.

A criação do grupo surgiu a partir da instalação de um estúdio de som e música profissional na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (UERJ) (3) – sendo isto uma ideia inovadora -, pois, poucas Faculdades de Comunicação contam com um estúdio desse porte e somente as Faculdades de Música tem a prerrogativa, de ensinar música, por direito.

A lei 11.769 de 18 de agosto de 2008 tornou obrigatório o ensino de Musica no Ensino Fundamental e Médio em todas as escolas do país (4) mas, não especifica que tipo de educação musical é exigido, nem que conteúdos se devem incluir. Como Faculdade de Educação, naturalmente também deveríamos responder a esta nova demanda (apesar de sua tão vaga formulação). 

Assim, uma das dimensões dos trabalhos do grupo, no estúdio da FEBF, é realizar atividades de aproximação dos futuros professores com aspectos formais e estéticos da música,  deixando em aberto propostas metodológicas e noções do que é e como deve ser o ensino musical. Podemos dizer que o estúdio amplia o trabalho já realizado pela Rádio (que proporcionava aos alunos trabalhos de seleção e comentários de repertórios musicais), nas disciplinas eletivas de Rádio.

  Instalou-se o Estúdio, mas a UERJ, até o  momento não criou um cargo de técnico de estúdio, ou mesmo operador de áudio (cargo existente nos quadros da Universidade) e que estabeleceria uma pessoa responsável pelo funcionamento e a segurança do Estúdio. Nossa saída, para não manter o estúdio fechado, foi a organização deste pequeno grupo de produção e pesquisa que já vem atuando desde o início de 2011.

Estabelecemos como metas atuar associados à Rádio, na produção de gêneros radiofônicos que exigem tanto uma melhor qualidade sonora – permitida pelos equipamentos instalados, maior variedade de microfonação e um aplicativo digital profissional de gravação/edição (o Pro-Tools) – assim como dar suporte de qualidade na sonorização da produção para TV da Faculdade. Entre as produções para Rádio, trabalhamos com a composição a partir de paisagens sonoras, a criação de peças de poesia sonora, e radiodrama; além da produção de séries especiais de programas radiofônicos, que possam ser distribuídas para rádios públicas, em especial as educativas universitárias.

A primeira peça produzida pelo Estúdio e recentemente encaminhada para o Concurso Internacional de Producciones Radiofónicas da 9ª Bienal  Internacional de Rádio, no México, foi Technofeira (5).Foi uma peça em que a equipe trabalhou longamente, a partir da gravação de paisagem sonora  da feira pública do bairro da Glória (Rio de Janeiro),  feita por Pedro Albuquerque e Adriana Ribeiro; e  com sua versão final composta por Pedro Albuquerque.  Paisagens sonoras e a composição musical  utilizando paisagens sonoras são gêneros que surgem nos anos 60 com o compositor Murray Schafer, criador da expressão “soundscape” (SCHAFER, 2001).  São gêneros minimamente desenvolvidos no Brasil, tendo entre seus poucos exemplos as três peças radiofônicas de Rodrigo Manzano - “Som Paulo” - que foram tema  de seu Mestrado em Comunicação e Semiótica da PUC-SP e chegaram a ser (compradas!!!) e transmitidas  pela Rádio Jovem Pan AM, SP,  assim como pela Rádio MEC, no RJ, e Rádio Educación, no México (6); ou a peça “Viagem Insólita sob Paredes de Ferro” de Alexandre Fenerich (7). E entre as poucas referências teóricas interessantes “Paisagem Sonora: uma proposta de análise” de Rael Toffolo, Edson Zampronha e Luis Felipe Oliveira (8) .

Gravar paisagens sonoras é uma prática corriqueira para vários membros do nosso grupo. Este trabalho também tem sido realizado  como atividade com os alunos de graduação nas disciplinas de Rádio e Arte, Movimento e Ludicidade. O registro se dá como passeio auditivo (SCHAFER, 2001, p.297), com as turmas, pelo entorno da Faculdade,  gravando em grupo, com gravadores digitais portáteis do Estúdio; e também como registro individual de sons relevantes de seu cotidiano, feito com os aparelhos dos alunos, desde mp3s a celulares. Essas paisagens sonoras são depois retrabalhadas no estúdio. Dessa forma,  os alunos exercitam a escuta do mundo e podem trabalhar ideias na fronteira entre música e arte sonora.

Pedro de Albuquerque Araujo produziu e atuou também numa criação baseada em sua pesquisa de Mestrado sobre o método (musical e de educação musical) de Hans-Joachim Koellreuter (ARAUJO, 2010),  executada e gravada (em áudio e em vídeo) no Estúdio.  A composição Sacou-Tocou é para ser concebida no ato de sua execução, mantendo, com isso, forma e estilo abertos, privilegiando a relação entre os músicos. O que interessa aqui é a pesquisa da produção musical sob determinadas condições de possibilidade (o uso de instrumentos de cordas friccionadas) e o acaso (capacidade de afetar e ser afetado e de delinear aquilo que ainda não existe).  O Quarteto Sacou-Tocou foi formado por quatro intérpretes/criadores: Pedro de Albuquerque Araujo (contrabaixo), Mayo Pamplona (contrabaixo), Maria Clara Valle (violoncelo), Nana Carneiro da Cunha (violoncelo). (9)

Há dois programas radiofônicos para distribuição para rádios educativas em processo de produção. O primeiro chama-se  “Exercícios para o ouvido”:  programa de educação da escuta, com base na obra de Murray Schafer. A produção inclui  a realização de oficinas para alunos da FEBF e para crianças que participam de um projeto de atividades no contra-turno escolar, intitulado Projeto Alegria. As oficinas são feitas com  os exercícios propostos por  Schafer, publicados nos livros O ouvido Pensante (SCHAFER, 1991) e Hacia una Educacion Sonora (SCHAFER, 2006). As oficinas são realizadas  e gravadas no espaço do estúdio Kaxinawá, e  no pátio da instituição, ao ar livre. Os exercícios são, desta forma, experimentados e aprendidos pelos professores e monitores do Projeto Alegria, pelas crianças que participam do projeto e pelos graduandos da FEBF.  Muitos dos exercícios propostos por Schafer não demandam uma formação em música, o que facilita a apropriação deles pelos futuros professores do ensino fundamental. A realização de atividades para se desenvolver uma educação pela escuta pode ser incorporada a um espaço de educação formal junto à questões de ecologia, ou mesmo como iniciação musical.

O segundo programa é um especial  sobre o compositor John Cage, cujo centenário de nascimento comemora-se em 2012. Já foi gravada - e transmitida pela Rádio Kaxinawá - uma entrevista com a musicóloga e musicista Vera Terra, uma das principais intérpretes brasileiras de John Cage e também pesquisadora em musicologia da sua obra. (TERRA, 2000)  Estamos editando esta entrevista junto  com peças de Cage interpretadas por Vera Terra e trechos de uma “peça arqueológica”, a entrevista de um coletivo de músicos e compositores brasileiros com o próprio Cage,  gravada por Mauro Costa, no auditório da FUNARTE, Rio de Janeiro,  em 1986.

Além destas produções sonoras o grupo também realizou, em março de 2012,  uma performance no evento Lowlives Occupy ou Occupy with Art, um projeto desenvolvido em plataforma criada  pelo LowLives (grupo de performances sediado em Nova York e que realiza periodicamente eventos mundiais de performance)  junto com o Hemispheric Institute of Performance and Politics,  também de Nova York. No sábado, 3 de março, fizemos a transmissão ao vivo da nossa performance Kaxinawá Occupy. O Occupy with Art contou com 36 artistas, grupos Ocupa e coletivos de artistas em apoio ao Occupy Wall Street e ao movimento Occupy, de treze organizações em oito países – EUA, México, Espanha, Colombia, Brasil, Irlanda do Norte, França e Argentina. O evento, incluindo nossa participação pode ser visto em http://lowlives.net/home/low-lives-occupy/ (acesso em 12/06/2012). Nossa performance foi produzida pelo Estúdio Kaxinawá com o  LABORAV – grupo de TV/vídeo da FEBF que produziu a transmissão em ustream e sua gravação em vídeo.

E finalmente, na faixa de poesia sonora e radiodrama, já estão prontos “Rotação” de  Cassiano Ricardo; “No meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade; "A rua dos cataventos, canto XIII" e “Inscrição para uma Lareira” de Mario Quintana. Em produção, uma série de poemas de Allen Ginsberg, “América”, “Ginsberg News” e “Números nos Arquivos do Governo Federal”,  e o conto “Astrogod” de Mauro Sá Rego Costa. Para cada texto, composições inéditas são criadas, a partir de instrumentos musicais e de sons pré-gravados.

Na UFJF, Alexandre Fenerich juntou-se ao Grupo de Pesquisas em Música e Artes Sonoras - GRUMAS (10), e com seu coordenador, o Prof. Daniel Quaranta, e os demais membros do grupo: Lilian Nakahodo, Flora Holberbaum e Marcelo Villena - alunos do mestrado em Música da UFPR - começaram um trabalho de captação de paisagens sonoras/estórias mínimas, tanto em Juiz de Fora quanto em Curitiba.  Uma pergunta dirigida a passantes escolhidos aleatoriamente, na rua: “Poderia me oferecer uma estória? Qualquer estória!”. Ficaram os registros destes encontros fortuitos e instantâneos entre nossos personagens desajeitados de pesquisadores universitários com seus gravadores e os contadores de estórias improvisadas, igualmente desajeitadas por tomadas de súbito.  

Como foi acordado pelo grupo, o material destas gravações não tem um destino único e certeiro. Nesse sentido, uma instalação sonora vem sendo planejada, assim como uma composição musical para meio radiofônico, a ser realizada pelo GRUMAS. A difusão do material permanece aberta. Enquanto proposta criativa, este documento de encontros fortuitos  deverá  se estender entre o grupo de Juiz de Fora/Curitiba e o grupo de Duque de Caxias - que também inicia sua coleta - para posterior elaboração criativa do material.

Por outro lado, Fenerich tem executado algumas ações individuais que poderiam se estender para um plano coletivo: performances sonoras no campus da UFJF e no bairro que o circunscreve, captadas enquanto intervenções nestas paisagens sonoras, além de, com Daniel Quaranta, um grupo de estudos de criação de instrumentos musicais e sonoros eletrônicos self-made. A prática tem ressonância em propostas como a gambiologia (GAMBIÓLOGOS, 2010) e a prática de hacking eletronics (COLLINS, 2006, p. 62) e circuit-bending (GHAZALA, 2005), ou seja, a criação ou adaptação de instrumentos eletrônicos simples (sem a necessidade de profundos conhecimentos técnicos) para a criação sonora. Para difusão radiofônica, o grupo prepara também os concertos e palestras dos EIMAS - Encontro Internacional de Música e Artes Sonoras (11) - organizado anualmente na UFJF, por Daniel Quaranta, Luiz Eduardo Castelões e Alexandre Fenerich.

Além de rádios educativas universitárias com as quais estamos entrando em contato, visando a difusão de produções dos grupos, um canal a que também deveremos ter acesso é a rádio experimental que estará no ar durante a Bienal de São Paulo 2012, através da http://mobile-radio.net/  que vem, desde 2005, montando ou assessorando a montagem de rádios em grandes eventos artísticos. Seus últimos eventos foram festivais de rádio como o  Kunst & Æter  em Kopenhagen, (maio, 2011);  o Radiaator, primeiro festival de arte radiofônica na Estônia (março, 2011) ou o  RadiaLx, festival de arte radiofônica organizado a cada dois anos pela Radio Zero de Lisboa ( o último em julho 2010).

Pensar e produzir conteúdo para estações de rádio móveis, instalações sonoras, webradios ou estações hertzianas, é, portanto, um dos objetivos do grupo. Este conteúdo, dedicado a explorar fronteiras entre a linguagem radiofônica e a linguagem musical; entre ideias de rádio, música e arte sonora,  é inspirado em debates e leituras que pensam o uso da voz (FENERICH, 2012); a educação musical e o que é música (SCHAFER, KOELLREUTTER), ideias de educação pela escuta (SCHAFER; OBICI) e ideias de rádio e de rádio educação (COSTA; ZAREMBA).   


NOTAS:

(1) Trabalho apresentado no GP Rádio e Mídia Sonora, XII Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação, evento componente do XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. INTERCOM, Fortaleza, 2012.    

(2) Ver em http://radioforumbr.wordpress.com/radiodrama/ (acesso em 12/06/2012)

(3) Estúdio construído com apoio da FAPERJ.

(4) V. http://portal.mec.gov.br/index.php?id=11100&option=com_content&task=view (acesso em 12/06/2012)

(5) Technofeira Remix, na versão enviada. A 9ª. Bienal Internacional de Radio, Cidade do  México, de 1 a 6 de outubro; é organizada pela Secretaría de Educación Pública  e o Consejo Nacional para la Cultura y las Artes,  através da Radio Educación,  Mexico. V. http://www.bienalderadio.gob.mx/2012/ (acesso em 12/06/2012)

(6) V. http://radioforumbr.wordpress.com/page/2/?sversão =som+paulo (acesso em 12/06/2012)

(7) Gravada em Alexandre Fenerich, São Paulo, 2009 http://radioforumbr.wordpress.com/page/2/?s=alexandre+fenerich (acesso em 12/06/2012)

(8) http://cogprints.org/3000/1/TOFFOLO_OLIVEIRA_ZAMPRA2003.pdf (acesso em 12/06/2012)

(9) E pode ser ouvido em http://blip.tv/pedro-albuquerque/sacou-tocou-m%C3%BAsica-em-devir-5484909 (acesso em 12/06/2012)

(10) http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=08048038KT1A4D (acesso em 12/06/2012).

(11) http://www.ufjf.br/eimas/ (acesso em 12/06/2012)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAUJO, Pedro de Albuquerque. OPré-Figurativo:diferenciaçõesdeumliamemusical. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação nas Periferias Urbanas) – Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2010.

ARAUJO, Pedro de Albuquerque; Ribeiro, Adriana Gomes. Aeducaçãomusicalcomolugardeforjarmemóriaseesquecimentos. Centro de Estudos em Música e Mídia (MusiMid), Escola de Comunicação e Artes Universidade de São Paulo, ISBN: 978-85-62959-19-6. 2011.

COLLINS, Nicolas. Handmade Electronic Music: The Art of Hardware Hacking. London: Routledge, 2006).

COSTA, Mauro José Sá Rego,  EducaçãoeComunicação:RádioI,RádioII. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, INTERCOM, Recife, 2011. http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2011/resumos/R6-1859-1.pdf

FENERICH, Alexandre Sperandéo. A poética do rádio para Jacques Copeau e Pierre Schaeffer: a voz íntima. POLÊM!CA, Vol. 11, No 1 (2012). Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/polemica/article/viewArticle/2987. Acesso 10 de junho.

GAMBIÓLOGOS: A gambiarra nos tempos do digital. Belo Horizonte: Arte Mov, 2010. (Catálogo). In._ http://www.gambiologos.com/download/catalogo_gambioactivos_web.pdf (acessado 20.06.2012)

GHAZALA, Reed. Circuit-Bending: build your own alien instruments. Indianapolis: Wiley Publishing, 2005.

KOELLREUTTER, Hans-Joachim. Entrevista [1999]. A revolução de Koellreutter. Folha de São Paulo. Lições de Vanguarda, especial para Folha Mais. São Paulo, 7 Nov. 1999. Entrevistado por ADRIANO, Carlos & VOROBOW, Bernardo.

OBICI, Giuliano. Condição da Escuta. Mídias e Territórios Sonoros. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008. 

SCHAFER, Murray. A afinação do mundo. Tradução de Marisa Trench Fonterrada.  São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 2001.

______ . Hacia una educación sonora. México: Conaculta, 2006. 

______ . O Ouvido Pensante. Tradução de Marisa Fonterrada. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1991.

TERRA, Vera. Acaso e aleatório na musica: um estudo da indeterminação nas poéticas de Cage e Boulez, São Paulo, EDUC / FAPESP 2000.

TOFFOLO, Rael; ZAMPRONHA, Edson e OLIVEIRA, Luis Felipe.  “Paisagem Sonora: uma proposta de análise”, Anais da ANPPOM,  CD-ROM, 2003.

ZAREMBA, Lilian. Entreouvidos: sobre Rádio e Arte. Zaremba, Lilian (org) Oi Futuro/SOARMEC, Rio de Janeiro, 2009.

Recebido: 08/2012
Aceito: 08/2012

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