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Questões Contemporâneas

NEOCONCRETISMO EM FOCO: REVISIONISMO E ARTE CONTEMPORÂNEA INTERNACIONAL
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Renato Rodrigues da SilvA, PhD
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Resumo: O Neoconcretismo é objeto de interesse crescente no circuito de arte internacional, com a organização de exposições em importantes museus, e a publicação de livros e artigos especializados.  Esse interesse tem revisto a história desse movimento, infelizmente, nem sempre de modo favorável, tal como demonstra o artigo da pesquisadora americana Mariola V. Alvarez publicado na revista Nonsite.org, em 2013.  Ao propor uma análise interdisciplinar da obra de Ferreira Gullar, ela recusou a originalidade do Neoconcretismo, que é reinserido no âmbito do Concretismo, que surgiu na Europa. O presente artigo, portanto, mostra que essa análise se sustenta no debate nunca resolvido entre o Grupo Noigandres e os poetas concretos do Rio de Janeiro, em 1957, e, também, no trabalho de críticos internacionais, que solaparam as fronteiras entre os dois movimentos. Enfim, a desconstrução desse projeto revisionista do Neoconcretismo resulta da explicitação da sua estética transdisciplinar e da sua origem histórica, que começou no campo das artes visuais, no final de 1958.
Palavras-chave: Neoconcretismo; revisionismo; Concretismo; transdisciplinaridade; origem histórica.

NEOCONCRETISM IN FOCUS: REVISIONISM
AND CONTEMPORARY INTERNATIONAL ART

Abstract: Neoconcretism is the object of raising interest in the international art circuit, with the organization of exhibitions in important museums, and the publication of specialized books and papers.  This interest has revised the history of this movement, unfortunately not always in a favorable way, as can be demonstrated in Mariola V. Alvarez’s paper published in Nonsite.org, in 2013.  While proposing an interdisciplinary analysis of Ferreira Gullar’s work, she refused the originality of Neoconcretism, which is reinserted in the ambit of Concretism, which appeared in Europe.  The current paper, therefore, shows that this analysis is supported on the never-solved debate between the Noigandres group and the concrete poets of Rio de Janeiro, in 1957, and, also, on the work of international critics, who crumbled down the frontiers between both movements.  At last, the deconstruction of this revisionist project of Neoconcretism results from the clarification of its transdisciplinary aesthetics and its historic origin, which started in the field of the visual arts, in late 1958.
Keywords: Neoconcretism; revisionism; Concretism; transdisciplinarity; historic origin


O Neoconcretismo tem recebido uma atenção redobrada no circuito de arte internacional.  Com efeito, não só exposições retrospectivas de Hélio Oiticica e Lygia Clark se tornaram frequentes nos últimos anos, como também a própria obra teórica e poética de Ferreira Gullar tem sido objeto de análises em livros e revistas publicados, nos Estados Unidos e na Europa.  Trata-se de uma atenção merecida, pois o Neoconcretismo e a geração de artistas da década de 1960 criaram muitas das propostas definidoras da arte contemporânea, em alguns casos antes do Minimalismo e da Arte Conceitual.  Assim, devemos saudar esse fato, entendendo que ele fundamenta o trabalho dos artistas atuais brasileiros, que assim encontram um passado para dialogar, dificultando a absorção de propostas internacionais que não estão diretamente relacionadas com a realidade cultural do país.

Dado esse contexto, deve-se particularmente saudar o aumento de publicações sobre a arte contemporânea brasileira, pois esse fenômeno iniciou uma revisão do nosso passado artístico, o que se torna necessário se nossos artistas pretendem assumir um lugar no competitivo cenário internacional.  Um exemplo deste aumento é dado pela prestigiosa revista inglesa Third Text, que dedicou um número especial à arte brasileira.  Editado pelo crítico Sérgio Bruno Martins, em 2012, esse exemplar publicou análises sobre a nossa produção artística desde a década de 1950, abrindo o debate sobre a arquitetura modernista, a composição dos comitês de julgamento da Bienal de São Paulo, e o Neoconcretismo (MARTINS, jan. 2012).

Por outro lado, seria recomendável acompanhar essas publicações com uma atitude crítica, evitando a comemoração antecipada da inclusão no circuito internacional, pois os significados que muitas vezes são atribuídos à nossa arte tem o poder de distorcer o seu sentido inovador.  Assim, a pesquisadora norte-americana Mariola V. Alvarez publicou o artigo “O Anti-dicionário: os Poemas Não-objetos de Ferreira Gullar”, na revista on-line Nonsite.org, que analisa a arte contemporânea internacional, as novas formulações teóricas e a poesia atual, considerando também os possíveis cruzamentos desses campos e meios.  Nesse artigo, Mariola Alvarez enfocou a produção neoconcreta de Ferreira Gullar dentro de uma perspectiva “interdisciplinar” (ALVAREZ, 30 de abr. de 2013).  Essa perspectiva se mostra produtiva, mas destoa da crítica brasileira, que enfatiza a autonomia do objeto artístico e sua consequente independência frente à realidade. Ademais, essa opção metodológica deve ser desenvolvida com cuidados extras, pois seria equivocado confundir o Neoconcretismo com um típico movimento pós-modernista.

Assim, é relevante analisar as conclusões feitas por Mariola Alvarez nesse artigo.  Inicialmente, contudo, deve-se considerar o debate no campo da poesia brasileira como meio de contextualizar suas ideias . Trata-se de um debate que ocorreu várias décadas atrás, remontando à “I Exposição Nacional de Arte Concreta”, que foi realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1956, e no Ministério da Educação e Saúde do Rio de janeiro, em fevereiro do ano seguinte, e criou um marco do construtivismo brasileiro ao exibir os achados artísticos e poéticos que eram, então, desconhecidos do grande público. Para preparar uma recepção favorável, Augusto e Haroldo de Campos publicaram vários artigos sobre Concretismo no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil (SDJB), o famoso encarte cultural do Jornal do Brasil que lançou a geração neoconcreta.  A despeito desse esforço, a exposição revelou diferenças notáveis entre as produções dos grupos de poetas cariocas e paulistas (que se autodenominava Noigandres); essas diferenças afloraram quando o poeta Décio Pignatari declarou que o poema O Formigueiro (1955) de Ferreira Gullar não era concreto – depois desse momento as divergências foram debatidas através do SDJB.

Esse debate ocorreu na primeira metade de 1957, sendo que o crítico literário Oliveira Bastos teve um papel decisivo no duro intercâmbio de ideias.  Trabalhando com Gullar, ele co-editava a seção de artes do SDJB, e também escreveu a série de artigos intitulada “Por Uma Poesia Concreta”, que foi publicada nos meses de fevereiro e março daquele ano. Os irmãos Campos receberam suas análises com bastante severidade, respondendo com novos artigos (HOUAISS, 19 de maio de 1957). Eles divergiram das características da nova poesia, tais como apresentadas pelo crítico carioca; em particular, os poetas do Noigandres rejeitaram o argumento central dos textos de Oliveira Bastos que definia a palavra pela existência de um conteúdo expressivo ou emocional, que se baseia num tipo de “cumplicidade orgânica” daquele que fala com os objetos designados através das formas lingüísticas (BASTOS, 17 de fev. de 1957) – uma formulação que seria fundamental para o desenvolvimento do Neoconcretismo num futuro próximo.

No final, esse debate não teve vencedores, mas gerou ressentimentos em ambos os lados.  A ruptura derradeira ocorreu em junho daquele ano, quando Reynaldo Jardim, editor do SDJB, publicou o manifesto “Da Fenomenologia da Composição à Matemática da Composição”, de Haroldo de Campos, e o artigo “Poesia Concreta: Experiência Intuitiva”, que foi escrito por Gullar e co-assinado por Oliveiras Bastos e pelo próprio Jardim, na primeira página do suplemento, estampando as diferenças dos dois grupos para conhecimento do público (CAMPOS e GULLAR et al, 23 de jun. de 1957). O argumento de ambos os textos se baseia na função da palavra poética.  Em oposição a uma estrutura linguística criada antes do uso, tal como era proposto por Haroldo de Campos, Gullar declarou que a atitude do “poeta não é idêntica à que determinou as recentes pesquisas lógicas destinadas a formalizar a comunicação verbal: ante a ameaça da paralisia da linguagem e a comunicação tautológica, o poeta concreto experimenta, vivifica e dinamiza a palavra”. Assim, enquanto os paulistas tratavam a palavra como mero fenômeno ótico ou visual, os cariocas tratavam-na como algo expressivo e vivo.  Depois desse momento, os dois grupos separaram-se e começaram a desenvolver pesquisas independentes.

Desde aquele momento, infelizmente, as diferenças poéticas entre os dois grupos nunca se tornaram matéria de discussão sistemática e ponderada, que pudesse relativizar as posições assumidas no debate – e tal ausência acabou dividindo-os ainda mais.  Com o tempo, a perspectiva patrocinada pelo grupo Noigandres prevaleceu na bibliografia, inclusive porque Gullar abandonou a pesquisa avançada quando o Neoconcretismo entrou em crise, em 1961.  Por outro lado, Haroldo de Campos trabalhou como professor visitante da Universidade Yale e da Universidade do Texas em Austin, ambas nos Estados Unidos, difundindo a poesia concreta nesse país.  Portanto, devido à qualidade das obras e ao eficiente proselitismo do grupo Noigandres, o Concretismo brasileiro tornou-se referência obrigatória na história da poesia internacional.

Anos depois do debate do SDJB, por ocasião da exposição retrospectiva “Projeto Construtivo Brasileiro na Arte (1950-62)”, que foi organizada pela historiadora Aracy Amaral, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 1977, o debate foi inesperadamente retomado, sendo que Décio Pignatari externou seu desagravo por ver a obra neoconcreta ganhar mais espaço no catálogo do que a de seus antigos companheiros (AMARAL, 1977). Talvez sua preocupação fosse excessiva, mas revela uma divisão nas pesquisas avançadas, cuja ênfase dada ao Concretismo na poesia é contrabalançada pelo domínio do Neoconcretismo nas artes visuais.  Outrossim, a fama da Noigandres já ganhara o circuito mundial, sendo então considerado um dos pioneiros da poesia-visual, que é uma vertente fundamental da pratica poética contemporânea.  Esse reconhecimento é o resultado do trabalho de divulgação dos participantes do Concretismo, que finalmente conseguiram exportar a poesia brasileira para os Estados Unidos e Europa, materializando o desejo de Oswald de Andrade no “Manifesto Pau-Brasil”, décadas depois (ANDRADE, 1924).

Desde aquela exposição retrospectiva, ainda não se chegou a nenhuma forma de integração do construtivismo brasileiro, e a recepção dos dois movimentos permaneceu curiosamente dividida: enquanto o circuito internacional reconheceu a contribuição pioneira dos poetas concretos, o Neoconcretismo ficou restrito ao Brasil até bem recentemente, pois o famoso livro de Ronaldo Brito, Neoconcretismo: Vértice e Ruptura do Projeto Construtivo Brasileiro (BRITO, 1985), infelizmente nunca foi traduzido para o inglês.  Mas essa situação não ficaria equilibrada por muito tempo, uma vez que o Neoconcretismo tem sido objeto de atenção crescente nos meios especializados internacionais, tal como sublinhamos acima.  Assim, as tentativas de sínteses logo apareceram, devendo-se destacar o trabalho de Claus Clüver, que é um crítico literário alemão radicado nos Estados Unidos, e estuda as interações da poesia e das artes visuais.  Entretanto, sua posição é clara: “os escultores do Rio de Janeiro que participaram na I Exposição Nacional de Arte Concreta, Franz Weissmann, um membro do Grupo Frente, e Amilcar de Castro, que eram associados ao grupo por muito tempo, continuaram através das suas carreiras a desenvolver uma linha de trabalho que retinha uma afinidade próxima à da estética concreta” (CLÜVER, 2007).  Assim, a originalidade do Neoconcretismo foi praticamente recusada, pois esse autor desconsiderou seus parâmetros em função do movimento predecessor, que se originou na Europa. 

O artigo “O Anti-dicionário: os Poemas Não-objetos de Ferreira Gullar” de Alvarez deve ser entendido em relação à essa corrente revisionista do construtivismo brasileiro.  Assim, depois de afirmar que o Neoconcretismo é um movimento interdisciplinar, ela o associou à proposta da poesia-visual do grupo Noigandres.  Comparativamente, Clüver ainda teve o mérito de sublinhar algumas das características das obras dos artistas do Rio de Janeiro, mesmo que se possa discordar de suas análises gerais.  Em seu texto, contudo, Alvarez repetiu esse e outros autores de modo irrefletido, chegando a uma conclusão tão apressada como perigosa: “Por volta de 1954 Gullar entrou em contato com o Grupo Noigandres e dentro de alguns anos sua poesia refletiu os parâmetros da poesia concreta, embora diferente do trabalho do Grupo Noigandres, as poesias de Gullar consistentemente preservaram a integridade da palavra. Eu defendo que a ênfase de Gullar na palavra no ‘Diálogo sobre o Não-objeto’ foi informada pelo seu trabalho anterior, portanto, dissolvendo as linhas divisórias entre Concretismo/ Neoconcretismo” (ALVAREZ, 30 de abr. de 2013).  O raciocínio é confuso, talvez para disfarçar a procedência, mas a conclusão é inequívoca: para ela não há diferença substancial entre Concretismo e Neoconcretismo.

Para concluir este texto, portanto, torna-se crucial apontar evidências da originalidade do Neoconcretismo, com o objetivo de desconstruir a hipótese revisionista de Clüver e Alvarez.  Este argumento se fundamenta tanto no conceito de transdisciplinaridade como na história do grupo carioca, de fato, sugerindo que se a última autora tivesse realizado uma pesquisa mínima de arquivo, ela teria evitado vários problemas. Em primeiro lugar, quando se fala em “interdisciplinaridade” em relação ao Neoconcretismo, deve-se ter em mente os objetivos de Gullar e seus amigos.  Como foi visto, ele procurava materializar uma palavra poética “viva”, radicalizando essa proposta dois anos depois, pois imaginava que essa mesma palavra, agora vivificada, unir-se-ia ao seu suporte material, seja no Livro-Poema (1959) e no Poema Espacial (1959), de forma que o poema “se dá à percepção sem deixar resto. [Ele é] Uma pura aparência”, para usar as ideias de Gullar, na “Teoria do Não-objeto” (GULLAR, 19 de dez. de 1959).

Ora, Gullar não visava criar uma poesia concreta do tipo “verbi-voco-visual”, tal qual os irmãos Campos propunham em suas experiências, pois os elementos linguísticos e visuais da poesia neoconcreta não deveriam ser reconhecidos como tais, resultando numa interpenetração que aniquilaria suas diferenças (SILVA, jul.–set. de 2013).  Talvez a maneira correta de referendar a originalidade estética do Neoconcretismo seja usando o conceito de “transdisciplinaridade”. É o próprio poeta quem explica essa proposta por ocasião do lançamento do movimento: “a expressão ‘neoconcreta’ quer, antes de mais nada, assinalar uma nova fase da arte concreta, uma tomada de consciência de problemas implicados pela linguagem ‘geométrica’ e pela linguagem ‘transintática’ (na literatura), até aqui não formulados ou negligenciados pelos teóricos e artistas de tendência concreta” (Gullar, 14 de mar. de 1959).

Dessa forma, a poesia de Gullar separou-se paulatinamente daquela feita pelo Grupo Noigandres, numa radicalização que se fundamentava na sua proposta vanguardista.  Na realidade, em 1955, o poeta carioca entrou em contato com os paulistas e foi influenciado por suas idéias, mas livrou-se dessas influências numa pesquisa cujos resultados eram totalmente inesperados, se considerarmos, por exemplo, o Poema Enterrado (1960), que é a primeira instalação da arte contemporânea brasileira.  Portanto, é absolutamente fundamental reconhecer as diferenças estéticas existentes entre as duas propostas construtivistas.

Enfim, a separação dos poetas concretos de São Paulo e Rio de Janeiro, em 1957, não foi o fato que originou o Neoconcretismo, tal como Alvarez sugeriu em seu artigo.  Essa foi apenas uma das disputas envolvendo os dois grupos, pois o mesmo ocorreu no campo das artes visuais, um ano e meio depois do primeiro incidente, quando Lygia Clark participava de uma exposição coletiva na Galeria de Arte das Folhas.  Dessa vez, a divisão produzida na vanguarda brasileira foi definitiva.  Também durante o período de lançamento do Neoconcretismo, Gullar referiu-se a esse momento fundador:

Podemos marcar de outubro de 1958 a nova etapa do movimento concreto, cuja primeira exposição conjunta se realizará no MAM do Rio a partir do dia 19 de março.  Desde a mostra de Lygia Clark [na galeria] das “Folhas”, em São Paulo, em outubro do ano passado, um frisson novo correu pelos círculos concretistas, onde muita gente já estava realmente se preparando para dormir (GULLAR, 7 de mar. de 1959).


Baseados nesses fatos, deve-se fazer um esforço para resguardar a originalidade estética e histórica do Neoconcretismo, recusando gestos oportunistas tal como o de Alvarez.  Com efeito, esse movimento – junto à arquitetura de Oscar Niemeyer – é um dos grandes patrimônios da cultura artística brasileira do século XX.

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Bibliografia

ALVAREZ, Mariola V., “The Anti-Dictionary: Ferreira Gullar’s Non-Object Poems”, Nonsite.org, Atlanta (Estados Unidos), sem página, 30 de abr. de 2013. <nonsite.org/feature/the-anti-dictionary-ferreira-gullars-non-object-poems> (acessado em 7 de set. de 2013).

AMARAL, Aracy, Projeto Construtivo Brasileiro na Arte, 1950-62, catálogo de exposição,  São Paulo e Rio de Janeiro: Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna, 1977.

ANDRADE, Oswald, “Manifesto Pau-Brasil”, 1924.

BASTOS, Oliveira, “Por Uma Poesia Concreta”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 6 do SDJB, 17 de fev. de 1957.

BRITO, Ronaldo, Neoconcretismo: Vértice e Ruptura do Projeto Construtivo Brasileiro, 1a. edição, Rio de Janeiro: FUNARTE, 1985.

CAMPOS, Haroldo de, “Da Fenomenologia da Composição à Matemática da Composição”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p.1 do SDJB, 23 de jun. de 1957.

CLÜVER, Claus, “The Noigandres Poets and Concrete Art”. <www.lehman.cuny.edu/ciberletras/v17/cluver.htm> (texto escrito em 2007, e acessado em 7 de set. de 2013).

GULLAR, Ferreira, “Teoria do Não-objeto”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro p.1 do SDJB, 19 de dez. de 1959.

----- “1a. Exposição Neoconcreta”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro pp. 4 e 5 do SDJB, 14 de mar. de 1959.

----- “Concretismo”, SDJB, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro p. 2 do SDJB, 7 de mar. de 1959.

GULLAR, Ferreira et al, “Poesia Concreta: Experiência Intuitiva”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro p.1 do SDJB, 23 de jun. de 1957.

HOUAISS, Antônio, “Sobre Poesia Concreta”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro pp.10 e 11 do SDJB, 19 de maio de 1957.
MARTINS, Bruno Sérgio, Third Text, Londres, jan. 2012.

SILVA, Renato Rodrigues, “Ferreira Gullar’s non-object, or how neoconcrete poetry became one with the world”, Word & Image, Londres, pp. 257-72, jul.–set. de 2013.

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Recebido em: 14/09/2013
Aceito em: 04/06/2014

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